praças & parques: algumas regrinhas e diretrizes para um bom projeto

Queridíssimos alunos,

Desculpem a inserção da tabela, mas simplesmente coloquei nesta telinha o que coloquei no quadro de giz lá na sala de aula semana passada. Prometo que ao longo dos próximos dias, arrumo a tal “coisa”.

Praça Parque
Inserção urbana A praça é completamente dependente do lugar onde está inserida. Ao projetar, identifique as principais circulações de pedestres. Destes entroncamentos e cruzamentos de pessoas surge a possibilidade do encontro casual e espontâneo. Praça é gente se encontrando. Para os parques, o entroncamento ou cruzamento de pessoas não é essencial. Ele não depende da inserção urbana para existir. Pode-se ir à pé, de carro, de transporte público, de bicicleta… Pode estar inserido em áreas densamente construídas, ocupadas ou distante de tudo isso.
Acesso/ingresso Espaço que compõe e interage com outros espaços públicos  e com as edificações que estão em seu entorno. Significa que calçadas, ruas e prédios lindeiros devem associar-se ou ainda interagir visualmente e fisicamente de forma contínua contextualizando o lugar, dando-lhe forma e significado. Espaço cujo ingresso ou acesso é determinado por entradas controladas ou ainda determinadas por projeto. Trata-se de circulações (principais e secundárias) que definem os passeios de pedestres e as eventuais circulações de automóveis de passeio e ou serviços e que podem levar aos equipamentos, edificações principais, estares e aos estacionamentos como exemplo.
Atividades Lugar das práticas sociais públicas com finalidades diversas: comerciais, políticas, culturais, religiosas, sociais, recreativas entre outras. A construção de edifícios não é recomendada. Conjunto de atividades relacionadas às diversas categorias de um parque. Ele pode ser completamente vegetado e destinar-se a preservação de uma floresta natural, pode ser completamente artificial se for um parque de recreação ativa como Disney World, etc. O tema e o contexto em que se insere serão responsáveis pelo desenvolvimento do programa de atividades e por conseqüência  dos espaços que você irá projetar. Infraestrutura como banheiros, área administrativa, local para guarda de equipamentos, segurança, etc., são sempre obrigatórios. Na wiki que vocês criaram, é possível observar a imensa quantidade de tipos e categoria espaciais do parque. Mais em http://migre.me/2poP7 

 

