






Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim, essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante.
A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.









Síntese das principais características





Endereços eletrônicos
A vegetação na paisagem urbana. Resenha de Márcia Nogueira Batista do livro
TERRA, Carlos; ANDRADE, Rubens de; TRINDADE, Jeanne; BENASSI, Alfredo. Arborização. Ensaios historiográficos. Rio de Janeiro, Maia Barbosa, 2004, 215 p.
Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha145.asp
Acesso: 24.03.2010 As 23h:37:25
Imagem e Semelhança?
O texto que vocês estão lendo é um comentário do artigo publicado no Caderno Link do jornal impresso O Estado de São Paulo de 08.03.2010 intitulado Imagem e Semelhança.
Hoje vamos falar sob re o papel da representação digital na construção da sua imagem no mundo digital. Embora a utilização do AVATAR seja freqüente e muito comum hoje em dia, ela transmite muito da personalidade de seu dono. E mais: ela também pode mudar seus comportamentos no mundo real.
Isso quer dizer, que as imagens colocadas em sua rede social transmitem mensagens.

Essas mensagens informam muito sobre quem você é. Isso quer dizer que você deve refletir sobre alguns pontos antes de inserir uma singela foto:
– em primeiro lugar: lembre-se que um blogfólio destina-se à divulgação (com enfoque profissional) do conjunto de trabalhos e obras realizados por você ao longo de sua carreira.
– Sua vida é composta por um conjunto de “layers” pode-se dizer. Uma foto para blogfólio deve representar sua imagem como profissional da área de Design de Interiores.
– Defina a quem se destina seu blogfólio. Quem é o seu cliente? quais são os seus valores? você conhece seus comportamentos, atitudes, gostos? que profissional ele procura? e, por fim, que imagem você pretende transmitir para cativar o seu futuro cliente. Obviamente, a qualidade dos seus trabalhos – ou ainda, o que você oferece – é fundamental. Falaremos sobre isso em outro post. Imagem correta, ou ainda, Avatr correto, é muito importante.
– Se você faz parte de sites de relacionamento social do tipo Twitter, Orkut, Facebook, comunidades, blogs, etc., lembre-se de não “misturar as estações” ou ainda. Amizade é uma coisa e trabalho é outra coisa. Nada de colocar fotos comprometedoras em seu blog, twitter, orKut, etc. Saiba que departamentos de recrutamento ou de seleção de pessoal em empresas tem por hábito “bisbilhotar” essas redes. Ao inserir imagens, pense que a rede é pública e qualquer um tem acesso ao material postado.
À título de reflexão e diversão também, vou inserir algumas das ilustrações contidas no artigo anteriormente citado.







Queridíssimos alunos,
NÃO RESISTI!
Enquanto toda a turma estuda desesperadamente o tema: como projetar uma praça contemporânea em 5 aulas (ops, -acabou o prazo – agora), nossos incansáveis alunos à título de colaboração fraternal, preparam uma aula sobre esporte urbanos com ênfase em projetos para pistas de skate.
Projetos CORRETOS – lembrando sempre – para pistas de skate.
Enquanto a apresentação não fica pronta, deixo um vídeo de um deles Moises Gaulês e Ricardo Cipola – este último não está nesse post ainda, mas aceito outros links) que, destemidamente, vem exercitando o esporte Pro Bono ou ainda para o bem da arquitetura!
Crianças, preciso de vocês inteiros para terminar bem o semestre, so, be cautious, please.
teacher
Dia 17.03.2010
E não é que eu encontrei um vídeo do Ricardo Cipola também? os dois são muito bons mesmo no esporte que praticam. Aguardaremos ansiosamente a aula.
teacher
Algusn exemplos enviados pelos alunos da manhã – pedirei a fonte pois cópia de internet sem citação não é legal… : (
Pista de Skate Marciel C. de Oliveira Rodrigues “Macalé” (Junidaí, São Paulo)






