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Praças do ecletismo: a linha clássica de projeto

SIlvio Macedo: Acervo QUAPA
 
 A origem das praças no Brasil: implantação e forma na malha urbana
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante.

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei. 

imagens de Bruxelas : Ssolbergj
Madri: http://migre.me/nQ8Y
Vista panorâmica sobre a Londres moderna, vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ
Vista panorâmica de Lisboa e ponte 25 de Abril a partir do miradouro do Cristo-Rei.http://migre.me/nQgL
 O Desenho Clássico nos projetos das praças
Inspirada nos jardins franceses dos séculos XVI e XVII, as praças estudadas apresentavam uma natureza dominada pela mão do homem, prevalecendo a geometria, a simetria e a construção de perspectivas monumentais com a utilização de planos ortogonais, caminhos em cruz, passeios perimetrais, estar central com ponto focal e espaços espelhados.
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)

 Síntese das principais características

· traçados em cruz ;
· grandes eixos com pontos focais e estar central;
·hierarquia nas circulações com presença de caminhs secundários perimetrais;
· canteiros que apresentam formas geométricas e espelhadas;
· eixos de circulação ortogonais;
· grande quantidade de áreas permeáveis com o uso da topiaria e das bordaduras em canteiros e caminhos além da grande utilização de espécies exóticas e pouca utilização das espécies nativas;
· utilização de mobiliários e equipamentos tais como coretos, pavilhões, espelhos d’água, estátuas, monumentos, fontes, bustos; 
· vegetação arbórea plantada ao longo dos caminhos para sombreamento;
· grande utilização de espécies exóticas européias e pequena utilização de espécies nativas;
 
Alguns exemplos
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Observação: esse post (e suas imagens) foi organizado predominantemente a partir do capítulo A linha Clássica do livro Praças brasileiras indicado na bibliografia.
 
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Endereços eletrônicos
A vegetação na paisagem urbana. Resenha de Márcia Nogueira Batista do livro
TERRA, Carlos; ANDRADE, Rubens de; TRINDADE, Jeanne; BENASSI, Alfredo. Arborização. Ensaios historiográficos. Rio de Janeiro, Maia Barbosa, 2004, 215 p.
Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha145.asp
Acesso: 24.03.2010 As 23h:37:25

Blogfólios: com que AVATAR eu vou? (turma portfólio DI4)

Imagem e Semelhança?

O texto que vocês estão lendo é um comentário do artigo publicado no Caderno Link do jornal impresso O Estado de São Paulo de 08.03.2010 intitulado Imagem e Semelhança.

Hoje vamos falar sob re o papel da representação digital na construção da sua imagem no mundo digital. Embora a utilização do AVATAR seja freqüente e muito comum hoje em dia, ela transmite muito da personalidade de seu dono. E mais: ela também pode mudar seus comportamentos no mundo real.

Isso quer dizer, que as imagens colocadas em sua rede social transmitem mensagens.

Avatar (Banco de imagens UOL)

Essas mensagens informam muito sobre quem você é. Isso quer dizer que você deve refletir sobre alguns pontos antes de inserir uma singela foto:
– em primeiro lugar: lembre-se que um blogfólio destina-se à divulgação (com enfoque profissional) do conjunto de trabalhos e obras realizados por você ao longo de sua carreira.
– Sua vida é composta por um conjunto de “layers” pode-se dizer. Uma foto para blogfólio deve representar sua imagem como profissional da área de Design de Interiores. 
– Defina a quem se destina seu blogfólio. Quem é o seu cliente? quais são os seus valores? você conhece seus comportamentos, atitudes, gostos? que profissional ele procura? e, por fim, que imagem você pretende transmitir para cativar o seu futuro cliente. Obviamente, a qualidade dos seus trabalhos – ou ainda, o que você oferece – é fundamental. Falaremos sobre isso em outro post. Imagem correta, ou ainda, Avatr correto, é muito importante.
– Se você faz parte de sites de relacionamento social do tipo Twitter, Orkut, Facebook, comunidades, blogs, etc., lembre-se de não “misturar as estações” ou ainda. Amizade é uma coisa e trabalho é outra coisa. Nada de colocar fotos comprometedoras em seu blog, twitter, orKut, etc. Saiba que departamentos de recrutamento ou de seleção de pessoal em empresas tem por hábito “bisbilhotar” essas redes. Ao inserir imagens, pense que a rede é pública e qualquer um tem acesso ao material postado.