Modelagem do terreno Depende. Como a praça de apresentar uma continuidade entre todos os espaços livres e logradouros que se encontram em seu entorno, o terreno deverá ser modelado para que esta conexão possa ser realizada de forma direta e respeitando-se as condições de acessibilidade da norma NBR9050. Não necessariamente. A não ser que seja um parque temático focado em recreação ativa, parque cultural, etc., os parques mantém em muitos casos as características naturais do terreno. Isso que dizer que movimentações de terra são desnecessárias em alguns casos  e podem em determinadas situações remover as camadas superficiais de solo prejudicando, a fauna, a flora e a também a qualidade das águas (nascentes, córregos, riachos) existentes no local.
Cercas Não pode: praça é lugar que deve integrar-se à cidade e permitir livre acesso. Depende: se for um local onde o acesso é restrito (Hoppi Hari, Wet and Wild, por exemplo) ou pode oferecer algum tipo de perigo para a fauna existente, os cercamentos podem ocorrer.
Percepção do entorno Nas praças o contexto é percebido ou seja, tudo que está ao redor do lugar é visto por seus usuários. Prédios, monumentos, avenidas, calçadas, etc. De dentro, vejo tudo o que está ao meu redor. Todas as atividades da praça dependem da circulação das pessoas e do que acontece na cidade. Não necessariamente. A proposta do parque nos remetem à situações descontextualizadas do urbano. Ou seja, os ambientes projetados independem das atividades que acontecem lá fora do parque. De dentro não vejo e não sei de nada do que ocorre ao meu redor. Os ambientes internos relacionam-se com o programa de atividades proposto para o parque. As circulações de pedestres e automóveis destinam-se a orientar as pessoas levando-as de um espaço para outro.
Edificações Não tem. As edificações por ventura existentes devem relacionar-se à praça como, por exemplo: O adro que fica em frente ás igrejas, ou ainda, o terreno (praça) que pode ficar em frente a um prédio público (casa de Câmara e Cadeia), etc. Podem existir e relacionar-se à administração, sanitários e às atividades vinculadas ao programa de atividades do parque.  Um parque zoológico deve conter desde edificações que simulem os ambientes naturais dos animais até lanchonetes, restaurantes, aquários e museus.
Vegetação Depende. Se necessária a colocação ela é o elemento secundário do projeto. Pisos devem predominar. Maior área impermeável. Depende. Se não for parque temático cultural ou de recreação ativa, a vegetação é o elemento estruturador dos ambientes projetados e deve predominar.  Maior área permeável.
Água Depende. Ela é elemento secundário que colabora na organização espacial dos ambientes propostos orientando não só visuais internas e externas como também colaborando na organização de circulações. É tratada como espelho d água. Nada de “nascentes”… Se não for um parque temático como o Wet ‘d Wild que usa a água como elemento estruturador dos espaços e de todas as atividades do local, as água pode ser tratada como elemento natural (mantêm-se as nascentes, exploram-se os riachos, córregos, eventuais lagos, etc.) sem maiores intervenções construtivas como pode ser construído “à maneira natural “ imitando-se elementos pictóricos franceses clássicos, ou italianos e românticos…
Mobiliários Depende. Predominam locais para assento e sombreamento esporadicamente. Vinculados ao programa de atividades do parque. Bancos, caramanchões, quadras, etc.
Iluminação Sempre. Por se tratar de área urbana, sugere-se especial atenção á iluminação noturna vinculada não só às calçadas e passeios laterais como também ao pedestre em toda a sua área interna. Depende. Reservas florestais, por exemplo, não necessitam de iluminação interna.  Por outro lado parques culturais como o La Villete (Paris) são projetos que demandam uma  Arquitetura de Luz, pois dela dependem para a sua existência e uso.

Dieberger & Cia: Arte e Jardim (1928)

Datado de 1928, o livro Dieberger & Companhia: arte e jardim foi digitalizado e inserido neste post. O material, apesar de sua linguagem datada, é precioso pois mostra a passagem dos ajardinamentos tidos como ornamentos ou ainda  coadjuvantes dos edifícios para um papel principal interagindo e integrando-se ao projeto de arquitetura  nas palavras de Dieberger.

O manual, como é chamado pelo autor, apresenta uma coletânia de projetos de jardins residenciais e parques, além de um capítulo dedicado à definição do conceito de jardim praticado por sua companhia.

Costumo utilizá-lo em aulas para mostrar o desenvolvimento das linguagens de projeto e também para falar um pouco mais sobre o uso da vegetação.

Como não me lembro de ter visto exemplares à venda, achei que talvez após 82 anos não haveria problema algum em disponibilizar o material. Não sei quem digitalizou, mas agradeço de qualquer forma pois posso utilizá-lo para ensinar.

Boa leitura a todos! divirtam-se tanto quanto eu.

 

Praça do Esportista: Parque Linear Cabuçu de Cima (Jaçanã)

A partir de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM e a Subprefeitura Jaçanã-Tremembé, esta proposta estudantil faz parte de um conjunto de projetos que deverão compor o Parque Linear Cabuçu de Cima.