Se quiserem algumas imagens de pistas muito diferentes das que foram mostradas aqui, sugiro meu pinterest:
Esse post tem por objetivo apresentar de forma sistematizada uma visão do estado de arte das praças brasileiras desde a sua origem até o início dos anos 2000. O material utilizado foi produzido ao longo de 7 anos de estudos do grupo QUAPA – Quadro do Paisagismo no Brasil, liderado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo e desenvolvido no Laboratório da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo entre 1994 e 2001.
Num primeiro momento, falaremos sobre a formação e evolução da praça na cidade brasileira, do final do século XVIII aos anos finais do século XX.
Várias são as definições para o termo praça. Mesmo havendo divergências entre autores, a praça é caracterizada como um espaço público destinado à con-vivênica de seus cidadãos, contextualizado em ambiente urbano e que se encontra livre de edificações.
No Brasil, o termo praça é comumente associado à idéia de áreas livres, geralmente ajardinadas, repletas de equipamentos públicos destinados à recreação de seus usuários conflitando em muito com os espaços e projetos dessa tipologia no continente europeu.
Para os gregos, a ágora era o espaço livre público por excelência, local onde o exercício da cidadania se materializava representando o espírito de coletividade da população.

A Ágora grega era o espaço público aberto da antiguidade clássica onde se praticava a democracia direta ou ainda, o lugar por excelência do debate das idéias, dos tribunis populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade. Por meio de assembléias e com direito igual a voto, aqueles considerados cidadãos eram ouvidos. Tratava-se de um espaço delimitado por edificações diversas de caráter público e Stoas, ou ainda, conjunto de pórticos ou colunatas abertos ao público onde o mercadores em feiras livres podiam comercializar seus produtos. Da ágora, era possível avistar a acrópole, ou ainda, o ponto mais alto da cidade (do grego ἀκρόπολις, composto de ἄκρος, “extremo, alto”, e πόλις, “cidade”). Nesse lugar, eram construídos os templos aos deuses como o Parthenon em Atenas ou ainda os palácios.
Para os romanos, o Fórum era constituído por um espaço livre público central onde ocorriam as relações sociais, as atividades comerciais, religiosas e de mercado da comunidade.

O fórum romano era o centro comercial da Roma imperial. Nele localizavam-se as lojas, praças de mercado e locais para assembleias dos civitas ou ainda, cidadãos. Diferentemente da Ágora grega, o fórum era configurado por imponentes edifícios públicos que representavam a monumentalidade do Estado. As discussões políticas aconteciam não nas praças abertas, mas no interior dos edifícios.
Origens
Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim, essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante.
A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.

Praças, Largos, Adros, Átrios e Pátios
A praça como a conhecemos hoje, sempre foi o local para reunião de gente e para o exerício da vida pública destacando em frente aos edifícios públicos, igrjeas ou conventos destacando-se na paisagem urbana.
“ Os templos, seculares ou regulares, raramente eram sobrepujados em importância por qualquer outro edifício, nas freguesias ou nas maiores vilas. Congregavam os fiéis, e os seus adros reuniam em torno de si as casas, as vendas e quando não o paço da câmara. Largos, pátios, rocios e terreiros, ostentando o nome do santo que consagrava a igreja, garantiam uma área mais generosa à sua frente e um espaço mais condizente com o seu frontispício. Serviam ao acesso mais fácil dos membros da comunidade, à saída e ao retorno das procissões, à representação dos autos-da-fé. E, pelo seu destaque e proporção, atendiam também a atividades mundanas, como as de recreio, de mercado, de caráter político e militar. À linearidade, as ruas de interligação como as chamadas Direitas. À irregularidade, uma outra ordem que não a das vias ortogonais”. In: MARX, Murillo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/Edusp, 1980, p. 54.

Praças secas européias


Pátios ou ainda Átrios
O conceito dos pátios remete-se à necessidade humana e proteção do espaço exterior, desconhecido e hostil. Devido ao seu isolamento, proporciona aos seus habitantes, a impressão de domínio, pois o homem necessita de planos de paredes ou cercamentos para sentir-se seguro. Mesmo após longa evolução que alterou aspectos funcionais, o pátio permanece centralizado na edificação, delimitado por paredes e não coberto. A forma em planta não fixa, podendo apresentar-se circular, quadrado, oval ou retangular. A única certeza é que trata-se de espao delimitado pelos muros que o cercam. Várias são suas funções e por isso, apresentam mobiliários e formas distintas. Existem pátios de fábricas, de residências, de claustros, de escolas, de presídios, de conjuntos de casas.

” Na cidade, os pátios são espaços livres públicos definidos a partir de uma igreja ou outro elemento arquitetônico expressivo, além do casario antigo aos quais dá acesso, quase sempre pavimentados e exercendo a função de respiradouros, de propiciadores do encontro social e eventualmente destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.
Largos
“São espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público, podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.