À título de reflexão e diversão também, vou inserir algumas das ilustrações contidas no artigo anteriormente citado.

OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
OESP 08 de março de 2010 Caderno Link L2
Blogfólios: com que AVATAR eu vou? (turma portfólio DI4)

Paisagismo: como projetar uma pista de skate

Queridíssimos alunos,

NÃO RESISTI!

Enquanto toda a turma estuda desesperadamente o tema: como projetar uma praça contemporânea em 5 aulas (ops, -acabou o prazo – agora), nossos incansáveis alunos à título de colaboração fraternal, preparam uma aula sobre esporte urbanos com ênfase em projetos para pistas de skate.

Projetos CORRETOS – lembrando sempre – para pistas de skate.

Enquanto a apresentação não fica pronta, deixo um vídeo de um deles Moises Gaulês e Ricardo Cipola – este último não está nesse post ainda, mas aceito outros links) que, destemidamente, vem exercitando o esporte Pro Bono ou ainda para o bem da arquitetura!

Crianças, preciso de vocês inteiros para terminar bem o semestre, so, be cautious, please.

teacher

Dia 17.03.2010

E não é que eu encontrei um vídeo do Ricardo Cipola também? os dois são muito bons mesmo no esporte que praticam. Aguardaremos ansiosamente a aula.

teacher

Algusn exemplos enviados pelos alunos da manhã – pedirei a fonte pois cópia de internet sem citação não é legal… : (

Pista de Skate Marciel C. de Oliveira Rodrigues “Macalé” (Junidaí, São Paulo)

pista de skate Parque do Sororoca em Jundiaí, SP
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos

Se quiserem algumas imagens de pistas muito diferentes das que foram mostradas aqui, sugiro meu pinterest:

Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios

Esse post tem por objetivo apresentar de forma sistematizada uma visão do estado de arte das praças brasileiras desde a sua origem até o início dos anos 2000. O material utilizado foi produzido ao longo de 7 anos de estudos do grupo QUAPA – Quadro do Paisagismo no Brasil, liderado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo e desenvolvido no Laboratório da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo entre 1994 e 2001.

Num primeiro momento, falaremos sobre a formação e evolução da praça na cidade brasileira, do final do século XVIII aos anos finais do século XX.

Várias são as definições para o termo praça. Mesmo havendo divergências entre autores, a praça é caracterizada como um espaço público destinado à con-vivênica de seus cidadãos, contextualizado em ambiente urbano e que se encontra livre de edificações.

No Brasil, o termo praça é comumente associado à idéia de áreas livres, geralmente ajardinadas, repletas de equipamentos públicos destinados à recreação de seus usuários conflitando em muito com os espaços e projetos dessa tipologia no continente europeu.

Para os gregos, a ágora era o espaço livre público por excelência, local onde o exercício da cidadania se materializava representando o espírito de coletividade da população.

Ágora grega (fonte: http://migre.me/me3v)

 A Ágora grega era o espaço público aberto da antiguidade clássica onde se praticava a democracia direta ou ainda, o lugar por excelência do debate das idéias, dos tribunis populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade. Por meio de assembléias e com direito igual a voto, aqueles considerados cidadãos eram ouvidos. Tratava-se de um espaço delimitado por edificações diversas de caráter público e Stoas, ou ainda, conjunto de pórticos ou colunatas abertos ao público onde o mercadores em feiras livres podiam comercializar seus produtos. Da ágora, era possível avistar a acrópole, ou ainda, o ponto mais alto da cidade (do grego ἀκρόπολις, composto de κρος, “extremo, alto”, e πόλις, “cidade”). Nesse lugar, eram construídos os templos aos deuses como o Parthenon em Atenas ou ainda os palácios.

Para os romanos, o Fórum era constituído por um espaço livre público central onde ocorriam as relações sociais, as atividades comerciais, religiosas e de mercado da comunidade.

Forum romano (imagem: http://migre.me/me7n)

O fórum romano era o centro comercial da Roma imperial. Nele localizavam-se as lojas, praças de mercado e locais para assembleias dos civitas ou ainda, cidadãos. Diferentemente da Ágora grega, o fórum era configurado por imponentes edifícios públicos que representavam a monumentalidade do Estado.  As discussões políticas aconteciam não nas praças abertas, mas no interior dos edifícios.

Origens


SIlvio Macedo: Acervo QUAPA

 

 
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante. 