Cliente:  Subprefeitura Jaçanã
Local:    Parque Linear Cabuçu de Cima
Alunos: Mariana Montelli (msmontelli@gmail.com)
               Nadia Bigliassi (nadiabigliassi@hotmail.com)
Tutor:   Drª Helena Degreas

Prancha de implantação 

Prancha de cortes

Caderno de estudo – Praça do Esportista

Parques: solicitação de pesquisas

Parques: visitas técnicas

Introdução  

Objetivos
O presente trabalho tem por objetivo levar o aluno a compreender os papéis desempenhados pelos parques na cidade de São Paulo, reconhecendo sua diversidade de formas, contextos, usos e funções. O trabalho terá papel colaborativo, ou seja, a partir da postagem das diversas pesquisas, os alunos poderão ampliar seus conhecimentos sobre esse tipo de espaço livre urbano.  

Relação dos Parques
Os alunos deverão selecionar um dos parques citados na lista abaixo, informando ao professor a sua escolha.  

Alfredo Volpi
Rua Engenheiro Oscar Americano, 480 – Cidade Jardim/ Morumbi 11 3031-7052  

Parque Alfredo Volpi (acervo QUAPA)

 mais informações 

 

Buenos Aires
Av Angélica s/n, altura 1500 – Higienópolis 11 3666-8032  

parque Buenos Aires (acervo QUAPA)

mais informações 

 

Burle Marx
Av Dona Helena Pereira de Moraes, 200 – Campo Limpo 11 3746-7631  

parque Burle Marx (acervo QUAPA)

 mais informações

Cidade do Toronto
Av Cardeal Mota, 84 – City América/ Pirituba 11 3834-2176  

Parque Cidade de Toronto (acervo QUAPA)

mais informações


Ibirapuera

Av Pedro Álvares Cabral s/n –  Portão 10 – Vila Mariana 11 5574-5045/ 5505
  

Parque Ibirapuera (acervo QUAPA)

 mais informações

Independência
Av Nazareth s/n – Ipiranga 11 2273-7250  

parque Independência (acervo QUAPA)

 mais informações

Parque Villa lobos
Av. das Nações Unidas 

Parque Villa Lobos (acervo QUAPA)

Piqueri
Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé 11 2097-2213 

Parque Piqueri (acervo QUAPA)

Povo
Rua Henrique Chamma, 590 –  Pinheiros 11 3078-6869  

Parque do Povo (acervo QUAPA)

Tenente Siqueira Campos – Trianon
Rua Peixoto Gomide, 949 – alt do nº1700 da Avenida Paulista – Cerqueira Cesar 11 3289-2160
  

Parque Trianon (acervo QUAPA)

Trote
Av Nadir Dias de Figueiredo, s/n – Vila Guilherme 11 2965-0165  

Parque do Trote (autor: PMSP)

Victor Civita
Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros 11 3037-8696/ 3031-3689  

Zilda Natel
R. Cardoso de Almeida com a Av. Dr. Arnaldo  

Linear Sapé
Localização: Rod Raposo Tavares até Av Eng Politécnico – Butantã  

Tarefa  

A tarefa consiste na realização de um levantamento técnico com as seguintes informações:
-planta
-foto aérea
-descrição do programa de atividades e usos;
                -circulações de pedestre (calçada, trilhas, rampas, escadas, passarelas)
                -circulações de veículos (ciclovia, via local, via de serviço, estacionamento, emergência)
                -pontos de ônibus, van, taxis.
-atividades de recreação e permanência ativa
                –futebol society, campo, poliesportiva, tênis, pipa e aeromodelismo, skate, patins, esportes aquáticos, artes marciais, pedalinho, área infantil, pingpong, xadrez, bocha.
-atividades de recreação passiva e seus usos:
                -deck, canteiro, anfiteatro,concha acústica, teatro de arena, estar/gramado, tomar sol, praia, meditação, religioso, contemplação, educação, jogos de mesa, alimentação, eventos, mirante, administração, manutenção.
-descrição dos usos da vegetação na composição de espaços.  

Recursos para elaboração das tarefas
Os trabalhos poderão utilizar ilustrações, vlogs, podcasts, fotologs e links.  

