Design de Interiores: projetos de paisagismo para uma cobertura em área nobre de São Paulo

Projeto de Paisagismo: Designde Interiores

EMENTA
Desenvolvimento de projeto de paisagismo no âmbito do projeto de interiores. Representação e apresentação gráfica dos projetos de paisagismo: materiais de pisos, paredes e espécies vegetais. Introdução ao estudo da vegetação utilizada em ambientes internos e pequenas áreas externas.

OBJETIVOS

  • Introduzir fundamentos de utilização da vegetação no projeto de interiores e sua representação;
  • Apresentar os diferentes materiais empregados em pisos, paredes nos projetos de interiores, sua paginação, representação e quantificação;
  • Compreender as propriedades e características de cada tipo de piso e revestimento. Verificar os efeitos plásticos dos diferentes materiais.
  • Aplicara e representar vegetação em projeto de interiores;
  • Utilizar recursos gráficos na representação de pisos e vegetação.

EXERCÍCIO
Desenvolvimento de projeto de paisagismo em cobertura residencial. Família de alto poder aquisitivo composta por pai (profissional liberal da área de comunicações), mãe (artista plástica) e dois filhos (adultos). Gostam de receber amigos.
Marina Corain & Marcelo Góes (ver)

perspectiva da cobertura

 

Danielle Almeida e Kamila Medeiros (ver)

Projeto de paisagismo: cobertura

 

Mirian Moura (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

marcela stripeikis (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

Bruna de Oliveira e Camila Gomes (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

 

 

 

Projeto de Paisagismo: cobertura

 
Daniele_Moreira_Souza (ver)

Projeto de Paisagismo: cobertura

Karina_Emily_Zilda (ver)

Projeto de Paisagismo: cobertura

Praças do ecletismo: a linha clássica de projeto

SIlvio Macedo: Acervo QUAPA
 
 A origem das praças no Brasil: implantação e forma na malha urbana
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante.

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei. 

imagens de Bruxelas : Ssolbergj
Madri: http://migre.me/nQ8Y
Vista panorâmica sobre a Londres moderna, vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ
Vista panorâmica de Lisboa e ponte 25 de Abril a partir do miradouro do Cristo-Rei.http://migre.me/nQgL
 O Desenho Clássico nos projetos das praças
Inspirada nos jardins franceses dos séculos XVI e XVII, as praças estudadas apresentavam uma natureza dominada pela mão do homem, prevalecendo a geometria, a simetria e a construção de perspectivas monumentais com a utilização de planos ortogonais, caminhos em cruz, passeios perimetrais, estar central com ponto focal e espaços espelhados.
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)

 Síntese das principais características

· traçados em cruz ;
· grandes eixos com pontos focais e estar central;
·hierarquia nas circulações com presença de caminhs secundários perimetrais;
· canteiros que apresentam formas geométricas e espelhadas;
· eixos de circulação ortogonais;
· grande quantidade de áreas permeáveis com o uso da topiaria e das bordaduras em canteiros e caminhos além da grande utilização de espécies exóticas e pouca utilização das espécies nativas;
· utilização de mobiliários e equipamentos tais como coretos, pavilhões, espelhos d’água, estátuas, monumentos, fontes, bustos; 
· vegetação arbórea plantada ao longo dos caminhos para sombreamento;
· grande utilização de espécies exóticas européias e pequena utilização de espécies nativas;
 
Alguns exemplos
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Observação: esse post (e suas imagens) foi organizado predominantemente a partir do capítulo A linha Clássica do livro Praças brasileiras indicado na bibliografia.
 
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Endereços eletrônicos
A vegetação na paisagem urbana. Resenha de Márcia Nogueira Batista do livro
TERRA, Carlos; ANDRADE, Rubens de; TRINDADE, Jeanne; BENASSI, Alfredo. Arborização. Ensaios historiográficos. Rio de Janeiro, Maia Barbosa, 2004, 215 p.
Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha145.asp
Acesso: 24.03.2010 As 23h:37:25

Paisagismo: como projetar uma pista de skate

Queridíssimos alunos,

NÃO RESISTI!

Enquanto toda a turma estuda desesperadamente o tema: como projetar uma praça contemporânea em 5 aulas (ops, -acabou o prazo – agora), nossos incansáveis alunos à título de colaboração fraternal, preparam uma aula sobre esporte urbanos com ênfase em projetos para pistas de skate.

Projetos CORRETOS – lembrando sempre – para pistas de skate.

