Oficina QUAPASEL São Paulo

 

Relatorio_SAO PAULO

 

PROJETO TEMÁTICO DE PESQUISA

OS SISTEMAS DE ESPAÇOS LIVRES

E A CONSTITUIÇÃO DA ESFERA PÚBLICA

CONTEMPORÂNEA NO BRASIL

 

Equipe QUAPÁ-SEL-SP

Dr. Silvio Soares Macedo (FAU-USP)

Dr. Eugênio Queiroga (FAU-USP)

Dr. Fábio Robba (pesquisador QUAPÁ-SEL)

Dra. Ana Cecília de A. Campos (Pesquisadora QUAPÁ-SEL)

Arq. Fany Galender (Pesquisadora QUAPÁ-SEL)

Dr. Fabio Mariz Gonçalves (FAU-USP)

Dra. Helena Degreas (Pesquisadora QUAPÁ-SEL)

Arq. Ms. Maria Helena Preto (Pesquisadora QUAPÁ-SEL)

Dr. Rogério Akamine (Pesquisador QUAPÁ-SEL)

 

Coordenação Local:

Dr. Silvio Soares Macedo (FAU-USP)

Dr. Eugênio Queiroga (FAU-USP)

Dr. Fábio Robba (pesquisador QUAPÁ-SEL)

Parques: Introdução ao projeto de paisagismo – manhã 2010/2)

Publicado em 16/11/2010 por auladepaisagismo

Ao longo deste semestre, vocês foram convidados a pesquisar o conceito por meio de uma “wiki”, realizar uma visita técnica a uma série de locais selecionados pelos professores e projetar um parque público no município de São Paulo.

O parque está localizado num terreno atualmente tombado pelo poder público e encontra-se inserido entre as Ruas Caio Prado, Augusta e Marques de Paranaguá. um dos lados tem como vizinho a PUCSP.

A Entrega:

Seminário de Avaliaçao: cada equipe deverá apresentar em powerpoint (com baixa resoluçao) plantas contendo: modelagem do terreno (cotas e alteraçao das curvas de nível quando necessário), vegetaçao (com legenda especificando formas, volumes e alturas); água; pisos (circulaçoes, estares, estacionamentos) e sua paginaçao; mobiiários e equipamentos urbanos e a foto da maquete volumetrica do projeto.

A apresentaçao deverá conter necessariamente um conjunto de cortes que demonstre claramente as alteraçoes sofridas pelo terreno para a implantaçao das circulaçoes e ambientes de estar. O número é indefinido; ilustraçoes (fotos) de croquis e perspectivas que demonstrem as intenções de projeto. Fotos do modelo/maquete deverão ser inseridas na apresentaçao e deverao conter uma frase ou legenda que aponte o motivo pelo qual a imagem foi inserida na apresentação.

Pasta contendo plantas; cortes, croquis do projeto realizado (dobradas); maquete pronta.

Mando também um pouco de inspiração para o desenvolvimento dos seus projetos!

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Danilo Akiyama e Luan Teixeira
Projeto Completo

Fernanda Supino e Dania Jean
Projeto Completo

Daniele Tavares e Vivian São Pedro
Projeto Completo

Wilson Trega e Nathália Pironato
Projeto Completo

Bruna Leite e Cecília Hayashi
Projeto Completo

Tiago Bagarollo e Cristiano T. Souza
Projeto Completo

Ieda Oliveira e Silva e Talita Carvalho Guerra
Projeto Completo

Renan Rinaldi e Vanessa Uehara
Projeto Completo


Ariane Silva e Mariana Touzarin
Projeto Completo

Renata Pereira e Vania Vendrúsculo
Projeto Completo

Alguns projetos ainda estão em fase de finalização

Dieberger & Cia: Arte e Jardim (1928)

Datado de 1928, o livro Dieberger & Companhia: arte e jardim foi digitalizado e inserido neste post. O material, apesar de sua linguagem datada, é precioso pois mostra a passagem dos ajardinamentos tidos como ornamentos ou ainda  coadjuvantes dos edifícios para um papel principal interagindo e integrando-se ao projeto de arquitetura  nas palavras de Dieberger.

O manual, como é chamado pelo autor, apresenta uma coletânia de projetos de jardins residenciais e parques, além de um capítulo dedicado à definição do conceito de jardim praticado por sua companhia.

