Acessibilidade em Salão de Beleza: revista Casa Projeto & Estilo

FIAMFAAM Centro Universitário

Alunas: Isabel Corso e Bruna Lisboa
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Tutor: Profª Helena Degreas

Isabel Corso e Bruna Lisboa

Introdução

“Percebi outro dia que levantar das poltronas estava difícil… Acho que eu também envelheci juntamente com minhas clientes” desabafa Dª Maria Antonieta proprietária de um elegante salão de beleza localizado num bairro nobre de São Paulo há quarenta anos e que observa, com tristeza, a fuga de suas clientes tradicionais para os concorrentes da vizinhança.

Convencida de que deveria tomar uma atitude para reverter o processo de esvaziamento do salão, a cliente solicitou aos alunos do escritório modelo dos cursos de design, arquitetura e urbanismo a elaboração de um projeto de reforma priorizando o atendimento de pessoas com idade superior a sessenta anos vez que o bairro concentra um índice altíssimo de pessoas idosas.

Atenta ao número de horas que suas clientes permanecem no salão e aos comentários que invariavelmente se remetiam às dores no pescoço, costas, pernas e braços que ocorriam ao longo de sua estadia durante os procedimentos estéticos, Dª Maria Antonieta solicita que os ambientes sejam além de funcionais e bonitos, confortáveis e acolhedores.

O Partido

A partir destas informações, as alunas identificaram um público-alvo bastante diversificado com perfis etários distintos gerando a necessidade de mudança nos tipos de serviços, nos ambientes projetados e no mobiliário como forma de oferecer mais qualidade de atendimento e conforto para um cliente mais exigente. Para atender pessoas com idades, habilidades motoras e perfis distintos, as alunas optaram por adotar os princípios do desenho universal para o desenvolvimento do design de móveis e ambientes do salão.

As soluções adotadas

Por meio da flexibilidade e adaptabilidade dos novos mobiliários às características físicas de cada indivíduo como estatura, alcances e habilidades motoras diversas, oferecer conforto personalizado ao cliente, respeitando-o e valorizando-o ao considerar suas opiniões. A partir da definição do novo programa de atividades, as alunas distribuíram os ambientes nos dois andares do salão. Especial atenção foi dada à dimensão dos vão das portas que receberam, dependendo do local, aberturas sempre superiores a 1.10m para facilitar o acesso de cadeira de rodas e andadores. Os pisos são todos de material antiderrapante com cores e padrões contemporâneos. As tintas utilizadas são laváveis e apresentam cores neutras tais como beges, branco e salmão criando um tom mais elegante e sóbrio.

Revsita Casa Projeto & Estilo

As poltronas nos lavatórios, sala de maquiagem, suíte da noiva e salão de cabelereiros são revestidas em espuma laminada e estofadas com revestimento de fácil limpeza. A base hidráulica permite o ajuste de altura dos assentos e seus braços são articuláveis. Apresenta apoios para cabeça e pés com sistema flexível e reclinável proporcionando extremo conforto ao ajustar-se às características físicas de cada cliente. As cubas dos lavatórios são articuladas e reclináveis, permitindo o ajuste entre inclinações e alturas de cabeça e pescoço. As demais poltronas e cadeiras em sala de espera, escritório e áreas externas tem altura mínima de 0.50m e em, alguns casos, não apresentam braços laterais para facilitar a aproximação e transferência de uma pessoa em cadeira de rodas.

Os espelhos localizados nas áreas dos sanitários e sala de maquiagem ocupam toda a bancada e estão inclinados a 10o para facilitar a visualização de quem está sentado. Os demais espelhos das áreas cabelereiro são duplos, ocupando toda a parede.

Revista Casa Projeto & Estilo

Bancadas de trabalho e consoles com o apoio de gaveteiros foram idealizados com alturas compatíveis à aproximação frontal (entre 0.75 e 0.85cm) e estão livres de qualquer obstáculo, evitando ferimentos. Os expositores que ficam ao lado da sala de estar e recepção foram projetados com estantes que tem alturas confortáveis entre 0.40cm e 1.40cm para quem está em pé ou sentado facilitando a visualização e o acesso frontal quanto lateral de todos os produtos. A mesma solução foi adotada para a colocação de toalheiros, porta bolsas e demais acessórios.