Enquanto a apresentação não fica pronta, deixo um vídeo de um deles Moises Gaulês e Ricardo Cipola – este último não está nesse post ainda, mas aceito outros links) que, destemidamente, vem exercitando o esporte Pro Bono ou ainda para o bem da arquitetura!

Crianças, preciso de vocês inteiros para terminar bem o semestre, so, be cautious, please.

teacher

Dia 17.03.2010

E não é que eu encontrei um vídeo do Ricardo Cipola também? os dois são muito bons mesmo no esporte que praticam. Aguardaremos ansiosamente a aula.

teacher

Algusn exemplos enviados pelos alunos da manhã – pedirei a fonte pois cópia de internet sem citação não é legal… : (

Pista de Skate Marciel C. de Oliveira Rodrigues “Macalé” (Junidaí, São Paulo)

pista de skate Parque do Sororoca em Jundiaí, SP
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos

Se quiserem algumas imagens de pistas muito diferentes das que foram mostradas aqui, sugiro meu pinterest:

Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios

Esse post tem por objetivo apresentar de forma sistematizada uma visão do estado de arte das praças brasileiras desde a sua origem até o início dos anos 2000. O material utilizado foi produzido ao longo de 7 anos de estudos do grupo QUAPA – Quadro do Paisagismo no Brasil, liderado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo e desenvolvido no Laboratório da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo entre 1994 e 2001.

Num primeiro momento, falaremos sobre a formação e evolução da praça na cidade brasileira, do final do século XVIII aos anos finais do século XX.

Várias são as definições para o termo praça. Mesmo havendo divergências entre autores, a praça é caracterizada como um espaço público destinado à con-vivênica de seus cidadãos, contextualizado em ambiente urbano e que se encontra livre de edificações.

No Brasil, o termo praça é comumente associado à idéia de áreas livres, geralmente ajardinadas, repletas de equipamentos públicos destinados à recreação de seus usuários conflitando em muito com os espaços e projetos dessa tipologia no continente europeu.

Para os gregos, a ágora era o espaço livre público por excelência, local onde o exercício da cidadania se materializava representando o espírito de coletividade da população.

Ágora grega (fonte: http://migre.me/me3v)

 A Ágora grega era o espaço público aberto da antiguidade clássica onde se praticava a democracia direta ou ainda, o lugar por excelência do debate das idéias, dos tribunis populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade. Por meio de assembléias e com direito igual a voto, aqueles considerados cidadãos eram ouvidos. Tratava-se de um espaço delimitado por edificações diversas de caráter público e Stoas, ou ainda, conjunto de pórticos ou colunatas abertos ao público onde o mercadores em feiras livres podiam comercializar seus produtos. Da ágora, era possível avistar a acrópole, ou ainda, o ponto mais alto da cidade (do grego ἀκρόπολις, composto de κρος, “extremo, alto”, e πόλις, “cidade”). Nesse lugar, eram construídos os templos aos deuses como o Parthenon em Atenas ou ainda os palácios.

Para os romanos, o Fórum era constituído por um espaço livre público central onde ocorriam as relações sociais, as atividades comerciais, religiosas e de mercado da comunidade.

Forum romano (imagem: http://migre.me/me7n)

O fórum romano era o centro comercial da Roma imperial. Nele localizavam-se as lojas, praças de mercado e locais para assembleias dos civitas ou ainda, cidadãos. Diferentemente da Ágora grega, o fórum era configurado por imponentes edifícios públicos que representavam a monumentalidade do Estado.  As discussões políticas aconteciam não nas praças abertas, mas no interior dos edifícios.

Origens


SIlvio Macedo: Acervo QUAPA

 

 
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante. 

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.  


imagens de Bruxelas : Ssolbergj

 

 

Vista panorâmica sobre a Londres moderna,
vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ

Praças, Largos, Adros, Átrios e Pátios

A praça como a conhecemos hoje, sempre foi o local para reunião de gente e para o exerício da vida pública destacando em frente aos edifícios públicos, igrjeas ou conventos destacando-se na paisagem urbana.

 Os templos, seculares ou regulares, raramente eram sobrepujados em importância por qualquer outro edifício, nas freguesias ou nas maiores vilas. Congregavam os fiéis, e os seus adros reuniam em torno de si as casas, as vendas e quando não o paço da câmara. Largos, pátios, rocios e terreiros, ostentando o nome do santo que consagrava a igreja, garantiam uma área mais generosa à sua frente e um espaço mais condizente com o seu frontispício. Serviam ao acesso mais fácil dos membros da comunidade, à saída e ao retorno das procissões, à representação dos autos-da-fé. E, pelo seu destaque e proporção, atendiam também a atividades mundanas, como as de recreio, de mercado, de caráter político e militar. À linearidade, as ruas de interligação como as chamadas Direitas. À irregularidade, uma outra ordem que não a das vias ortogonais”. In: MARX, Murillo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/Edusp, 1980, p. 54.