Costumo utilizá-lo em aulas para mostrar o desenvolvimento das linguagens de projeto e também para falar um pouco mais sobre o uso da vegetação.

Como não me lembro de ter visto exemplares à venda, achei que talvez após 82 anos não haveria problema algum em disponibilizar o material. Não sei quem digitalizou, mas agradeço de qualquer forma pois posso utilizá-lo para ensinar.

Boa leitura a todos! divirtam-se tanto quanto eu.

 

Viagem Técnica: Chicago

Todos os anos, o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM organiza viagens técnicas nacionais e internacionais para seus alunos e ex-alunos colaborando em sua formação humanística e profissional. Para este ano, cerca de 40 pessoas estarão realizando uma viagem entre os dias 08.10.2010 e 16.10.2010 para a cidade de Chicago, Estados Unidos. Ao longo dos últimos meses, várias reuniões foram feitas com todos os alunos com o objetivo de elaborar o roteiro de visitas técnicas que será feito durante a estadia.

O roteiro é longo, extenso e aparentemente (para desespero de muitos… rsrsrs) não deixa muito tempo para a famosa “sacolagem”…
Reclamações devem ser dirigidas à Profª Paula, coordenadora do curso e organizadora da viagem… De minha parte, posso levar os alunos em livrarias e lojas bem legais desde que “fora do horário de expediente” técnico… (rsrsrsr) Aconselho também, a ida a concertos e espetáculos de dança (à parte da programação).

Chicago

FIAMFAAM Manual de Chicago

Roteiro de Visitas: Chicago

Espero poder compartilhar nossas experiências, fotos e vídeos nesse espaço todos os dias. Pedirei ajuda a todos os membros do grupo.

NOTA:
Para variar ( é a 2ª vez que isso acontece em 2010) não pude embarcar. Vamos ver o que pode acontecer hoje.

Independentemente do resultado de hoje à noite (no Brasil, tudo é loteria), decidi deixar o post sem aletrações pois a busca de roteiros turísticos especializados em arquitetura, urbanismo, paisagismo e cultura é muito grande. O roteiro criado pela Profª Paula, colegas e alunos é bom e destinado a arquitetos.  Um abraço a todos!
#frustração #impotência

Praça do Esportista: Parque Linear Cabuçu de Cima (Jaçanã)

A partir de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM e a Subprefeitura Jaçanã-Tremembé, esta proposta estudantil faz parte de um conjunto de projetos que deverão compor o Parque Linear Cabuçu de Cima.

Cliente:  Subprefeitura Jaçanã
Local:    Parque Linear Cabuçu de Cima
Alunos: Mariana Montelli (msmontelli@gmail.com)
               Nadia Bigliassi (nadiabigliassi@hotmail.com)
Tutor:   Drª Helena Degreas

Prancha de implantação 

Prancha de cortes

Caderno de estudo – Praça do Esportista

Design de Interiores: projetos de paisagismo para uma cobertura em área nobre de São Paulo

Projeto de Paisagismo: Designde Interiores

EMENTA
Desenvolvimento de projeto de paisagismo no âmbito do projeto de interiores. Representação e apresentação gráfica dos projetos de paisagismo: materiais de pisos, paredes e espécies vegetais. Introdução ao estudo da vegetação utilizada em ambientes internos e pequenas áreas externas.

OBJETIVOS

  • Introduzir fundamentos de utilização da vegetação no projeto de interiores e sua representação;
  • Apresentar os diferentes materiais empregados em pisos, paredes nos projetos de interiores, sua paginação, representação e quantificação;
  • Compreender as propriedades e características de cada tipo de piso e revestimento. Verificar os efeitos plásticos dos diferentes materiais.
  • Aplicara e representar vegetação em projeto de interiores;
  • Utilizar recursos gráficos na representação de pisos e vegetação.