Registro do Trabalho
A apresentação será realizada por meio da postagem do material em http://helenadegreas.com.br 

Endereços eletrônicos
Acervo QUAPA
Disponível em: http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp

Pelos Passeios de São Paulo: turismo sem barreiras (teste webquest)

Olá, turm@!

Sejam bem-vindos ao Fórum

Pelos Passeios de São Paulo: turismo sem barreiras

Introdução

Região da Luz (Roseli Castro e Jackeline Silva)

Todo cidadão brasileiro tem o direito de usufruir em igualdade de condições o que a cidade lhe oferece em termos de recreação, cultura e lazer. Os resultados do censo IBGE 2000 mostram que 14,5% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência física. Após estudos e pesquisas desenvolvidos neste semestre, nossas discussões apontaram para um conceito mais amplo adotado pela CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, cujo foco encontra-se não mais na incapcidade e doença, e sim, na compreensão dos domínios da saúde a ela relacionados (perspectiva do corpo, do indivíduo e da sociedade). Com isso, informações sobre a funcionalidade do corpo permitem uma visão mais ampla e generosa da população e podem ser utilizadas na tomada de decisões projetuais facilitando a interação social e o desenvolvimento das atividades comuns aos cotidiano das pessoas.

Vocês viram que muitos consideravam que a CIF (erroneamente) se referia apenas a pessoas com necessidades especiais, deficientes, entre outros. Na verdade, ela aplica-se a TODAS as pessoas, inclusive nós. Em suma: tem aplicação universal e viabiliza o projeto e o desenho de uma boa arquitetura e urbanismo para todos. 

Os dados do IBGE 2000 apontam para cerca de 24,5 milhões de pessoas que tem limitações relacionadas à estrutura do ambiente em que vivem e à comunidade, que dificultam ou inviabilizam sua inclusão social e o exercício de sua liberdade. Acrescente-se a essa situação o fato da população brasileira estar envelhecendo. Com a idade, o ser humano vai perdendo “aquisições” conquistadas. A acuidade visual diminui, a mobilidade torna-se reduzida entre outros sinais. Faz-se com isso necessária uma reflexão profunda sobre a contribuição dos profissionais vinculados á construção civil e ao planejamento urbano na construção de uma cidade mais acessível e socialmente inclusiva. Este trabalho avalia as condições de mobilidade e acesso de um dos principais pólos culturais de São Paulo: a região da Luz, localizada em área central que vem passando por processo de revitalização com o intuito de acolher uma população interessada em contemplar pontos de interesse arquitetônico, histórico e cultural da cidade. (texto livre elaborado a partir de relatório de avaliação do trabalho intitulado Pelos Passeios de São Paulo de Jakeline Silva e Roseli Castro)
Secretário explica como será o projeto “Nova Luz”

Fórum

Neste tópico, pretendo orientá-los sobre a discussão e a leitura de textos para o desenvolvimento da tarefa individual – desenvolvimento de projetos, que será cobrada ao final de nossos trabalhos neste fórum.

Neste fórum discutiremos sobre os instrumentos legais, normativos e administrativos disponíveis para a formulação e implantação de projetos urbanísticos e arquitetônicos acessíveis à população com enfoque especial ao atendimento dos princípios do Desenho Universal.

Em síntese, este fórum deverá reunir todas as informações apresentadas ao longo do semestre visando, à partir da aplicação dos conhecimentos por você adquiridos sobre o tema, ao desenvolvimento de um diagnóstico e pré-proposta de acessibilidade na região da Luz, São Paulo, capital.