Sem idetinficação: Acervo QUAPASEL 2002
 

Silvio Soares Macedo: Acervo QUAPASEL 2002

 Praças secas européias

Praça de São Pedro em 1909: acervo http://migre.me/nvf0
praça seca (Acervo QUAPA, 2000)

Pátios ou ainda Átrios
O conceito dos pátios remete-se à necessidade humana e proteção do espaço exterior, desconhecido e hostil. Devido ao seu isolamento, proporciona aos seus habitantes, a impressão de domínio, pois o homem necessita de planos de paredes ou cercamentos para sentir-se seguro. Mesmo após longa evolução que alterou aspectos funcionais, o pátio permanece centralizado na edificação, delimitado por paredes e não coberto. A forma em planta não fixa, podendo apresentar-se circular, quadrado, oval ou retangular. A única certeza é que trata-se de espao delimitado pelos muros que o cercam. Várias são suas funções e por isso, apresentam mobiliários e formas distintas. Existem pátios de fábricas, de residências, de claustros, de escolas, de presídios, de conjuntos de casas.

Pátios de Cordoba: Dolores María Macías Naranjo

Na cidade, os pátios são espaços livres públicos definidos a partir de uma igreja ou outro elemento arquitetônico expressivo, além do casario antigo aos quais dá acesso, quase sempre pavimentados e exercendo a função de respiradouros, de propiciadores do encontro social e eventualmente destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largos
“São espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público, podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largo da MemóriaSP: Dornicke
Largo do Paissandú SP com Igreja Nossa Senhora do Rosário à direita:GFDL / CC-By-SA

Adros

Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, dervindo ainda hoje para  a realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da população.
 

Adro e Largo da Igreja no Antônio Dias: acervo http://migre.me/nv67
Igreja de São Pedro em Recife (acervo: uol)
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
MACEDO, Silvio Soares e ROBBA, Fábio; Praças Brasileiras; São Paulo: Edusp, 2002, ISBN 85-314-0656-0
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Praças no Brasil: alguns conceitos preliminares (2)

No post anterior, vimos que a praça faz parte de um sistema de espaços livres urbanos ou seja, juntamente com cerca de uma centena de outras tipologias (que posteriormente serão descritas) dá, juntamente com os edifícios, forma à cidade e acolhe a vida pública em suas diversas manifestações.

silvio macedo: espaços públicos x espaços privados (acervo QUAPA)

 A ilustração acima apresenta diferentes tipos de composição de espaços livres a partir de sua relação com os elementos edificados. Dentro de lotes, seu uso passa a ser definido por sua forma e pela função do local; se residencial, os corredores laterais tendem a ser utilizado como circulação, cabendo às áreas frontais o uso para estacionamento ou jardins e para as áreas de fundo, usos adequados aos quintais domésticos. Ainda na mesma ilustração, o edifício em lâmina, tipico representante do movimento modernista, graças a sua implantação, viabiliza a existência de áreas ajardinadas com lugares de estar para o público.

Silvio Macedo: palacete isolado(acervo QUAPA2000)
acervo QUAPA 1999 (residencial Place des Voges SP)

Os conceitos advindos do movimento modernista influenciou e muito o desenho das cidades brasileiras no século XX especialmente após a década de 30.

Acervo QUAPA 2000 (autor desconhecido)

Brasília é um dos exemplos marcantes. A nova capital apresentava um plano diretor concebido pelo urbanista Lúcio Costa. Nele, os preceitos da cidade funcional e da carta de Atenas, materializavam-se criando espaços magníficos e inovadores para a época : eixos monumentais, grandes avenidas, super quadras, edifícios em lâminas, vida organizada a partir da separação das áreas residenciais, das de lazer e de trabalho, propondo uma cidade-jardim, na qual os edifícios se localizam em áreas verdes pouco densas em resposta ás cidades tradicionais e altamente adensadas.