EXERCÍCIO
Desenvolvimento de projeto de paisagismo em cobertura residencial. Família de alto poder aquisitivo composta por pai (profissional liberal da área de comunicações), mãe (artista plástica) e dois filhos (adultos). Gostam de receber amigos.
Marina Corain & Marcelo Góes (ver)

perspectiva da cobertura

 

Danielle Almeida e Kamila Medeiros (ver)

Projeto de paisagismo: cobertura

 

Mirian Moura (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

marcela stripeikis (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

Bruna de Oliveira e Camila Gomes (ver)

projeto de paisagismo: cobertura

 

 

 

Projeto de Paisagismo: cobertura

 
Daniele_Moreira_Souza (ver)

Projeto de Paisagismo: cobertura

Karina_Emily_Zilda (ver)

Projeto de Paisagismo: cobertura

Praças do ecletismo: a linha clássica de projeto

SIlvio Macedo: Acervo QUAPA
 
 A origem das praças no Brasil: implantação e forma na malha urbana
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante.

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei. 

imagens de Bruxelas : Ssolbergj
Madri: http://migre.me/nQ8Y
Vista panorâmica sobre a Londres moderna, vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ
Vista panorâmica de Lisboa e ponte 25 de Abril a partir do miradouro do Cristo-Rei.http://migre.me/nQgL
 O Desenho Clássico nos projetos das praças
Inspirada nos jardins franceses dos séculos XVI e XVII, as praças estudadas apresentavam uma natureza dominada pela mão do homem, prevalecendo a geometria, a simetria e a construção de perspectivas monumentais com a utilização de planos ortogonais, caminhos em cruz, passeios perimetrais, estar central com ponto focal e espaços espelhados.
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)
Linha clássica (Acevo QUAPASEL do livro Praças Brasileiras)

 Síntese das principais características

· traçados em cruz ;
· grandes eixos com pontos focais e estar central;
·hierarquia nas circulações com presença de caminhs secundários perimetrais;
· canteiros que apresentam formas geométricas e espelhadas;
· eixos de circulação ortogonais;
· grande quantidade de áreas permeáveis com o uso da topiaria e das bordaduras em canteiros e caminhos além da grande utilização de espécies exóticas e pouca utilização das espécies nativas;
· utilização de mobiliários e equipamentos tais como coretos, pavilhões, espelhos d’água, estátuas, monumentos, fontes, bustos; 
· vegetação arbórea plantada ao longo dos caminhos para sombreamento;
· grande utilização de espécies exóticas européias e pequena utilização de espécies nativas;
 
Alguns exemplos
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Praça da República (Recife-Pe) Acervo QUAPASEL (Livro Praças Brasileiras)
Observação: esse post (e suas imagens) foi organizado predominantemente a partir do capítulo A linha Clássica do livro Praças brasileiras indicado na bibliografia.
 
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Endereços eletrônicos
A vegetação na paisagem urbana. Resenha de Márcia Nogueira Batista do livro
TERRA, Carlos; ANDRADE, Rubens de; TRINDADE, Jeanne; BENASSI, Alfredo. Arborização. Ensaios historiográficos. Rio de Janeiro, Maia Barbosa, 2004, 215 p.
Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha145.asp
Acesso: 24.03.2010 As 23h:37:25

Paisagismo: como projetar uma pista de skate

Queridíssimos alunos,

NÃO RESISTI!

Enquanto toda a turma estuda desesperadamente o tema: como projetar uma praça contemporânea em 5 aulas (ops, -acabou o prazo – agora), nossos incansáveis alunos à título de colaboração fraternal, preparam uma aula sobre esporte urbanos com ênfase em projetos para pistas de skate.

Projetos CORRETOS – lembrando sempre – para pistas de skate.

Enquanto a apresentação não fica pronta, deixo um vídeo de um deles Moises Gaulês e Ricardo Cipola – este último não está nesse post ainda, mas aceito outros links) que, destemidamente, vem exercitando o esporte Pro Bono ou ainda para o bem da arquitetura!

Crianças, preciso de vocês inteiros para terminar bem o semestre, so, be cautious, please.

teacher

Dia 17.03.2010

E não é que eu encontrei um vídeo do Ricardo Cipola também? os dois são muito bons mesmo no esporte que praticam. Aguardaremos ansiosamente a aula.

teacher

Algusn exemplos enviados pelos alunos da manhã – pedirei a fonte pois cópia de internet sem citação não é legal… : (

Pista de Skate Marciel C. de Oliveira Rodrigues “Macalé” (Junidaí, São Paulo)

pista de skate Parque do Sororoca em Jundiaí, SP
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos
desenhos

Se quiserem algumas imagens de pistas muito diferentes das que foram mostradas aqui, sugiro meu pinterest:

Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios

Esse post tem por objetivo apresentar de forma sistematizada uma visão do estado de arte das praças brasileiras desde a sua origem até o início dos anos 2000. O material utilizado foi produzido ao longo de 7 anos de estudos do grupo QUAPA – Quadro do Paisagismo no Brasil, liderado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo e desenvolvido no Laboratório da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo entre 1994 e 2001.