Com isso, teremos as seguintes atividades:

Tarefa Individual (1): visita técnica à área de estudos e elaboração de breve relato sobre a história do local e seu patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico.
Tarefa coletiva (2): relatório de visita técnica e diagnóstico das condições de acessibilidade física da região estudada (entrega prevista para 21.07.2010) elaborado a partir das informações contidas neste fórum, leituras orientadas e visitas a sites indicados.
Tarefa Individual (3): proposta de intervenção urbanística e arquitetônica da região da Luz (início previsto para 22.07.2010 e entrega em 10.07.2010)

A tarefa de vocês será:

Tarefa Individual (1): participar da visita técnica que ocorrerá no dia 07.07.2010 às 8h00. Nosso encontro ocorrerá na estação Luz do metrô em frente às catracas. Você deverá levar material para registro da visita (anotação de apontamentos, imagens – áudio, vídeo).

Tarefa coletiva (2): elaborar pequenos textos ilustrados por imagens, áudios e desenhos sobre as conclusões referentes à visita técnica realizada no dia 07.07.2010. Lembrem-se que as condições de acessibilidade do ambiente físico urbano e arquitetônico deverão atender aos princípios do Desenho Universal. Por conseqüência atenderão também pessoas com deficiências funcionais. este material deverá ser disponibilizado no espaço “Comentários” deste post acrescido de seu nome e assunto relatado. Lembrem-se que o material postado deverá conter as fontes consultadas e não poderão ser simples “cópias” de textos, imagens ou áudios retirados de outras mídias digitais.

Tarefa Individual (3): a partir das informações disponibilizadas pelos membros no fórum, cada aluno deverá criar uma proposta de intervenção urbanística e arquitetônica da região da Luz com ênfase no percurso que inclui o Parque da Luz, Pinacoteca do Estado, Estação da Luz e Museu da Língua Portuguesa.

Os textos para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos podem ser acessados:

Acessibilidade em trechos da Av. Paulista – Desenho das calçadas
Estação da Luz: acessibilidade das calçadas
NBR9050
sembarreiras
manual de insruções técnicas de acessibilidade para apoio ao projeto arquitetônico

Sites interssantes para pesquisa:
http://desenhouniversal.com
http://helenadegreas.com.br
http://turismoadaptado.wordpress.com/
http://www.vidamaislivre.com.br/

Introdução ao Projeto de Urbanismo: trabalhos finais (2010 – 1º semestre manhã)

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

  • Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto urbano.
  • Desenvolver técnicas de observação, desenho e representação gráfica do espaço físico urbano.
  • Iniciar práticas de percepção mais atenta às configurações da cidade por meio das diversas formas de representação: do desenho ao modelo tridimensional, da observação direta à da cartografia e do uso de todos estes elementos para o processo projetual.
  • Estudar as relações visuais entre elementos que compõem o espaço urbano por meio de expressões gráficas e plásticas.
    Desenvolver as primeiras propostas projetuais, com ênfase na percepção e compreensão geral do espaço.

Professoras Responsáveis: Ana Cecília de Arruda Campos, Helena Napoleon Degreas

Relação dos trabalhos apresentados (primeiro semestre de 2010)

Equipe 1
equipe 1 (arquivo em PDF)
Thiago Bagarollo, Talita Guerra, Ieda Maria, Wilson Trega


Equipe 2
Danile Tavares, Renata Pereira, Vania Vendrúsculo, Vivian São Pedro 

projeto completo (PDF)

Equipe 3

Trabalho completo PDF

Equipe 4
Eric Rocha, Danilo Akiyama, Rafael Nogueira, Cristiano Souza
trabalho completo (PDF)

Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios

Esse post tem por objetivo apresentar de forma sistematizada uma visão do estado de arte das praças brasileiras desde a sua origem até o início dos anos 2000. O material utilizado foi produzido ao longo de 7 anos de estudos do grupo QUAPA – Quadro do Paisagismo no Brasil, liderado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo e desenvolvido no Laboratório da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo entre 1994 e 2001.

Num primeiro momento, falaremos sobre a formação e evolução da praça na cidade brasileira, do final do século XVIII aos anos finais do século XX.

Várias são as definições para o termo praça. Mesmo havendo divergências entre autores, a praça é caracterizada como um espaço público destinado à con-vivênica de seus cidadãos, contextualizado em ambiente urbano e que se encontra livre de edificações.