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.  


imagens de Bruxelas : Ssolbergj

 

 

Vista panorâmica sobre a Londres moderna,
vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ

Praças, Largos, Adros, Átrios e Pátios

A praça como a conhecemos hoje, sempre foi o local para reunião de gente e para o exerício da vida pública destacando em frente aos edifícios públicos, igrjeas ou conventos destacando-se na paisagem urbana.

 Os templos, seculares ou regulares, raramente eram sobrepujados em importância por qualquer outro edifício, nas freguesias ou nas maiores vilas. Congregavam os fiéis, e os seus adros reuniam em torno de si as casas, as vendas e quando não o paço da câmara. Largos, pátios, rocios e terreiros, ostentando o nome do santo que consagrava a igreja, garantiam uma área mais generosa à sua frente e um espaço mais condizente com o seu frontispício. Serviam ao acesso mais fácil dos membros da comunidade, à saída e ao retorno das procissões, à representação dos autos-da-fé. E, pelo seu destaque e proporção, atendiam também a atividades mundanas, como as de recreio, de mercado, de caráter político e militar. À linearidade, as ruas de interligação como as chamadas Direitas. À irregularidade, uma outra ordem que não a das vias ortogonais”. In: MARX, Murillo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/Edusp, 1980, p. 54.

Sem idetinficação: Acervo QUAPASEL 2002
 

Silvio Soares Macedo: Acervo QUAPASEL 2002

 Praças secas européias

Praça de São Pedro em 1909: acervo http://migre.me/nvf0
praça seca (Acervo QUAPA, 2000)

Pátios ou ainda Átrios
O conceito dos pátios remete-se à necessidade humana e proteção do espaço exterior, desconhecido e hostil. Devido ao seu isolamento, proporciona aos seus habitantes, a impressão de domínio, pois o homem necessita de planos de paredes ou cercamentos para sentir-se seguro. Mesmo após longa evolução que alterou aspectos funcionais, o pátio permanece centralizado na edificação, delimitado por paredes e não coberto. A forma em planta não fixa, podendo apresentar-se circular, quadrado, oval ou retangular. A única certeza é que trata-se de espao delimitado pelos muros que o cercam. Várias são suas funções e por isso, apresentam mobiliários e formas distintas. Existem pátios de fábricas, de residências, de claustros, de escolas, de presídios, de conjuntos de casas.

Pátios de Cordoba: Dolores María Macías Naranjo

Na cidade, os pátios são espaços livres públicos definidos a partir de uma igreja ou outro elemento arquitetônico expressivo, além do casario antigo aos quais dá acesso, quase sempre pavimentados e exercendo a função de respiradouros, de propiciadores do encontro social e eventualmente destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largos
“São espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público, podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largo da MemóriaSP: Dornicke
Largo do Paissandú SP com Igreja Nossa Senhora do Rosário à direita:GFDL / CC-By-SA

Adros

Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, dervindo ainda hoje para  a realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da população.
 

Adro e Largo da Igreja no Antônio Dias: acervo http://migre.me/nv67
Igreja de São Pedro em Recife (acervo: uol)
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
MACEDO, Silvio Soares e ROBBA, Fábio; Praças Brasileiras; São Paulo: Edusp, 2002, ISBN 85-314-0656-0
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Desenho Universal: tecnologias assistivas

Hoje vamos aprender um pouco mais sobre tecnologia assistiva e sua importância na vida de uma pessoa com deficiência.

Tecnologia assistiva é o nome utilizado para identificar todo o conjunto de recursos e de serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover sua independência e inclusão colaborando na viabilização de demandas comumente solicitadas em ambientes domésticos e sociais.

Fazemos uso constante de ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar nossas atividades cotidianas, como os talheres, canetas, computadores, controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma interminável lista de recursos, que já estão assimilados a nossa rotina…
http://www.assistiva.com.br/

Já vimos anteriormente que o maior ou o menor grau de independência e autonomia dos indivíduos com deficiência em suas atividades, são determinados pelo contexto ambiental onde vivem. Reiterando, está em curso uma mudança de paradigma no pensar e trabalhar as questões da deficiência e incapacidade. Essa nova reflexão constitui-se num instrumento importante para a avaliação das condições de vida e para a promoção das políticas de inclusão. Não se avaliam mais apenas as condições de saúde/doença do indivíduo; são também consideradas também o contexto do ambiente físico e social pelas diferentes percepções culturais e atitudes em relação à deficiência e pela disponibilidade de serviços e de legislação. (Classificação Internacional deFuncionalidade, Incapacidade e Saúde)

Cabe a nós profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo, design e paisagismo, um importante papel na disseminação das boas práticas de projeto (aplicando-se os princípios do desenho universal), atendendo as demandas do maior número de pessoas com necessidades distintas.