Adros
Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, dervindo ainda hoje para a realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da população.


Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
MACEDO, Silvio Soares e ROBBA, Fábio; Praças Brasileiras; São Paulo: Edusp, 2002, ISBN 85-314-0656-0
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp
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Hoje vamos aprender um pouco mais sobre tecnologia assistiva e sua importância na vida de uma pessoa com deficiência.
Tecnologia assistiva é o nome utilizado para identificar todo o conjunto de recursos e de serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover sua independência e inclusão colaborando na viabilização de demandas comumente solicitadas em ambientes domésticos e sociais.
Fazemos uso constante de ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar nossas atividades cotidianas, como os talheres, canetas, computadores, controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma interminável lista de recursos, que já estão assimilados a nossa rotina…
http://www.assistiva.com.br/
Já vimos anteriormente que o maior ou o menor grau de independência e autonomia dos indivíduos com deficiência em suas atividades, são determinados pelo contexto ambiental onde vivem. Reiterando, está em curso uma mudança de paradigma no pensar e trabalhar as questões da deficiência e incapacidade. Essa nova reflexão constitui-se num instrumento importante para a avaliação das condições de vida e para a promoção das políticas de inclusão. Não se avaliam mais apenas as condições de saúde/doença do indivíduo; são também consideradas também o contexto do ambiente físico e social pelas diferentes percepções culturais e atitudes em relação à deficiência e pela disponibilidade de serviços e de legislação. (Classificação Internacional deFuncionalidade, Incapacidade e Saúde)
Cabe a nós profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo, design e paisagismo, um importante papel na disseminação das boas práticas de projeto (aplicando-se os princípios do desenho universal), atendendo as demandas do maior número de pessoas com necessidades distintas.
Vamos ao trabalho. Como o texto anterior se materializa em nossos projetos? Por onde começar?
Vida diária em seu lar:
. cuidados pessoais, auto-gerenciamento e segurança;
. cuidados com objetos, animais, plantas;
. cuidados com a casa e atividades típicas de manutenção e cuidados do lar;
. preparo de refeições;
. lavagem, secagem, guarda de roupa e acessórios.
. circulação em todos os ambientes
. interações com pessoas e familiares no ambiente.

Atividades Ocupacionais:
. arrumação e manutenção do local onde vive e/ou trabalha;
. atitudes e responsabilidades perante o trabalho;
. desenvolvimento de tarefas relacionadas ao trabalho
. serviços e ocupações no ambiente de trabalho

Relações comunitárias:
. utilização de serviços, tecnologias, equipamentos públicos e privados da/na comunidade;
. participação em atividades e/ou ambientes coletivos;
. participação em eventos e/ou na comunidade;
. locomoção na comunidade;
. relacionamento social com vizinhos, conhecidos e pessoas desconhecidas da comunidade.



Links interessantes
http://desenhouniversal.com
No post anterior, vimos que a praça faz parte de um sistema de espaços livres urbanos ou seja, juntamente com cerca de uma centena de outras tipologias (que posteriormente serão descritas) dá, juntamente com os edifícios, forma à cidade e acolhe a vida pública em suas diversas manifestações.

A ilustração acima apresenta diferentes tipos de composição de espaços livres a partir de sua relação com os elementos edificados. Dentro de lotes, seu uso passa a ser definido por sua forma e pela função do local; se residencial, os corredores laterais tendem a ser utilizado como circulação, cabendo às áreas frontais o uso para estacionamento ou jardins e para as áreas de fundo, usos adequados aos quintais domésticos. Ainda na mesma ilustração, o edifício em lâmina, tipico representante do movimento modernista, graças a sua implantação, viabiliza a existência de áreas ajardinadas com lugares de estar para o público.


Os conceitos advindos do movimento modernista influenciou e muito o desenho das cidades brasileiras no século XX especialmente após a década de 30.