No Brasil, o termo praça é comumente associado à idéia de áreas livres, geralmente ajardinadas, repletas de equipamentos públicos destinados à recreação de seus usuários conflitando em muito com os espaços e projetos dessa tipologia no continente europeu.

Para os gregos, a ágora era o espaço livre público por excelência, local onde o exercício da cidadania se materializava representando o espírito de coletividade da população.

Ágora grega (fonte: http://migre.me/me3v)

 A Ágora grega era o espaço público aberto da antiguidade clássica onde se praticava a democracia direta ou ainda, o lugar por excelência do debate das idéias, dos tribunis populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade. Por meio de assembléias e com direito igual a voto, aqueles considerados cidadãos eram ouvidos. Tratava-se de um espaço delimitado por edificações diversas de caráter público e Stoas, ou ainda, conjunto de pórticos ou colunatas abertos ao público onde o mercadores em feiras livres podiam comercializar seus produtos. Da ágora, era possível avistar a acrópole, ou ainda, o ponto mais alto da cidade (do grego ἀκρόπολις, composto de κρος, “extremo, alto”, e πόλις, “cidade”). Nesse lugar, eram construídos os templos aos deuses como o Parthenon em Atenas ou ainda os palácios.

Para os romanos, o Fórum era constituído por um espaço livre público central onde ocorriam as relações sociais, as atividades comerciais, religiosas e de mercado da comunidade.

Forum romano (imagem: http://migre.me/me7n)

O fórum romano era o centro comercial da Roma imperial. Nele localizavam-se as lojas, praças de mercado e locais para assembleias dos civitas ou ainda, cidadãos. Diferentemente da Ágora grega, o fórum era configurado por imponentes edifícios públicos que representavam a monumentalidade do Estado.  As discussões políticas aconteciam não nas praças abertas, mas no interior dos edifícios.

Origens


SIlvio Macedo: Acervo QUAPA

 

 
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante. 

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.  


imagens de Bruxelas : Ssolbergj

 

 

Vista panorâmica sobre a Londres moderna,
vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ

Praças, Largos, Adros, Átrios e Pátios

A praça como a conhecemos hoje, sempre foi o local para reunião de gente e para o exerício da vida pública destacando em frente aos edifícios públicos, igrjeas ou conventos destacando-se na paisagem urbana.

 Os templos, seculares ou regulares, raramente eram sobrepujados em importância por qualquer outro edifício, nas freguesias ou nas maiores vilas. Congregavam os fiéis, e os seus adros reuniam em torno de si as casas, as vendas e quando não o paço da câmara. Largos, pátios, rocios e terreiros, ostentando o nome do santo que consagrava a igreja, garantiam uma área mais generosa à sua frente e um espaço mais condizente com o seu frontispício. Serviam ao acesso mais fácil dos membros da comunidade, à saída e ao retorno das procissões, à representação dos autos-da-fé. E, pelo seu destaque e proporção, atendiam também a atividades mundanas, como as de recreio, de mercado, de caráter político e militar. À linearidade, as ruas de interligação como as chamadas Direitas. À irregularidade, uma outra ordem que não a das vias ortogonais”. In: MARX, Murillo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/Edusp, 1980, p. 54.

Sem idetinficação: Acervo QUAPASEL 2002
 

Silvio Soares Macedo: Acervo QUAPASEL 2002

 Praças secas européias

Praça de São Pedro em 1909: acervo http://migre.me/nvf0
praça seca (Acervo QUAPA, 2000)

Pátios ou ainda Átrios
O conceito dos pátios remete-se à necessidade humana e proteção do espaço exterior, desconhecido e hostil. Devido ao seu isolamento, proporciona aos seus habitantes, a impressão de domínio, pois o homem necessita de planos de paredes ou cercamentos para sentir-se seguro. Mesmo após longa evolução que alterou aspectos funcionais, o pátio permanece centralizado na edificação, delimitado por paredes e não coberto. A forma em planta não fixa, podendo apresentar-se circular, quadrado, oval ou retangular. A única certeza é que trata-se de espao delimitado pelos muros que o cercam. Várias são suas funções e por isso, apresentam mobiliários e formas distintas. Existem pátios de fábricas, de residências, de claustros, de escolas, de presídios, de conjuntos de casas.