Vamos ao trabalho. Como o texto anterior se materializa em nossos projetos? Por onde começar?

Vida diária em seu lar:
.               cuidados pessoais, auto-gerenciamento e segurança;
.               cuidados com objetos, animais, plantas;
.               cuidados com a casa e atividades típicas de manutenção e cuidados do lar;
.               preparo de refeições;
.               lavagem, secagem, guarda de roupa e acessórios.
.               circulação em todos os ambientes
.               interações com pessoas e familiares no ambiente.

DormitórioMenino por Renata Melo (desenhouniversal.com)

Atividades Ocupacionais:
.               arrumação e manutenção do local onde vive e/ou trabalha;
.               atitudes e responsabilidades perante o trabalho;
.               desenvolvimento de tarefas relacionadas ao trabalho
.               serviços e ocupações no ambiente de trabalho

Novela Viver a Vida. Unidade Universal para Informática. No ar dia 23.02.2010

Relações comunitárias:
.               utilização de serviços, tecnologias, equipamentos públicos e privados da/na comunidade;
.               participação em atividades e/ou ambientes coletivos;
.               participação em eventos e/ou na comunidade;
.               locomoção na comunidade;
.               relacionamento social com vizinhos, conhecidos e pessoas desconhecidas da comunidade.

Telefone Público metro SP por Renata Melo
MuseudoFutebol2009 Foto de Sérgio Cavalcanti (desenhouniversal.com)
Borda iluminada (desenhouniversal.com)

Links interessantes
http://desenhouniversal.com

Praças no Brasil: alguns conceitos preliminares (2)

No post anterior, vimos que a praça faz parte de um sistema de espaços livres urbanos ou seja, juntamente com cerca de uma centena de outras tipologias (que posteriormente serão descritas) dá, juntamente com os edifícios, forma à cidade e acolhe a vida pública em suas diversas manifestações.

silvio macedo: espaços públicos x espaços privados (acervo QUAPA)

 A ilustração acima apresenta diferentes tipos de composição de espaços livres a partir de sua relação com os elementos edificados. Dentro de lotes, seu uso passa a ser definido por sua forma e pela função do local; se residencial, os corredores laterais tendem a ser utilizado como circulação, cabendo às áreas frontais o uso para estacionamento ou jardins e para as áreas de fundo, usos adequados aos quintais domésticos. Ainda na mesma ilustração, o edifício em lâmina, tipico representante do movimento modernista, graças a sua implantação, viabiliza a existência de áreas ajardinadas com lugares de estar para o público.

Silvio Macedo: palacete isolado(acervo QUAPA2000)
acervo QUAPA 1999 (residencial Place des Voges SP)

Os conceitos advindos do movimento modernista influenciou e muito o desenho das cidades brasileiras no século XX especialmente após a década de 30.

Acervo QUAPA 2000 (autor desconhecido)

Brasília é um dos exemplos marcantes. A nova capital apresentava um plano diretor concebido pelo urbanista Lúcio Costa. Nele, os preceitos da cidade funcional e da carta de Atenas, materializavam-se criando espaços magníficos e inovadores para a época : eixos monumentais, grandes avenidas, super quadras, edifícios em lâminas, vida organizada a partir da separação das áreas residenciais, das de lazer e de trabalho, propondo uma cidade-jardim, na qual os edifícios se localizam em áreas verdes pouco densas em resposta ás cidades tradicionais e altamente adensadas.

O resultado pode ser visto na próxima foto aérea:

Brasília (Acervo QUAPA 2000)
Brasília (Acervo QUAPA 2000)

Por volta da década de 50 (século  XX) surgem os novos códigos urbanísticos e seus zoneamentos funcionais.  Trata-se de um instrumento urbanístico que estabelece um conjunto de normas e leis e que tem por objetivo regular o uso e a ocupação do solo urbano. É por meio dele que a cidade toma forma ao estabelecer, por exemlo, o conjutno de recuos, taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento de cada área da cidade. O zonemaneto tranforma-se em referência morfológica para zonas as novas áreas urbanizadas do país.