O resultado pode ser visto na próxima foto aérea:

Brasília (Acervo QUAPA 2000)
Brasília (Acervo QUAPA 2000)

Por volta da década de 50 (século  XX) surgem os novos códigos urbanísticos e seus zoneamentos funcionais.  Trata-se de um instrumento urbanístico que estabelece um conjunto de normas e leis e que tem por objetivo regular o uso e a ocupação do solo urbano. É por meio dele que a cidade toma forma ao estabelecer, por exemlo, o conjutno de recuos, taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento de cada área da cidade. O zonemaneto tranforma-se em referência morfológica para zonas as novas áreas urbanizadas do país.

Zoneamento em São Paulo (década de 70) Silvio Macedo doutorado FAUUSP
São Paulo (Acervo QUAPASEL
São Paulo: avenida Paulista (Acervo QUAPASEL 2004)

De forma bastante genérica, mostramos que a legislação urbana, ao organizar o uso e a ocupação do solo, gera padrões morfológicos que dão forma às cidades e viabilizam a vida pública nos diversos espaços livres dela resultantes. Com isso, as praças podem ser consideradas com partes integrantes de um sistema de espaços livres públicos ou em alguns casos privados, como praças em áreas corporativas, ou centros comerciais (shoppings centres) .

Praça Vitor Civita (http://migre.me/kTO1)

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Praças no Brasil: alguns conceitos preliminares

Introdução

Em nossa última aula, falamos de forma bastante rápida e abrangente sobre o processo de construção dos espaços livres públicos brasileiros. Em especial, sobre praças.

Esse post será elaborado a partir da livre interpretação de textos, discussões e artigos desenvolvidos desde 1994 pelos pesquisadores  liderados pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo responsável pelo grupo QUAPA- Quadro do Paisagismo no Brasil. Nossas reuniões são realizadas no Laboratório Paisagem e Ambiente que está situado na FAUUSP – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (5511 30914687).

Em seu livro Praças Brasileiras, o professor Silvio afirma que juntamente com a rua, as praças constituem duas das tipologias de espaços livres urbanos mais importantes na história das cidades brasileiras pois desempenham um papel importantíssimo para o desenvolvimento das relações sociais da população e para a construção da esfera de vida pública.

praça em Palmas (To): Acervo QUAPA

flickr

Podemos afirmar que a praça é um espaço que permite inúmeros usos. Espaços de convergência de vários arruamentos e circulações de pedestres, sua forma deveria em princípio, ser constituída pelo conjunto de edificações que encontram-se ao seu redor. Dos antigos terreiros situados em frente às Igrejas aos contemporâneos logradouros repletos de equipamentos esportivos que lembram academias de ginástica a céu aberto, podemos constatar que esses espaços livres assumem inúmeras formas, desenhos, linguagens e equipamentos que permitem à população vivenciar o ócio, o flanar, o livre comerciar, a troca de idéias ou ainda a manifestação politica por meio de passeatas entre outros.

Sistema de Espaços Livres

A estrutura espacial da cidade é composta por duas categorias de sub-espaços: os espaços edificados e os espaços livres de edificação. 

Os espaços livres de edificação podem ser divididos em diferentes tipos, tais como: as ruas, os quintais, os pátios, as calçadas, os terrenos, os parques e as praças, além de outros tantos por onde as pessoas fluem no seu dia-a-dia. Resumindo: espaço livre não pode ser confundido com área verde, com jardins por exemplo.Em outro post, serão descritos mais de 50 tipologias espaciais identificadas ao longo dos últimos anos de pesquisa do grupo.

sem identificação: acervo QUAPASEL 2008

O espaço livre de edificação pode ser ‘verde’ (com vegetação), pode ser árido, pode ser alagado portanto azul, pode ser marrom ser for num rio, cinza se for o estacionamento externo a um shopping e assim por diante.

A praça é parte integrante de um conjunto de tipologias urbanas que compõem o Sistema de Espaços Livres brasileiros. Entendemos por espaços livres, todo aquele espaço que que não é edificado (definição de Miranda Magnoli) e portanto não é contido em uma edificação.

As ilustrações a seguir mostram a imensa quantidade de área livre contida no interior dos lotes urbanos e nas áreas externas à eles independentemente de sua localização mostrando um grande potencial de uso quer público, quer privado.

Barra da Tijuca: Rio de Janeiro (acervo QUAPA)
Pirituba: São Paulo (acervo QUAPA)
Alphaville: São Paulo (acervo: QUAPA)
máscara de espaços livres - Acervo QUAPA 2002

Nessa imagem, você poderá observar que a forma urbana é bastante diversificada em sua composição. Nela aparecem três cores: o marrom que deve ser lido como espaço edificado (prédios), o espaço amarelo + verde que são livres de edificação, sendo uma delas predominantemente vegetada. Se juntássemos toda a cor marrom que representa as edificações, certamente teríamos apenas 40% da área ocupada sendo o restante, espaço livre que encontra-se divido em duas outras categorias: espaço livre público e espaço livre privado.