Pátios de Cordoba: Dolores María Macías Naranjo

Na cidade, os pátios são espaços livres públicos definidos a partir de uma igreja ou outro elemento arquitetônico expressivo, além do casario antigo aos quais dá acesso, quase sempre pavimentados e exercendo a função de respiradouros, de propiciadores do encontro social e eventualmente destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largos
“São espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público, podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largo da MemóriaSP: Dornicke
Largo do Paissandú SP com Igreja Nossa Senhora do Rosário à direita:GFDL / CC-By-SA

Adros

Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, dervindo ainda hoje para  a realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da população.
 

Adro e Largo da Igreja no Antônio Dias: acervo http://migre.me/nv67
Igreja de São Pedro em Recife (acervo: uol)
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
MACEDO, Silvio Soares e ROBBA, Fábio; Praças Brasileiras; São Paulo: Edusp, 2002, ISBN 85-314-0656-0
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

É brega mas eu A-DO-RO !!!

Natal no Shopping Bourbon
Banco Itaú, ex- BankBoston
Banco Itaú - ex BankBoston que começou com a tradição de enfeitar bancos na Paulista

 

Digam o que quiserem. Pode até ser de mau gosto, duvidoso, cafona mas definitivamente a cidade ganha cores mais quentes, menos melancólicas nessas tardes chuvosas de São Paulo.

O fato é que as pessoas que normalmente correm de um lado para outro, simplesmente desaceleram e param o olhar sobre algo inusitado, diferente, coloido, iluminado.

Fui fazer um levantamento técnico (mapa tátil urbano da Av. Paulista)  com os alunos do escritório modelo do curso de arquitetura da FMU quando decidimos fotografar os enfeites de Natal.

Tá certo que os caras ficaram meio aterrorizados com minha sugestão mas acabaram acatando, coitados… rsrsrs

Afinal, não dá para contrariar professor estressado no final do ano… hehehe

Mais algumas imagens, sem maiores comentários.

 

 

flocos de Metrô!!! até o metropolitano entrou nessa!!!
Metrô de São Paulo
Vitrine do Espaço Stª Helena & Cleusa Presentes na Oscar Freire, 2009, foto LG
Vitrine do Espaço Stª Helena & Cleusa Presentes na Oscar Freire, 2009, foto LG

Distribuição da população deficiente em São Paulo (por área de ponderação)

Esse post apresenta quatro trabalhos de pesquisa em iniciação científica elaborados pelo então aluno do curso de aqruitetura e urbanismo Rodrigo Costa. O primeiro deles trata da deficiência Visual e foi orientado pelo Prof. Dr. Manoel Lemes. Apesar de aparentemente antigo, o material sempre me foi muito caro, pois mostrava a forma como a distribuição das deficiência se dá por áreas bem menores do que aquelas que estamos acostumados a ver (distritos por exemplo). O Prof. Manoel sempre repetia aos seus alunos à exaustão: o território FALA! O problema é que eu escutava também… brincadeiras à parte, o território fala sim. Conhecê-lo então é obrigação de urbanista.

Como desenvolver planejamento se os gestores tratam o território por igual? Desde quando, levantamentos por distritos não escondem realidades díspares próximas umas das outras?

O trabalho do Rodrigo, orientado eplo Prof. Manoel, mostra por exemplo que  a distribuição dos DVs em São Paulo concentra-se nas regiões periféricas. Ela é portanto desigual. Se cruzarmos dados referentes à idade, distribuição de equipamentos públicos em saúde, dados sobre violência, poderemos chegar a conclusões alarmantes (muitas das deficiências são adquiridas e poderiam ser evitadas) mas que podem servir como diretrizes para políticas públicas mais próximas da realidade em que vive o cidadão.