Revista Casa Projeto & Estilo

As salas de Spa privilegiam o tratamento estético pelo uso das águas complementando com  massagens relaxantes. No local foram colocadas poltronas elétricas com apoios de braços escamoteáveis com movimentos para costas e pernas independentes além de alturas reguláveis permitindo diferentes posições (sentado e deitado). O local também possui uma banheira com jatos de ducha reguláveis com um design que facilita a entrada e saída com mais segurança, pois suas portas deslizam para cima e para baixo permitindo um banho na posição sentada e em pé.

Planta Piso Superior  e  Planta Térreo A1

 

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Design acessível: quarto de menino

Ana Júlia Ribeiro, Barbara Cabral,Karoline Gaiardo

Alunas
Ana Júlia Ribeiro
Barbara Cabral
Karoline Gaiardo

Foto: Elielton Caetano
Grafite: Alex Secos

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

Casa projeto e Estilo novembro 2012

 

Cliente

Que tal “dropar a rampa” ou ainda “executar um backflip” radical? Quedas espetaculares à parte, estas expressões integram o vocabulário que compõe o cotidiano de vida do jovem cliente viciado na prática do Hardcore Sitting, esporte urbano com manobras inspiradas nos movimentos dos patins e skates e praticado por deficientes motores em cadeiras de rodas adaptadas.

Conceito

Com cerca de 25m², a suíte atende a um programa de atividades de um rapaz com vida social, de trabalho e familiar bastante intensa. Muito além de dormir, o local também propicia o desenvolvimento de outras atividades  tais como estudos, jogos, leituras e exibições de filmes para amigos. Geek convicto, o rapaz é fã de games, mangás e gosta de músicas contemporâneas.

Projeto Casa & Estilo  revista Casa Projeto & Estilo

Revista Casa Projeto & Estilo

 

Arquitetura

Para conseguir viabilizar usos tão diversificados, a família solicitou a unificação de duas das suítes do apartamento. Com isso, o local ganhou mais espaço para distribuir os ambientes com mais conforto e qualidade.

Ambiente para dormir
Foi escolhida uma cama de solteiro com altura compatível para a transferência com estrado motorizado cujo movimento é anatômico, articulado e duplo (cabeceira e pés). Numa das laterais, a extensão do baú de futon com almofadas coloridas gera uma bancada mais baixa que serve como um criado mudo que, além da luminária com foco dirigido para leitura confortável na cama, permite o descanso do controle de automação que controla tanto os aparelhos e caixas de som embutidas no forro de gesso, quanto a iluminação, TV e vídeo game que encontram-se no quarto

Ambiente para games
O local é composto por um suporte articulado de TV (LED de 55”) com movimentos laterais e inclinção de até 15 graus e que permite a movimentação do aparelho para adequar-se às necessidades de posicionamento dos jogadores no dormitório confortavelmente. Associado ao aparelho, o local dispõe de bancada para colocação do console, dos controles wireless sem fio e dos demais adaptadores interativos que compõe a série de dezenas de jogos como taco de baseball, taco de golfe, raquete de tênis e tênis de mesa. Além de divertir, os games interativos colaboram no desenvolvimento das habilidades motoras melhorando a condição física de seus jogadores. Para a movimentação dos jogadores (em cadeira de rodas ou em pé) foi disponibilizado um espaço livre ao lado da cama e dos assentos em L que se encontram na parede.

Estação de estudo e trabalho
Trata-se de uma longa bancada de madeira com altura compatível para o ambiente de trabalho e estudo do cliente. O comprimento é necessário para poder comportar computador, tela, impressora entre outros equipamentos. Gaveteiros utilizam sistema de trilhos deslizantes. O armário para guarda de livros está suspenso do chão, adequando-se ao alcance manual lateral e encontra-se do outro lado da bancada. Sobre ela, foram colocadas as tomadas para acesso manual frontal.

Banheiro
A pia foi embutida na bancada e recebeu um sistema de barras de parede móvel que permite adequação às alturas dos distintos usuários. O sifão articulado é flexível e está posicionado junto à parede permitindo aproximação frontal com segurança. Os misturadores de água são frontais facilitando o manuseio do cliente. Os espelhos foram inclinados a 10 graus garantindo um campo de visão adequado tanto para quem se encontra sentado quanto para quem está em pé. A cadeira do chuveiro e o vaso também receberam o sistema de barras, facilitando o estacionamento, acesso e transferência do jovem.

