Introdução ao Projeto de Urbanismo: trabalhos acadêmicos

QUAPA SEL cidades brasileiras: acervo particular
QUAPA-SEL cidades acervo particular
QUAPA-SEL cidades acervo particular

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

  • Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto urbano.
  • Desenvolver técnicas de observação, desenho e representação gráfica do espaço físico urbano.
  • Iniciar práticas de percepção mais atenta às configurações da cidade por meio das diversas formas de representação: do desenho ao modelo tridimensional, da observação direta à da cartografia e do uso de todos estes elementos para o processo projetual.
  • Estudar as relações visuais entre elementos que compõem o espaço urbano por meio de expressões gráficas e plásticas.
    Desenvolver as primeiras propostas projetuais, com ênfase na percepção e compreensão geral do espaço.

Relação dos trabalhos apresentados durante os seminários de entrega em 23 e 24.11.2009

Rafael Rambaldi, Victor Furriel , Éder Ferreira, André Spadari, Leonardo Lopes

Denise Marcicano, Kamyla Freitas, Luiz Augusto Gaibina , Marília Zocca , Vital Gaspar

Barbara Ramos, Thássia Teixeira, Fernando Varella

Núria da Cruz Louzada, Herbert Valkinir, Lincoln da Cruz , Luigi Rinaldi

Ricardo Cipolla de Andrade, Moisés Gaulês de Freitas, Ana Paula Oribe Petri

Elisabeth de São Pedro, Jéssica Inácio da Silva, Susan

Bruna, Kelly, Natália, Natalie, Rosangela

Laisla Quemel Alves, Maria Alice Silva, Giuliana, Natasha

Ana Verônica N. Cruz, Anahy Maia, Luiz Henrique, Marcelo Marinho

Caio, Felipe, Marjory, Nádia, Anderson

Mapa Tátil Urbano no Complexo Universitário FMU

Procurar por uma rua, buscar um endereço, encontrar um hospital, chegar até a escola são situações bastante comuns para todos aqueles que vivem em ambientes urbanos.  Em princípio, uma forma de buscar essas informações é por meio do uso de mapas. Um mapa nada mais é do que a representação plana e reduzida de uma determinada superfície do território na maior parte das vezes impressa em papel e tinta. Eles existem em estações de metrô, algumas repartições públicas, escolas e bibliotecas, são vendidos em bancas de jornal em cidades grandes. E para quem não enxerga, onde esses mapas estão disponíveis? Para quem é cego ou deficiente visual, a realidade é outra. A busca pela informação é feita várias formas. É possível aprender sozinho a orientar-se e deslocar-se em cidades ou ainda por um conjunto de técnicas aprendidas, quando possível, em aulas de orientação e mobilidade urbana utilizando-se como apoio, de bengalas, cães guias e acompanhantes por exemplo. A leitura de sinalização urbana é impossível para cegos e bastante difícil para alguns tipos de deficiência visual.

Para o caso de ambientes internos a prédios públicos, por exemplo, a NBR9050 2004 recomenda a colocação de placas de sinalização tátil e de plantas que mostrem a localização de departamentos, setores, serviços do edifício que está sendo utilizado. Quando fora do edifício, nas ruas, informações referentes à cidade são inexistentes para 48% da população considerada deficiente visual. A análise realizada por meio da leitura da legislação nacional e internacional, associada aos estudos provenientes da parceria com as principais instituições que atendem Cegos e Deficientes Visuais (Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto de Cegos Padre Chico) no Brasil, apontou para a inexistência de instrumentos pedagógicos adequados ao ensino de orientação urbana num primeiro momento e posteriormente, para a ausência de informações ou conteúdos referentes à confecção ou obrigatoriedade de colocação de mapas urbanos táteis em equipamentos públicos em instrumentos legais e jurídicos disponíveis para o atendimento de pessoas com deficiências.