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Macedo, Silvio Soares. Robba, Fábio. Praças Brasileiras. São Paulo: EDUSP, 2002. (Coleção QUAPA – esgotado)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Quadro do Paisagismo no Brasil: sistema de espaços livres

precisa explicar essa maravilha? (acervo QUAPASEL)

 foto flickr: http://migre.me/eJqc

Acabo de organizar o blog do QUAPA SEL, ou ainda para os neófitos, o Blog Quadro do Paisagismo no Brasil. Por se tratar de um trabalho elaborado por uma equipe de peso, liderada pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo desde 1994, vinculada à FAUUSP e que conta com o apoio da FAPESP, decidi inser o texto de apresentação oficial do grupo.

Solicito aos leitores não pertencentes ao grupo de pesquisa que não estranhem a linguagem  que, apesar de corretíssima, muitas vezes não se adequa à nova mídia. Vamos nos empenhar para atender as demandas de todos os visitantes. Aceitamos críticas e sugestões. Abraços a todos!

” O Projeto Quapá-SEL tem como objeto os sistemas de espaços livres da cidade contemporânea brasileira e a constituição da esfera de vida pública e eles relacionada.

A pesquisa visa aprofundar as discussões – caras aos arquitetos paisagistas – sobre os espaços livres existentes nas cidades; verificar esses espaços como representantes de uma condição da vida cultural urbana; analisar como os poderes públicos urbanos atuam com relação a eles; construir, a partir da vinculação entre espaços livres e vida pública, um referencial interpretativo da contemporaneidade urbana brasileira.

Para tanto, intenta-se que a discussão atinja à escala nacional por intermédio da estruturação de uma rede de pesquisa, com coordenação nacional sediada em São Paulo, na FAUUSP. A participação de diversos laboratórios e grupos de pesquisa de instituições públicas e privadas de nível superior de todas as regiões do País visa à construção de um referencial teórico-conceitual e metodológico sobre o assunto, obtido pelo intercâmbio e somatória de conhecimentos oriundos da especificidade, métodos e sugestões de cada pesquisa que integra o Projeto.

Dessa forma, espera-se como resultado, a identificação de termos comparativos que, num alinhamento, permitam uma interpretação sobre a realidade nacional, pela ótica do arquiteto paisagista. ” (Relatório FAPESP 2009)

Oficinas:
Oficina Santa Maria (RS) http://migre.me/fCai
Oficina Recife http://migre.me/fwn6
Oficina Campinas
Oficina Belho Horizonte http://migre.me/fwfW
Oficina Curitiba http://migre.me/fw6k
Oficina Vitória
Oficina Belém http://migre.me/fHjE
Oficina Maceió http://migre.me/fHk0 
Oficina Sorocaba http://migre.me/fHjj 
Oficina Manaus http://migre.me/fHq7 
Oficina Maringá http://migre.me/fQhu
Oficina Campo Grande http://migre.me/fQhK
Oficina Brasília http://migre.me/g30R

Design de Interiores: projetos de paisagismo

Projeto de Paisagismo: Designde Interiores

EMENTA
Desenvolvimento de projeto de paisagismo no âmbito do projeto de interiores. Representação e apresentação gráfica dos projetos de paisagismo: materiais de pisos, paredes e espécies vegetais. Introdução ao estudo da vegetação utilizada em ambientes internos e pequenas áreas externas.

OBJETIVOS

  • Introduzir fundamentos de utilização da vegetação no projeto de interiores e sua representação;
  • Apresentar os diferentes materiais empregados em pisos, paredes nos projetos de interiores, sua paginação, representação e quantificação;
  • Compreender as propriedades e características de cada tipo de piso e revestimento. Verificar os efeitos plásticos dos diferentes materiais.
  • Aplicara e representar vegetação em projeto de interiores;
  • Utilizar recursos gráficos na representação de pisos e vegetação.

EXERCÍCIO
Desenvolvimento de projeto de paisagismo em cobertura residencial. Família de alto poder aquisitivo composta por pai (profissional liberal da área de comunicações), mãe (artista plástica) e dois filhos (crianças). Gostam de receber amigos.