Revista Casa Projeto & Estilo  Revista Casa Projeto & Estilo

 

Armário para roupas
Gaveteiros e demais componentes do armário foram colocados com alturas que variam entre 0,40 m e 1,40 m para gerar praticidade e conforto para o manuseio das roupas, sapatos e acessórios a partir de uma aproximação lateral. Apesar da profundidade de 0,60 m, o armário tem prateleiras deslizantes que permitem o acesso ás áreas mais profundas do armário viabilizando o alcance manual lateral do usuário. Mesmo instalados em pontos mais altos, os cabideiros são basculantes e podem ser acessados pelo varão que sofreu adaptação (o cabo é mais longo que o usual) para ser acessado com conforto. Ao lado do armário de portas deslizantes, foi colocado um espelho que vai do teto ao chão.

Revista Casa Projeto & Estilo

 

Completam a decoração a fita de LED RGB que além de bonita, permite a visualização do ambiente à noite graças à luz tênue e a cortina de correr automatizada blackout.

Praça Victor Civita

Ficha Técnica

Paisagismo Arquiteto Benedito Abbud Paisagismo e Projetos
Arquitetos: Levisky Arquitetos Associados e Anna Julia Dietzsch
Ano Projeto: 2007
Localização: R. Sumidouro, 580 – Pinheiros, São Paulo, 05428-010 – São Paulo – Brasil. Contato: (11) 3372-2303 ()‎ ·

Implantação
Fonte: Google Earth                                 Fonte: ArchDaily

O projeto teve início em 2006. Através de um intenso processo de interlocução com representações privadas e públicas, aconteceu o resgate de uma área contaminada em São Paulo. A praça não é apenas uma área recuperada da degradação,  serve também como um Museu Vivo onde a população pode refletir sobre construção sustentável, economia energética e responsabilidade sócio – ambiental.

PROGRAMA: Deck de madeira e Deck de piso de concreto:percurso consciente; Laboratório de Plantas (sitema de reuso de águas + biocombustíveis); Museu da Reabilitação Ambiental – Edifício Incinerador; Praça de paralelepípedos; Centro da Terceira Idade; Arena, arquibancada para 240 pessoas; Sanitários, depósitos, cabine de som; Camarins; Oficina de Educação Ambiental; Bosque; Jardins verticais; Alagados construídos (reuso de águas).

Praça Victor Civita   Praça Victor Civita

Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAM FAAM
Pesquisa de Iniciação Científica
Aluna Marianna Barbosa ( RA: 5302109)
Orientadora Drª Helena Degreas

The open spaces system as a structural element of urban form: proposal for a new point of view

The open spaces system as a structural element of urban form: proposal for a new point of view

Sílvio Soares Macedo. E-mail: ssmduck@usp.br. Prof. Tit. at FAUUSP, CNPq scholarship.

Eugenio  Fernandes  Queiroga. E-mail:  queiroga@usp.br.  Prof. Dr.  at  FAUUSP  e  CNPq scholarship.

Jonathas Magalhães Pereira da Silva. E-mail: jonathas@mpsassociados.com.br Prof. Dr. at FAU and POSURB-PUC-Campinas

Ana Cecília de Arruda Campos. E-mail: anacecilia@arrudacampos.com, LAB-QUAPÁ researcher at FAUUSP.

Rogério Akamine. E-mail: akamine224@gmail.com. Prof. Dr. UNINOVE e USJT, LAB-QUAPÁ researcher at FAUUSP.

Fany Galender. E-mail: fgalender@uol.com.br. Prefeitura Municipal de São Paulo, LAB-QUAPÁ researcher at FAUUSP.

Helena Degreas. E-mail: hdegreas@uol.com.br.  Profa. Dra. FIAMFAAM, LAB-QUAPÁ researcher at FAUUSP.

Fábio Mariz Gonçalves. E-mail: fabiomgoncalves@uol.com.br. Prof. Dr. at FAUUSP.

Vanderli Custódio. E-mail: vanderli@usp.br. Profa. Dra. at Inst. de Estudos Brasileiros (Área Temática de Geografia) – IEB-USP.