Num primeiro momento, falaremos sobre a formação e evolução da praça na cidade brasileira, do final do século XVIII aos anos finais do século XX.

Várias são as definições para o termo praça. Mesmo havendo divergências entre autores, a praça é caracterizada como um espaço público destinado à con-vivênica de seus cidadãos, contextualizado em ambiente urbano e que se encontra livre de edificações.

No Brasil, o termo praça é comumente associado à idéia de áreas livres, geralmente ajardinadas, repletas de equipamentos públicos destinados à recreação de seus usuários conflitando em muito com os espaços e projetos dessa tipologia no continente europeu.

Para os gregos, a ágora era o espaço livre público por excelência, local onde o exercício da cidadania se materializava representando o espírito de coletividade da população.

Ágora grega (fonte: http://migre.me/me3v)

 A Ágora grega era o espaço público aberto da antiguidade clássica onde se praticava a democracia direta ou ainda, o lugar por excelência do debate das idéias, dos tribunis populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade. Por meio de assembléias e com direito igual a voto, aqueles considerados cidadãos eram ouvidos. Tratava-se de um espaço delimitado por edificações diversas de caráter público e Stoas, ou ainda, conjunto de pórticos ou colunatas abertos ao público onde o mercadores em feiras livres podiam comercializar seus produtos. Da ágora, era possível avistar a acrópole, ou ainda, o ponto mais alto da cidade (do grego ἀκρόπολις, composto de κρος, “extremo, alto”, e πόλις, “cidade”). Nesse lugar, eram construídos os templos aos deuses como o Parthenon em Atenas ou ainda os palácios.

Para os romanos, o Fórum era constituído por um espaço livre público central onde ocorriam as relações sociais, as atividades comerciais, religiosas e de mercado da comunidade.

Forum romano (imagem: http://migre.me/me7n)

O fórum romano era o centro comercial da Roma imperial. Nele localizavam-se as lojas, praças de mercado e locais para assembleias dos civitas ou ainda, cidadãos. Diferentemente da Ágora grega, o fórum era configurado por imponentes edifícios públicos que representavam a monumentalidade do Estado.  As discussões políticas aconteciam não nas praças abertas, mas no interior dos edifícios.

Origens


SIlvio Macedo: Acervo QUAPA

 

 
 
 “Reunir-se: fazer-se público de sua presença, exibir pompa, ver homens e mulheres bem-vestidos e bonitos, contar e ouvir as novidades, assistir a apresentações musicais, mostrar filhas na busca de maridos, homens finos admirando e fazendo corte a cortesãs. Os jogos sociais e sexuais – com a tácita concordância entre seus praticantes – o plaisir de la promenade, tinha uma palco magnífico nos jardins público.” Hugo Segawa.

Em seus estudos sobre praças contemporâneas, Macedo (2002) considera duas premissas básicas para conceituar tais espaços: uso e acessibilidade, conceituando-os  como espaços livres urbanos destinados ao lazer e ao convívio da população, acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Lembramos que os estudos foram elaborados a partir das praças nas cidades contemporâneas brasileiras. Ainda assim,  essa tipologia mantém o caráter de sociabilidade que é intrínseco às funções da praça descartando-se alguns logradouros públicos enquadrados como tal e que nada mais são do que canteiros centrais, rotatórias, restos de sistemas viários gramados não oferecendo condições mínimas adequadas ao exercício do lazer ou acessibilidade da população. Tal fato se deve à necessidade de muitos órgãos públicos municipais de ampliar quantitativamente o número dos seus espaços públicos e de lazer perante a comunidade.
Os primeiros espaços livres públicos urbanos surgiram no entorno das Igrejas. Ao seu redor, foram construídos os edifícios públicos, palacetes e comércio servindo como local de convivência coletiva da comunidade. Murilo Marx afirma que a praça deve a sua existência sobretudo aos adros das Igrejas, onde serviu como espaço para reunião de pessoas e para um conjunto de atividades diferentes, caracterizando-se de forma bastante típica e marcante. 