Zoneamento em São Paulo (década de 70) Silvio Macedo doutorado FAUUSP
São Paulo (Acervo QUAPASEL
São Paulo: avenida Paulista (Acervo QUAPASEL 2004)

De forma bastante genérica, mostramos que a legislação urbana, ao organizar o uso e a ocupação do solo, gera padrões morfológicos que dão forma às cidades e viabilizam a vida pública nos diversos espaços livres dela resultantes. Com isso, as praças podem ser consideradas com partes integrantes de um sistema de espaços livres públicos ou em alguns casos privados, como praças em áreas corporativas, ou centros comerciais (shoppings centres) .

Praça Vitor Civita (http://migre.me/kTO1)

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Praças no Brasil: alguns conceitos preliminares

Introdução

Em nossa última aula, falamos de forma bastante rápida e abrangente sobre o processo de construção dos espaços livres públicos brasileiros. Em especial, sobre praças.

Esse post será elaborado a partir da livre interpretação de textos, discussões e artigos desenvolvidos desde 1994 pelos pesquisadores  liderados pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo responsável pelo grupo QUAPA- Quadro do Paisagismo no Brasil. Nossas reuniões são realizadas no Laboratório Paisagem e Ambiente que está situado na FAUUSP – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (5511 30914687).

Em seu livro Praças Brasileiras, o professor Silvio afirma que juntamente com a rua, as praças constituem duas das tipologias de espaços livres urbanos mais importantes na história das cidades brasileiras pois desempenham um papel importantíssimo para o desenvolvimento das relações sociais da população e para a construção da esfera de vida pública.

praça em Palmas (To): Acervo QUAPA

flickr

Podemos afirmar que a praça é um espaço que permite inúmeros usos. Espaços de convergência de vários arruamentos e circulações de pedestres, sua forma deveria em princípio, ser constituída pelo conjunto de edificações que encontram-se ao seu redor. Dos antigos terreiros situados em frente às Igrejas aos contemporâneos logradouros repletos de equipamentos esportivos que lembram academias de ginástica a céu aberto, podemos constatar que esses espaços livres assumem inúmeras formas, desenhos, linguagens e equipamentos que permitem à população vivenciar o ócio, o flanar, o livre comerciar, a troca de idéias ou ainda a manifestação politica por meio de passeatas entre outros.

Sistema de Espaços Livres

A estrutura espacial da cidade é composta por duas categorias de sub-espaços: os espaços edificados e os espaços livres de edificação. 

Os espaços livres de edificação podem ser divididos em diferentes tipos, tais como: as ruas, os quintais, os pátios, as calçadas, os terrenos, os parques e as praças, além de outros tantos por onde as pessoas fluem no seu dia-a-dia. Resumindo: espaço livre não pode ser confundido com área verde, com jardins por exemplo.Em outro post, serão descritos mais de 50 tipologias espaciais identificadas ao longo dos últimos anos de pesquisa do grupo.

sem identificação: acervo QUAPASEL 2008

O espaço livre de edificação pode ser ‘verde’ (com vegetação), pode ser árido, pode ser alagado portanto azul, pode ser marrom ser for num rio, cinza se for o estacionamento externo a um shopping e assim por diante.

A praça é parte integrante de um conjunto de tipologias urbanas que compõem o Sistema de Espaços Livres brasileiros. Entendemos por espaços livres, todo aquele espaço que que não é edificado (definição de Miranda Magnoli) e portanto não é contido em uma edificação.

As ilustrações a seguir mostram a imensa quantidade de área livre contida no interior dos lotes urbanos e nas áreas externas à eles independentemente de sua localização mostrando um grande potencial de uso quer público, quer privado.

Barra da Tijuca: Rio de Janeiro (acervo QUAPA)
Pirituba: São Paulo (acervo QUAPA)
Alphaville: São Paulo (acervo: QUAPA)
máscara de espaços livres - Acervo QUAPA 2002

Nessa imagem, você poderá observar que a forma urbana é bastante diversificada em sua composição. Nela aparecem três cores: o marrom que deve ser lido como espaço edificado (prédios), o espaço amarelo + verde que são livres de edificação, sendo uma delas predominantemente vegetada. Se juntássemos toda a cor marrom que representa as edificações, certamente teríamos apenas 40% da área ocupada sendo o restante, espaço livre que encontra-se divido em duas outras categorias: espaço livre público e espaço livre privado.