Morphology studies cannot consider urban form without taking into account buildings and open spaces. These two elements are closely connected to physical support and pre-existing environmental dynamics. Therefore we see no sense in breaking them in any studies related to the urban form. This article begins to look at the city and its forms under  a rarely used way. The open space becomes the protagonist of the analysis. This approach considers both publicly and privately owned spaces. It evaluate the role of different types of retreats that shape backyards, enclosed yards, parking lots, parks and plazas, etc.. and through which passes part of everyday city life. Despite the natural connection links with others societies in the world like: similar neighborhoods and architectural forms, global urban habits, Brazilian cities hold a peculiar form coming from the specific process of parceling land, urban legislation, cultural habits and formal and informal actions that resulted as the contemporaneous Brazilian urban landscape. After five years of study, carried out by a national network of researchers, coordinated by LAB-QUAPA[1] – at the São Paulo University, it was possible to build a comprehensive overview of the characteristics, opportunities and constraints of the Brazilian cities open space systems. The presentation discusses the relationship between the open space systems and the urban form, checking the points in common: their process of constitution, the existing social and environmental conflicts, and their morphological structure and appropriation types of open spaces.

Keywords: stakeholders, open spaces system, urban form

Introduction

This text is a result of a search that works with the concepts: space by reference to the Brazilian geographer Milton Santos, open space worked by the Brazilian architect and urban planner Miranda Magnoli, the public sphere derived from the political theory of Habermas(1989) and Hannah Arendt (1991) and notions of complexity and system proposed by the philosopher Edgar Morin (2008).

The research was developed through a national network known as QUAPÁ-SEL Network – Frame of Landscaping in Brazil / Open Space System – which currently has researchers from 17 Brazilian universities.

Networking aimed to build a theoretical-conceptual and methodological framework of the open space systems and the constitution of the public sphere in Brazil, through exchange and knowledge from the sum of specificity, methods and suggestions from each investigation that integrated the research.

 

Objectives

The survey was designed and developed to deepen discussions on the existing open spaces in cities. We tried to check them as representatives of a condition of urban cultural life and to examine how Government acts towards them.

It aimed to build a referential interpretation of the Brazilian urban contemporaneity linking open spaces and public life evaluating and dimensioning the initiatives of institutions, enterprises and populations (plans, projects and management), in order to qualify public spaces.

The study also sought to understand the recent structure of open space systems in significant Brazilian urban formations, be they metropolitan, megalopolitan and responsible for diffuse urbanization. Aimed at critical review of thought and values dominant models ​​that guide the planning of open space systems, the implementation of its elements and the recent trends related to real estate. To do so it  was necessary to understand the interdependence and complementarity between public and private spaces.

The assessment of ecological potentials of the open spaces systems to conserve and regenerate urban natural resources was also needed to understand the contribution of different open spaces system for the constitution of contemporary public life environments in various Brazilian urban realities.

Finally, we tried to create theoretical and methodological bases for the elaboration of general principles for public policies, plans and deployments of open spaces, more attentive to the heterogeneity of the Brazilian urban reality and to environmental protection and urban ecology.

 

Working Standards

The working standards indicate the scope and limits for the development of the research. To reach the stated objectives it was necessary to establish weekly meetings with the researchers, perform field research, organize semi-annual series of lectures with professionals in the private and public sectors, develop an agenda  for workshops in all participating cities involved with the university, identify representatives from the local public and society, organize annual conferences involving national network of researchers and systematize photographic documentation and mapping carried out during the research.

With the collected material it was possible to develop graphical analysis of maps and aerial photos in addition to urban and environmental legislation resulting on the production of specific texts.

Follows the adopted concept for the open space system as well as the results achieved so far.

Open Spaces System Concept

The open spaces system is understood as the set of all existing urban open spaces, regardless of their size, aesthetic, attributes, function or location. We consider every open space, public or private.

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The idea of system is constituted by full functional binding, since only public spaces are physically connected to each other, especially considering the road system. The drawings emphasize the buildings while the open spaces are considered as their negatives.

The land ownership structure affects the construction of the city and therefore of its public and private spaces. It also interferes in the form of these appropriations. So there are two categories of open spaces in terms of land ownership: the public and private.

The urban public open spaces are almost always linked together via the integrated network of pathways in which streets, avenues and alleys are physically connected and allow, in theory, the user access to both buildings and open spaces linked to them, but also for other public spaces such as squares, parks, etc.. Because of this integrative role, and considering the fact that much of everyday urban life occur in the set of routes, they can be considered as the most important public spaces of any city.