Intitulado Progeto BDGESP – Banco de dados Georreferenciados de São Paulo,  a pesquisa apresenta a distribuição da população Deficiente Visual no município de São Paulo a partir dos dados do IBGE 2000 por área de ponderação.

Os outros três trabalhos – deficiência auditiva, deficiência mental e deficiência motora foram excepcionalmente orientados por mim utilizando o mesmo critério de desagregação de dados.

O IBGE Define Área de Ponderação como sendo a menor unidade geográfica para divulgação dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000, formada por um agrupamento de setores censitários.

Deficiência Visual
BDGESP: Deficiência Visual

Superfície geoestatística das pessoas incapazes, com grande e com alguma dificuldade para enxergar

Deficiência Motora
Deficiência Motora

superfície geoestatística das pessoas com paralisita total permanente

Deficiência Mental
Deficiência Mental

superfície geoestatística de pessoas com deficiência mental

Deficiência Auditiva
Deficiência Auditiva

distribuição dos deficientes auditivos

Design de Interiores: projetos de paisagismo

Projeto de Paisagismo: Designde Interiores

EMENTA
Desenvolvimento de projeto de paisagismo no âmbito do projeto de interiores. Representação e apresentação gráfica dos projetos de paisagismo: materiais de pisos, paredes e espécies vegetais. Introdução ao estudo da vegetação utilizada em ambientes internos e pequenas áreas externas.

OBJETIVOS

  • Introduzir fundamentos de utilização da vegetação no projeto de interiores e sua representação;
  • Apresentar os diferentes materiais empregados em pisos, paredes nos projetos de interiores, sua paginação, representação e quantificação;
  • Compreender as propriedades e características de cada tipo de piso e revestimento. Verificar os efeitos plásticos dos diferentes materiais.
  • Aplicara e representar vegetação em projeto de interiores;
  • Utilizar recursos gráficos na representação de pisos e vegetação.

EXERCÍCIO
Desenvolvimento de projeto de paisagismo em cobertura residencial. Família de alto poder aquisitivo composta por pai (profissional liberal da área de comunicações), mãe (artista plástica) e dois filhos (crianças). Gostam de receber amigos.

LORANY SERPA DO ESPÍRITO SANTO, FABIANA RIGHI BRYAUNIS
PROJETO E PAISAGISMO: COBERTURA

detalhe do projeto de paisagismo

AMANDA GOMES, LUCIANA PERONICO
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

DAIANE DE FREITAS, BIANCA CAPASCIUTI, FERNANDA RODRIGUES 
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

 

Flavio Monteiro, Pamela Santiago
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

 

TATIANA COHEN E CLEBER PEREIRA
projeto de paisagismo: cobertura
planta: projeto de paisagismo

Detalhe do projeto

BRUNA ANDRADE E MARIANA FEDOZZI
projeto de paisagismo: cobertura

projeto de paisagismo: cobertura

DANIEL DE MATOS GONÇALVES, LEANDRO JOSÉ OLIVEIRA
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

DETALHE DA COBERTURA

RAFAELA ARRUDA CAMPO, ANDREZA BARROS PEREIRA
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

CAROLINA BAPTISTA E KARINE LIMA MACHADO
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

PLANTA DO PROJETO DE PAISAGISMO

CAROLINA LIRA E MARINA CASTIGLIONE
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

DETALHE DA COBERTURA

ALUNOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

MARCELO STOCKLER
Marcelo Stockler cobertura

projeto

MARCELO SCHETTINI
MARCELO SCHETINI: PAISAGISMO

DETALHE DE PROJETO

NATALIE CARRARA
NATALIE CARRARA: PROJETO

PLANTA