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Macedo, Silvio Soares. Robba, Fábio. Praças Brasileiras. São Paulo: EDUSP, 2002. (Coleção QUAPA – esgotado)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Portfólio: algumas reflexões e regrinhas básicas (turma DIP4)

fmonteiro

Parte 1

1. Existe algum tipo de regra para organização de um portfólio?

Sinceramente, eu não acredito em regras para a organização de um material de caráter tão pessoal. O portfólio tem como objetivo oferecer a sua competência e experiência como profissional de uma determinada área de trabalho.

2. Mas então, como saber se o material que estou organizando vai funcionar, atingir seus objetivos?

Depende dos seus objetivos. Seu objetivo é prestar serviços como profissional liberal ou ocupar um função, cargo numa empresa como profissional contratado? Enquanto estamos na faculdade, nossos professores nos orientam, guiam nossos caminhos para o desenvolvimento de habilidades e aquisição de algumas competências profissionais por meio da elaboração de trabalhos, provas, seminários, etc. Sala de aula e mercado de trabalho, não necessariamente andam juntos. Mas isso é conversa para outro post. O fato é que como alunos, nem sempre temos tempo ou somos motivados a pensar no leque de possibilidades de atuação profissional para quando estivermos lá fora. habilidades desenvolvidas podem ser utilizadas em outros ramos de trabalho. Desenvolvido por meio de atividades em grupo a habilidade de relacionamento interpessoal é algo desejável para várias ocupações: qualquer empresa que precise utilizar trabalhos / projetos / produtos / obras  em grupo, gostaria de tê-lo como membro. Em atividades de chefia, seus subordinados certamente acolherão suas solicitações.
Creio que a primeira coisa a fazer é ter claro a quem ou ainda, a que segmento de mercado você pretende atingir. O mercado de trabalho hoje é muito vasto e cheio de oportunidades. Considero um bom início quando você tem claras as posibilidades de atuação.
alguns portfólios de profissionais
http://www.marcelofaisal.com.br/
http://www.maganhoto.arq.br/

O que é um portfólio? (turma DI4)

Introduzindo o tema…

Para a maioria dos profissionais, organizar um bom currículo é a grande preocupação quando se quer arranjar um novo emprego. Além disso, a pessoa só precisa se preparar para dinâmicas de grupo e entrevistas.

Você sabe a diferença entre um Curricum Vitae e um Portfólio?

O Currículo Vital (do latim trajetória de vida), também abreviado para CV ou apenas currículo (por vezes utiliza-se o termo curricula, como forma no plural do termo) é um documento de tipo histórico, que relata a trajetória educacional e/ou acadêmica e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar suas habilidades e competências. De um modo geral o Curriculum Vitae tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para um empregador, podendo também ser usado como instrumento de apoio em situações acadêmicas.

O curriculum vitae é uma síntese de qualificações e aptidões, na qual o candidato a alguma vaga de emprego descreve as experiências profissionais, formação acadêmica, e dados pessoais para contato. Ainda é a forma que muitas empresas usam para preencher vagas de emprego.

CV Helena Napoleon Degreas

No entanto, se você optou pelas áreas de publicidade, arquitetura, fotografia e design ( interiores, gráfico, moda, etc.), por exemplo, montar um portfólio será essencial para conseguir um lugar no mercado de trabalho, quer como profissional liberal, quer como funcionário de uma empresa.

O  Portfólio é uma lista de trabalhos de um profissional ou de uma empresa.

Trata-se de uma coleção sistematizada dos trabalhos mais relevantes realizados por um profissional ou por uma empresa com o objetivo de mostrar as áreas, qualidades e abrangências do seu negócio.

Dependendo do tamanho da marca ou da empresa, algumas organizações e profissionais separam seus portfólios por deparatamentos, setores ou áreas de negócios. Em qualquer dos casos, é necessária uma página principal que apresente a organização como um todo.

O portfólio deve conter o conjunto de ações, produtos ou anda trabalhos de sucesso mostrando seus resultados. Para um artista, arquiteto, designer ou publicitário, o portfólio visa á conquista de novos trabalhos e clientes. Deve conter imagens,

Um artista, arquiteto, publicitário, designer ou modelo de moda pode apresenta peças, produtos, projetos produzidos ou ainda qualquer tipo de registro do conjunto principal da obra realizada ou em andamento.