Public open spaces are unrestricted to all those within public ownership, with different degrees of accessibility and appropriation. In Brazil, using the property definitions established by the Civil Code, three types of public open spaces can be identified:

  • “Bens dominicais” – Dominicais – are public spaces suitable for transfer of ownership
  • “Bens de uso especial” – Special use – targeted to specific activities (school or a prison open spaces, for example).
  • “Bens de uso comum do povo” – Public use – spaces for public use (street, square, city park, the beach, etc.)

The public open spaces are a subsystem within the open spaces system. As stated in previous paragraphs, the main space is the street, a fundamental connection in the city, where important daily activities of urban society occur. Other types of spaces such as parks, plazas, promenades, boardwalks, urban forests, nature reserves, caves, informal soccer fields, lakes, beaches, etc.. complete this system.

The private open spaces are those embedded within particular areas with access not available or with special permissions granted for partial areas.

Such spaces form a subsystem inserted into the urban open space systems. Gardens, yards, parking lots, loading and unloading yards, private forest reserves, private soccer fields, business parks, etc.. part of this system, unlike the public spaces, only rarely are physically connected to each other, and are extremely fragmented and spread throughout the urban tissue. They are frequently isolated by walls and fences, usually inaccessible, trapped in the middle of city blocks, separated from the street by  building blocks.

The contribution of this subsystem to urban environmental demands varies but it is essential to confront the issues of drainage and slope stabilization due to the shortage of public spaces in the Brazilian cities.

They add up to the majority of private spaces as courtyards, corridors, between the existing buildings and crucial to the daily life of the population.

Sílvio Macedo, 2005

It is on these spaces that happen every day some of the recreational activities and domestic services such as washing and drying clothes, children’s games, the cultivation of plants, car parking, car washing, etc.. These activities are therefore complementary to the life that occurs inside the buildings.

We observed densely built lots and a high degree of land-sealing with excessive pavement of open spaces. For everyday conveniences, both owners and renters do not hesitate to reduce the existing open space on the lot. This behavior is independent of the use. It could be observed in residential, business, commercial or industrial uses. The private open space is handled as if it were only reserve for the future expansion of the building.

 

The landscape and the open spaces system

Landscape is understood here as the morphological expression of the transformation of physical space by the social and environmental changes within a given space-time.

The Brazilian city does not have a standard form and this fact can be determined primarily by the shape of the urban patches and for the insertion in these physical support that induce different landscapes.

Is defined as urban patches the built area contained within the perimeter of an urban sprawol, independent of the size and the extent of urbanization: village, city or metropolis.

Cities according to their urban patches can be presented in four different ways, namely:

I – linear – found within valleys embedded in middle of hills and high declivity slopes, sea and river borders and even along roadsides.

II – tentacular – structured by a compact core which irradiating arms of urbanization along street or water lines.

III – mixed – the most common type.

IV – compact – Elder cities, which originated from any of the three previously indicated ways, whitch growth will take a compact and continue form.

These denominations are mere references towards a more detailed classification in accordance with the open spaces systems and the whole of the urban sprawl.. They are:

I – Open spaces system within a compact urban spread, as in the cases of São Paulo and Belo Horizonte.

II – open spaces system within a fragmented and discontinued urban area, spread over two or more units, as in the case of metropolitan Campinas.

III – open spaces system within an urban area fully or partially discontinued by large scale natural elements, as the case of Rio de Janeiro and the Florianópolis insular territory.

IV – Open spaces system within a discontinuous urban area totally or partially fragmented by scattered natural elements, such as in Manaus and Palmas.

In the case of natural structures discontinuity, it results from the presence of various physical support elements such, estuaries, ponds and dunes or from woods or forests spreads.

Many of those formats may last as a result of growth impediments due to grades and water ways, even those modified by fast urban sprawl through areas with modest physical support elements, due to population growth and economic activities

Large metropolitan areas faced physical barriers to grow, like São Paulo dealing with the flooding of large areas along its river beds, or Rio de Janeiro, by means of landfills on the ocean shores, swamps and mangroves, altering its urban spread altered by technology, regardless of its physical support limitations

Each urban configuration presents a set of tissues and a specific open spaces system, with similar characteristics due to origins and cultural, urban, landscape and economic patterns. Previously mentioned images indicate systems components, with diverse urban tissues indicated as a blotch within a mesh of streets and traversed by green spots indicating parks and squares and blue strips for river basins.