A forma urbana influenciou o traçado de nossos logradouros públicos. Se para a colonização espanhola, as ruas eram traçadas em cruz e na colonização inglesa, francesa, holandesa e belga, os traçados obedeciam a sistemas em xadrez, radiocêntricos e lineares, as cidades de colonização portuguesa cresceram de forma espontânea assumindo a modelagem do terreno e de maneira informal, quando não, à margem da lei.  


imagens de Bruxelas : Ssolbergj

 

 

Vista panorâmica sobre a Londres moderna,
vista da Golden Gallery da Saint Paul’s Cathedral: http://migre.me/nQbZ

Praças, Largos, Adros, Átrios e Pátios

A praça como a conhecemos hoje, sempre foi o local para reunião de gente e para o exerício da vida pública destacando em frente aos edifícios públicos, igrjeas ou conventos destacando-se na paisagem urbana.

 Os templos, seculares ou regulares, raramente eram sobrepujados em importância por qualquer outro edifício, nas freguesias ou nas maiores vilas. Congregavam os fiéis, e os seus adros reuniam em torno de si as casas, as vendas e quando não o paço da câmara. Largos, pátios, rocios e terreiros, ostentando o nome do santo que consagrava a igreja, garantiam uma área mais generosa à sua frente e um espaço mais condizente com o seu frontispício. Serviam ao acesso mais fácil dos membros da comunidade, à saída e ao retorno das procissões, à representação dos autos-da-fé. E, pelo seu destaque e proporção, atendiam também a atividades mundanas, como as de recreio, de mercado, de caráter político e militar. À linearidade, as ruas de interligação como as chamadas Direitas. À irregularidade, uma outra ordem que não a das vias ortogonais”. In: MARX, Murillo. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos/Edusp, 1980, p. 54.

Sem idetinficação: Acervo QUAPASEL 2002
 

Silvio Soares Macedo: Acervo QUAPASEL 2002

 Praças secas européias

Praça de São Pedro em 1909: acervo http://migre.me/nvf0
praça seca (Acervo QUAPA, 2000)

Pátios ou ainda Átrios
O conceito dos pátios remete-se à necessidade humana e proteção do espaço exterior, desconhecido e hostil. Devido ao seu isolamento, proporciona aos seus habitantes, a impressão de domínio, pois o homem necessita de planos de paredes ou cercamentos para sentir-se seguro. Mesmo após longa evolução que alterou aspectos funcionais, o pátio permanece centralizado na edificação, delimitado por paredes e não coberto. A forma em planta não fixa, podendo apresentar-se circular, quadrado, oval ou retangular. A única certeza é que trata-se de espao delimitado pelos muros que o cercam. Várias são suas funções e por isso, apresentam mobiliários e formas distintas. Existem pátios de fábricas, de residências, de claustros, de escolas, de presídios, de conjuntos de casas.

Pátios de Cordoba: Dolores María Macías Naranjo

Na cidade, os pátios são espaços livres públicos definidos a partir de uma igreja ou outro elemento arquitetônico expressivo, além do casario antigo aos quais dá acesso, quase sempre pavimentados e exercendo a função de respiradouros, de propiciadores do encontro social e eventualmente destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largos
“São espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público, podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.”
SÁ CARNEIRO, Ana Rita, MESQUITA, Liana de Barros (orgs.). Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife/UFPE, 2000, p. 29.

Largo da MemóriaSP: Dornicke
Largo do Paissandú SP com Igreja Nossa Senhora do Rosário à direita:GFDL / CC-By-SA

Adros

Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, dervindo ainda hoje para  a realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da população.
 