Brasília é um dos exemplos marcantes. A nova capital apresentava um plano diretor concebido pelo urbanista Lúcio Costa. Nele, os preceitos da cidade funcional e da carta de Atenas, materializavam-se criando espaços magníficos e inovadores para a época : eixos monumentais, grandes avenidas, super quadras, edifícios em lâminas, vida organizada a partir da separação das áreas residenciais, das de lazer e de trabalho, propondo uma cidade-jardim, na qual os edifícios se localizam em áreas verdes pouco densas em resposta ás cidades tradicionais e altamente adensadas.
O resultado pode ser visto na próxima foto aérea:


Por volta da década de 50 (século XX) surgem os novos códigos urbanísticos e seus zoneamentos funcionais. Trata-se de um instrumento urbanístico que estabelece um conjunto de normas e leis e que tem por objetivo regular o uso e a ocupação do solo urbano. É por meio dele que a cidade toma forma ao estabelecer, por exemlo, o conjutno de recuos, taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento de cada área da cidade. O zonemaneto tranforma-se em referência morfológica para zonas as novas áreas urbanizadas do país.



De forma bastante genérica, mostramos que a legislação urbana, ao organizar o uso e a ocupação do solo, gera padrões morfológicos que dão forma às cidades e viabilizam a vida pública nos diversos espaços livres dela resultantes. Com isso, as praças podem ser consideradas com partes integrantes de um sistema de espaços livres públicos ou em alguns casos privados, como praças em áreas corporativas, ou centros comerciais (shoppings centres) .

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.
Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp
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Introdução
Em nossa última aula, falamos de forma bastante rápida e abrangente sobre o processo de construção dos espaços livres públicos brasileiros. Em especial, sobre praças.
Esse post será elaborado a partir da livre interpretação de textos, discussões e artigos desenvolvidos desde 1994 pelos pesquisadores liderados pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo responsável pelo grupo QUAPA- Quadro do Paisagismo no Brasil. Nossas reuniões são realizadas no Laboratório Paisagem e Ambiente que está situado na FAUUSP – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (5511 30914687).
Em seu livro Praças Brasileiras, o professor Silvio afirma que juntamente com a rua, as praças constituem duas das tipologias de espaços livres urbanos mais importantes na história das cidades brasileiras pois desempenham um papel importantíssimo para o desenvolvimento das relações sociais da população e para a construção da esfera de vida pública.

Podemos afirmar que a praça é um espaço que permite inúmeros usos. Espaços de convergência de vários arruamentos e circulações de pedestres, sua forma deveria em princípio, ser constituída pelo conjunto de edificações que encontram-se ao seu redor. Dos antigos terreiros situados em frente às Igrejas aos contemporâneos logradouros repletos de equipamentos esportivos que lembram academias de ginástica a céu aberto, podemos constatar que esses espaços livres assumem inúmeras formas, desenhos, linguagens e equipamentos que permitem à população vivenciar o ócio, o flanar, o livre comerciar, a troca de idéias ou ainda a manifestação politica por meio de passeatas entre outros.
Sistema de Espaços Livres
A estrutura espacial da cidade é composta por duas categorias de sub-espaços: os espaços edificados e os espaços livres de edificação.
Os espaços livres de edificação podem ser divididos em diferentes tipos, tais como: as ruas, os quintais, os pátios, as calçadas, os terrenos, os parques e as praças, além de outros tantos por onde as pessoas fluem no seu dia-a-dia. Resumindo: espaço livre não pode ser confundido com área verde, com jardins por exemplo.Em outro post, serão descritos mais de 50 tipologias espaciais identificadas ao longo dos últimos anos de pesquisa do grupo.

O espaço livre de edificação pode ser ‘verde’ (com vegetação), pode ser árido, pode ser alagado portanto azul, pode ser marrom ser for num rio, cinza se for o estacionamento externo a um shopping e assim por diante.
A praça é parte integrante de um conjunto de tipologias urbanas que compõem o Sistema de Espaços Livres brasileiros. Entendemos por espaços livres, todo aquele espaço que que não é edificado (definição de Miranda Magnoli) e portanto não é contido em uma edificação.
As ilustrações a seguir mostram a imensa quantidade de área livre contida no interior dos lotes urbanos e nas áreas externas à eles independentemente de sua localização mostrando um grande potencial de uso quer público, quer privado.