Obviously, such schematic indications are simplistic, but provide available structural indicatives for a specific urban sprawl.

City boundaries format and its area are directly linked to access permeability of citizens to contiguous non urbanized spaces. It is easier to reach on foot open fields, wooded areas and neighboring hills in Santa Maria on Rio Grande do Sul due to its linear and narrow configuration than for a citizen of São Paulo, wide and compact, requiring several hours to do it.

Presented below are the maps resulting from the research of open spaces on target communities.

São Paulo-SP

Open Space Systems for the municipality of Rio de Janeiro and São Paulo

Sea coast linear cities, with compact urban areas, equally allow for easiness of access to the beaches for its inhabitants, such as in Vila Velha (ES) and Praia Grande (SP). In the case of Rio de Janeiro, also linear in configuration, the Tijuca range of hills hampers easy access from inland to the beaches, requiring tunnels and freeways to conquer those barriers.

Aerial view of Vila Velha, Espírito Santo. Photo: Silvio Macedo, 2007

 

Systems modes

Every Brazilian city has an open space system, resulting from the growth of the urban nucleus. Usually open spaces result from local land parceling practices resulting in street webs and public spaces, rulling out the possibility to define a priori, when and where open spaces for parks and plazas should be planned for, increasing the prevailing dependence on market variables to do so.

Standards for the constitution of open spaces, streets, avenues, parks and plazas, are rare. That leads to a non-egalitarian distribution of future public open spaces, totally dependents on future decisions on land parceling and destination of public spaces.

Only under fully planned urban situations, together with rigid control over implementation practices, either under government or private rule, it is reasonable to expect an equitable distribution of proposed types of open spaces. This has been the case for Palmas, Maringá, Brasília and Boa Vista. Nonetheless this appropriate distribution does not allow for articulation and complementarity between open spaces, as a quality system requires.

Under contemporary Brazilian urban practices, large private enterprises assume the role of providing for open spaces systems usually adequately qualified, but as a common fact, introduce highly controlled low accessibility, weakening and even hampering general and public use. Such enterprises are coming to life not only on capitals and big metropolitan areas, but also in midsize cities such as: São Carlos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos and Londrina, between other examples.

Open Space Systems for the municipality of  Ribeirão Preto, SP.

There is a growing market dependence on the constitution of open spaces systems, especially for the high classes. More and more condominiums and fenced parceled land are offered on the second decade of this century, intra or peri urban enterprises for vast urban areas, offered and sold as “green, quiet and safe”. On an informal and illegal format their restrict use and access inhibit the production of true public spaces.

As a result closed condominiums allow for an urban and social status symbol and the disavowal of public life spheres for contemporary cities on the beginning of this century. Enterprises keyed on higher classes include some adequate green coverage, treated gardens, ponds and equipments like pet shops, golf courses, spas and even churches and markets.

The remainder of the system is filled by private property of intra parcel and intra block spaces for private or collective restrict access, that are really significant parts of the open spaces for each city, and we can affirm that private action on the production of open spaces in Brazil is vast and includes all social classes, leading to the creation and management of their own open spaces individually and disconnected from the remaining urban tissue.

Belo Horizonte                                                                       Belo Horizonte

Open Space System                                                             Income

Open Space System and distribution of income for the city of Belo Horizonte. Source: Income Map was prepared by Prof. Dr Manoel Lemes da Silva Neto the other map were drawn by the research team SEL-Quapa

Thus, the formation of each system is dependent on the mode of urban space production and follows three basic formats:

  1. Formal or forecasted – rare, it is the case of planned cities, with Brasília and its satellite townships as the complete and most emblematic example; historic nucleus of railway era cities of the State of São Paulo, coffee era cities on the north of Paraná State, Palmas, Goiânia, Belo Horizonte old Downtown area, etc.

 

Open Space Systems for the municipality of Palmas, TO.

  1. Informal – the most usual comes to life as the urban tissue constitution, resulting from social actions of diverse urban space, public or private entrepreneurs. It deals with proposing urban schemes by adding new streets grids and land parceling, with public financing of street implementations and construction of other open spaces as, squares and pedestrian walkways. The grid is promoted by private initiative, state regulated or not as in the “invasions” of public land by favelas and clandestine land parceling.