Um mapa tátil urbano tem por objetivo oferecer aos Deficientes Visuais uma representação reduzida de um determinado recorte da superfície terrestre. Diferentemente dos mapas planos direcionados para a população vidente (impressos em papel em tinta, por exemplo), os mapas táteis são objetos tridimensionais que possibilitam o acesso às informações da cidade quanto à localização e distribuição no território de equipamentos públicos e de referenciais urbanos, quanto ao conhecimento espacial da área a ser percorrida à pé e quanto à escolha dos caminhos mais adequados para se chegar a um determinado local, por exemplo, ampliando seu nível de mobilidade e orientação urbana em igualdade de condições e informações em relação às demais pessoas.

Um dos protótipos de mapas táteis urbanos encontra-se na Estação Santa Cecília do Metrô. Vale à pena conhecer.

Mapa Tátil Urbano
Mapa Táil Urbano no Complexo Universitário FMU (Campus Liberdade)

Pelos Passeios de São Paulo

Pelos passeios de São Paulo: iniciação científica FIAMFAAM
Pelos passeios de São Paulo: região da Luz, São Paulo, capital

 Estação da Luz: acessibilidade das calçadas

Achei oportuno publicar o trabalho de iniciação científica das alunas Jakeline Silva e Roseli Castro do Centro Universitário FIAMFAAM.
Pelos passeios de São Paulo (título bastante sugestivo) descreve a realidade de milhões de pessoas que precisam andar pelos logradouros públicos das cidades brasileiras, avaliando as condições de mobilidade e acesso de um dos principais pólos culturais de São Paulo: a região da Luz. Localizada em área central, o local vem passando por processo de revitalização com o intuito de acolher uma população interessada em contemplar pontos de interesse arquitetônico, histórico e cultural da cidade. O trabalho conclui que a simples identificação de situações que inviabilizam ou dificultam a circulação de pessoas com necessidades especiais (barreiras arquitetônicas) não é suficiente para viabilizar um passeio agradável pelo local com propósito cultural. Daí surgiu a idéias de se avaliar não apenas as condições de acessibilidade, como também a viabilidade de se realizar um “Roteiro Cultural” de um dia nas mesmas condições, tempo e qualidade de circulação dos demais cidadãos.
Os resultados do trabalho foram positivos e esclarecedores, pois avançam na questão da inclusão: a lei já impõe normas que viabilizam a acessibilidade. Está na hora de discutirmos a qualidade dos espaços criados.
Parabéns meninas! Foi bom orientá-las!

Desenho Universal: os cursos de arquitetura estão preparando os futuros profissionais para projetar espaços adequados à acessibilidade universal?

Queridíssimos,
gostaria de dar início a mais um Fórum de Discussões. O tema é difícil, polêmico mas absolutamente necessário. Até que ponto pensamos nas necessidades especiais presentes na vida de mais de 24 milhões de brasileiros?
Quando projetamos, estamos preparados para elaborar projetos para pessoas com mobilidade reduzida, deficientes visuais, deficientes auditivos ou com déficit intelectual?
Semana passada precisei utilizar uma cadeira de rodas. Apesar de lecionar uma disciplina na área (Acessibilidade Universal) e conhecer as agruras impostas aos cadeirantes, nunca me senti tão só e tão frustrada. Rampas que começam com degrau de um centímetro, corredores estreitos, portas onde cadeiras não passam além da “cara feia” de um sem número de pessoas horrorosas que se esquecem que um dia envelhecerão também. Lembrem-se: a participação pode valer pontos como Atividade Complementar.

Lançada a questão:
os cursos de arquitetura estão preparando os futuros profissionais para projetar espaços adequados à  acessibilidade universal?

Helena Degreas

vídeos bacanas:
ser diferente é normal 1
ser diferente é normal 2
link importante para pesquisa:
www.desenhouniversal.com

Mapa Tátil Urbano
Mapa Tátil Urbano realizado pelo CAUFIAMFAAM para Fundação Dorina Nowill 2009