Adro e Largo da Igreja no Antônio Dias: acervo http://migre.me/nv67
Igreja de São Pedro em Recife (acervo: uol)
Referências Bibliográficas
 
Gomes, Marcos Antônio Silvestre. De Largo a Jardim: praças públicas no Brasil – algumas aproximações.
Disponível em: http://migre.me/nP9H . Acesso: 12.03.2010 18:25:15
MACEDO, S. S.(Coord.).Introdução a um quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto Quapá, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
MARX, M. Cidade Brasileira. São Paulo: Melhoramentos: Editora da Universidadede São Paulo, 1980.
ROBBA, F; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. (public squares in Brazil). São Paulo: Edusp: Imprensa oficial do Estado. 2002, 312p.
SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel:Fapesp, 1996.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
MACEDO, Silvio Soares e ROBBA, Fábio; Praças Brasileiras; São Paulo: Edusp, 2002, ISBN 85-314-0656-0
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp            

Praças no Brasil: alguns conceitos preliminares (2)

No post anterior, vimos que a praça faz parte de um sistema de espaços livres urbanos ou seja, juntamente com cerca de uma centena de outras tipologias (que posteriormente serão descritas) dá, juntamente com os edifícios, forma à cidade e acolhe a vida pública em suas diversas manifestações.

silvio macedo: espaços públicos x espaços privados (acervo QUAPA)

 A ilustração acima apresenta diferentes tipos de composição de espaços livres a partir de sua relação com os elementos edificados. Dentro de lotes, seu uso passa a ser definido por sua forma e pela função do local; se residencial, os corredores laterais tendem a ser utilizado como circulação, cabendo às áreas frontais o uso para estacionamento ou jardins e para as áreas de fundo, usos adequados aos quintais domésticos. Ainda na mesma ilustração, o edifício em lâmina, tipico representante do movimento modernista, graças a sua implantação, viabiliza a existência de áreas ajardinadas com lugares de estar para o público.

Silvio Macedo: palacete isolado(acervo QUAPA2000)
acervo QUAPA 1999 (residencial Place des Voges SP)

Os conceitos advindos do movimento modernista influenciou e muito o desenho das cidades brasileiras no século XX especialmente após a década de 30.

Acervo QUAPA 2000 (autor desconhecido)

Brasília é um dos exemplos marcantes. A nova capital apresentava um plano diretor concebido pelo urbanista Lúcio Costa. Nele, os preceitos da cidade funcional e da carta de Atenas, materializavam-se criando espaços magníficos e inovadores para a época : eixos monumentais, grandes avenidas, super quadras, edifícios em lâminas, vida organizada a partir da separação das áreas residenciais, das de lazer e de trabalho, propondo uma cidade-jardim, na qual os edifícios se localizam em áreas verdes pouco densas em resposta ás cidades tradicionais e altamente adensadas.

O resultado pode ser visto na próxima foto aérea:

Brasília (Acervo QUAPA 2000)
Brasília (Acervo QUAPA 2000)

Por volta da década de 50 (século  XX) surgem os novos códigos urbanísticos e seus zoneamentos funcionais.  Trata-se de um instrumento urbanístico que estabelece um conjunto de normas e leis e que tem por objetivo regular o uso e a ocupação do solo urbano. É por meio dele que a cidade toma forma ao estabelecer, por exemlo, o conjutno de recuos, taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento de cada área da cidade. O zonemaneto tranforma-se em referência morfológica para zonas as novas áreas urbanizadas do país.

Zoneamento em São Paulo (década de 70) Silvio Macedo doutorado FAUUSP
São Paulo (Acervo QUAPASEL
São Paulo: avenida Paulista (Acervo QUAPASEL 2004)

De forma bastante genérica, mostramos que a legislação urbana, ao organizar o uso e a ocupação do solo, gera padrões morfológicos que dão forma às cidades e viabilizam a vida pública nos diversos espaços livres dela resultantes. Com isso, as praças podem ser consideradas com partes integrantes de um sistema de espaços livres públicos ou em alguns casos privados, como praças em áreas corporativas, ou centros comerciais (shoppings centres) .

Praça Vitor Civita (http://migre.me/kTO1)

Em tempo: esse post foi construído a 6 mãos: minhas, do Roberto Sakamoto e da Ana Cecília de Arruda Campos.

Fonte de referência: acervo QUAPA, QUAPASEL
Revistas Paisagem & Ambiente: ensaios (coleção QUAPASEL)
Para você aluno: vale à pena pesquisar nesses dois links pois eles contém mais de duas centenas de projetos de paisagismo distribuídos em todo o país.

http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/busca.asp