Nessa imagem, você poderá observar que a forma urbana é bastante diversificada em sua composição. Nela aparecem três cores: o marrom que deve ser lido como espaço edificado (prédios), o espaço amarelo + verde que são livres de edificação, sendo uma delas predominantemente vegetada. Se juntássemos toda a cor marrom que representa as edificações, certamente teríamos apenas 40% da área ocupada sendo o restante, espaço livre que encontra-se divido em duas outras categorias: espaço livre público e espaço livre privado.
Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.
Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Macedo, Silvio Soares. Robba, Fábio. Praças Brasileiras. São Paulo: EDUSP, 2002. (Coleção QUAPA – esgotado)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp


Parte 1
1. Existe algum tipo de regra para organização de um portfólio?
Sinceramente, eu não acredito em regras para a organização de um material de caráter tão pessoal. O portfólio tem como objetivo oferecer a sua competência e experiência como profissional de uma determinada área de trabalho.
2. Mas então, como saber se o material que estou organizando vai funcionar, atingir seus objetivos?
Depende dos seus objetivos. Seu objetivo é prestar serviços como profissional liberal ou ocupar um função, cargo numa empresa como profissional contratado? Enquanto estamos na faculdade, nossos professores nos orientam, guiam nossos caminhos para o desenvolvimento de habilidades e aquisição de algumas competências profissionais por meio da elaboração de trabalhos, provas, seminários, etc. Sala de aula e mercado de trabalho, não necessariamente andam juntos. Mas isso é conversa para outro post. O fato é que como alunos, nem sempre temos tempo ou somos motivados a pensar no leque de possibilidades de atuação profissional para quando estivermos lá fora. habilidades desenvolvidas podem ser utilizadas em outros ramos de trabalho. Desenvolvido por meio de atividades em grupo a habilidade de relacionamento interpessoal é algo desejável para várias ocupações: qualquer empresa que precise utilizar trabalhos / projetos / produtos / obras em grupo, gostaria de tê-lo como membro. Em atividades de chefia, seus subordinados certamente acolherão suas solicitações.
Creio que a primeira coisa a fazer é ter claro a quem ou ainda, a que segmento de mercado você pretende atingir. O mercado de trabalho hoje é muito vasto e cheio de oportunidades. Considero um bom início quando você tem claras as posibilidades de atuação.
alguns portfólios de profissionais
http://www.marcelofaisal.com.br/
http://www.maganhoto.arq.br/
Introduzindo o tema…
Para a maioria dos profissionais, organizar um bom currículo é a grande preocupação quando se quer arranjar um novo emprego. Além disso, a pessoa só precisa se preparar para dinâmicas de grupo e entrevistas.
Você sabe a diferença entre um Curricum Vitae e um Portfólio?
O Currículo Vital (do latim trajetória de vida), também abreviado para CV ou apenas currículo (por vezes utiliza-se o termo curricula, como forma no plural do termo) é um documento de tipo histórico, que relata a trajetória educacional e/ou acadêmica e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar suas habilidades e competências. De um modo geral o Curriculum Vitae tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para um empregador, podendo também ser usado como instrumento de apoio em situações acadêmicas.
O curriculum vitae é uma síntese de qualificações e aptidões, na qual o candidato a alguma vaga de emprego descreve as experiências profissionais, formação acadêmica, e dados pessoais para contato. Ainda é a forma que muitas empresas usam para preencher vagas de emprego.
No entanto, se você optou pelas áreas de publicidade, arquitetura, fotografia e design ( interiores, gráfico, moda, etc.), por exemplo, montar um portfólio será essencial para conseguir um lugar no mercado de trabalho, quer como profissional liberal, quer como funcionário de uma empresa.
O Portfólio é uma lista de trabalhos de um profissional ou de uma empresa.
Trata-se de uma coleção sistematizada dos trabalhos mais relevantes realizados por um profissional ou por uma empresa com o objetivo de mostrar as áreas, qualidades e abrangências do seu negócio.
Dependendo do tamanho da marca ou da empresa, algumas organizações e profissionais separam seus portfólios por deparatamentos, setores ou áreas de negócios. Em qualquer dos casos, é necessária uma página principal que apresente a organização como um todo.
O portfólio deve conter o conjunto de ações, produtos ou anda trabalhos de sucesso mostrando seus resultados. Para um artista, arquiteto, designer ou publicitário, o portfólio visa á conquista de novos trabalhos e clientes. Deve conter imagens,
Um artista, arquiteto, publicitário, designer ou modelo de moda pode apresenta peças, produtos, projetos produzidos ou ainda qualquer tipo de registro do conjunto principal da obra realizada ou em andamento.