LORANY SERPA DO ESPÍRITO SANTO, FABIANA RIGHI BRYAUNIS
PROJETO E PAISAGISMO: COBERTURA

detalhe do projeto de paisagismo

AMANDA GOMES, LUCIANA PERONICO
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

DAIANE DE FREITAS, BIANCA CAPASCIUTI, FERNANDA RODRIGUES 
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

 

Flavio Monteiro, Pamela Santiago
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

 

TATIANA COHEN E CLEBER PEREIRA
projeto de paisagismo: cobertura
planta: projeto de paisagismo

Detalhe do projeto

BRUNA ANDRADE E MARIANA FEDOZZI
projeto de paisagismo: cobertura

projeto de paisagismo: cobertura

DANIEL DE MATOS GONÇALVES, LEANDRO JOSÉ OLIVEIRA
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

DETALHE DA COBERTURA

RAFAELA ARRUDA CAMPO, ANDREZA BARROS PEREIRA
projeto de paisagismo: cobertura

detalhe do projeto

CAROLINA BAPTISTA E KARINE LIMA MACHADO
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

PLANTA DO PROJETO DE PAISAGISMO

CAROLINA LIRA E MARINA CASTIGLIONE
PROJETO DE PAISAGISMO: COBERTURA

DETALHE DA COBERTURA

ALUNOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

MARCELO STOCKLER
Marcelo Stockler cobertura

projeto

MARCELO SCHETTINI
MARCELO SCHETINI: PAISAGISMO

DETALHE DE PROJETO

NATALIE CARRARA
NATALIE CARRARA: PROJETO

PLANTA

Levantamento das Condições de Acessibilidade aos Locais de Acesso Público na Região da Avenida Paulista

Avenida Paulista: dá para acreditar?

Fiquei feliz por ter orientado o trabalho de iniciação científica do Eddie Consorte.

Por meio de um levantamento detalhadíssimo das condições de acessibilidade dos passeios da Avenida Paulista, Eddie mostra que apesar do piso regular recém concluído e do atendimento da legislação, a região que abriga a capital financeira da América Latina ainda tem muito o que mudar.

Os levantamentos mostram que os equipamentos e mobiliários públicos urbanos (floreiras, hidrantes, bancas de jornal, tampos de galerias entre outros) são colocados de forma aparentemente aleatória ao longo das calçadas dificultando, quando não impedindo, a livre circulação de qualquer pedestre… oops! Cidadão tenha ele ou não, algum tipo de necessidade especial.

O trabalho tem mérito, pois avança na questão da acessibilidade. Ao focar na questão do direito à qualidade do espaço construído, o aluno mostra que a necessidade de um roteiro de circulação advindo do planejamento e de projeto dos passeios públicos é fundamental para a inclusão ao oferecer condições acessibilidade a todo e qualquer cidadão.

Parabéns Eddie foi super bacana orientar você!

O trabalho com as pranchas que compõem o levantamento feito pelo Eddie estão disponibilizadas no arquivo anexado em PDF.
Acessibilidade em trechos da Av. Paulista – Desenho das calçadas

Pelos Passeios de São Paulo

Pelos passeios de São Paulo: iniciação científica FIAMFAAM
Pelos passeios de São Paulo: região da Luz, São Paulo, capital

 Estação da Luz: acessibilidade das calçadas

Achei oportuno publicar o trabalho de iniciação científica das alunas Jakeline Silva e Roseli Castro do Centro Universitário FIAMFAAM.
Pelos passeios de São Paulo (título bastante sugestivo) descreve a realidade de milhões de pessoas que precisam andar pelos logradouros públicos das cidades brasileiras, avaliando as condições de mobilidade e acesso de um dos principais pólos culturais de São Paulo: a região da Luz. Localizada em área central, o local vem passando por processo de revitalização com o intuito de acolher uma população interessada em contemplar pontos de interesse arquitetônico, histórico e cultural da cidade. O trabalho conclui que a simples identificação de situações que inviabilizam ou dificultam a circulação de pessoas com necessidades especiais (barreiras arquitetônicas) não é suficiente para viabilizar um passeio agradável pelo local com propósito cultural. Daí surgiu a idéias de se avaliar não apenas as condições de acessibilidade, como também a viabilidade de se realizar um “Roteiro Cultural” de um dia nas mesmas condições, tempo e qualidade de circulação dos demais cidadãos.
Os resultados do trabalho foram positivos e esclarecedores, pois avançam na questão da inclusão: a lei já impõe normas que viabilizam a acessibilidade. Está na hora de discutirmos a qualidade dos espaços criados.
Parabéns meninas! Foi bom orientá-las!