Silvio Macedo, 2006

  1. Parcial –   in a distinct way from the usual informal processes, answering to a specific demand of an urban segment, such as in Barra da Tijuca in Rio de Janeiro, Riviera de São Lourenço in Bertioga (SP), of Pedra Branca condominium at Great Florianópolis, etc.

Open Space Systems for the municipality of Rio de Janeiro – RJ.

Aiming at the urban as a whole, resulting from an Urban Plan or open areas plan, that is, on top of a consolidated urban network, studies are made on open spaces demand, a plan is prepared and from that position action are proposed to increment the system. That is the case of the city of Campo Grande, by means of a 1980 plan identified and preserved areas for a linear parks system executed 20 years later, on the first decade of the XXI century.

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Open Space Systems for the municipality of CampoGrande – MS.

The qualitative increments of open spaces systems has been a reality for the first decade of the XXI century, expressed by the following points within the public sector:

  • Highlighting environmental issues on urban plans,      promoting a variety of open spaces dimensions, linked to the preservation      of natural resources. From those principles are created a number of      diverse linear parks, and preservastion and conservation areas.
  • Instituting urban environmental protection áreas      (APPs) as a sure fact. From the end of the XX th century the rules for the      implementation of rural APPs are validated for the urban environment,      inducing the recuperation of waterways, eliminating irregular occupation and      the return of vegetal border protections.
  • on amplifying actions on natural resources      conservation, like mangroves and urban forests, specially after the issuin      of 1988 Federal Constitution. Until them such actions were rare and      punctual and gear up for improvement since them. Considering the mentioned      facts under this item and the one before it, we have:
    • from 1990 on APPs and Conservation Units (UCs)       increase in numbers under various formats and sizes;
    • open spaces on a private       setting are upgraded in status under urban codes, on part of the       communities, with the resulting increase in demands to realize their       erxistence. Zoning legislation becomes an induction force on the creation       of private open sapces, specially os closed parcelments, as well as in       large scale horizontal and vertical condominiuns;
  • on setting up and maintenance of the integity      of conservation áreas and leasure systems, in order to protect hidric      networks;
  • on sizeble public investments for the      recuperation of áreas destined to house parks and environment protection,      invaded by low income population, specially those by the river      borderlines;
  • on various urban forestation projects and      programs, that nonetheless do not contribute in a more effective way with      the spatial and environmental constitution of spaces such parks and      squares and are limited by difficulties on finding adequate places for      tree planting on public spaces;
  • on the assumption that parks and squares have      become the most common public open spaces in Brazil, due to the growing      production of new parks, linear parks and treated seaside walkways or the      consolidation of a sport square as a standard for the investment in such      neighborhoods;
  • On seaside communities, beaches and seaside      lanes that might be attractive to domestic or foreign turism, receive makeover      efforts, bikeways and equipments for sports and gymnastics.

Side by side with all that, public spaces demand increases despite the existing “fear” syndrome. Urban space use conflicts abound on contemporary cities, highlighting dangerous areas and the exposure to physical violence and robbery on squares and beaches, but do not hinder the continuous increase in use of public spaces under new modes such as walking and skating, including in the poorest of the areas.

It is also noticeable the open spaces systems quality increase on the same period, considering the private sector production:

  • on the continuous increased presence of the      private significant actions on the production of urban open spaces in      Brazil involving every social substract, creating and managing their own      open spaces with a selfish approach and disconnected of the existing urban      network;
  • a large amount of open air activities occur      behind walls and it is very strong the presence of gyms, clubs and      shopping centers on dayly leasure;
  • decrease on intrapoperty open spaces;
  • On the introduction of low density, vertical      áreas, equiped with large áreas ocupied by colective leasure equipments;

Final Considerations

After 5 years of research it is possible to identify the theorethical-conceptual progress on the subject, primarily on the relationship between open space systems and the contemporary public environment. The research allowed for the stablishment of urban open spaces systems evaluation principles  together with the creation of criteria to propose rules and regulations on the open spaces systems qualification.

It is proper to pay attention to the fact that all procedures mentioned before were added to new others, perceived and processed by the national research network. The researchers commitement resulted in thesis, dissertations and involved a number of graduate students under scientific initiation programs;

Workshops as well as annual encounters of the research network, its researchers and public agents, promoted and allowed for the preparation of reference texts for the whole group and the overall Brazilian scientific community.

As a concrete result it was developed an evaluation process and a set of thematic maps on the subject of open spaces systems for the 25 cities included on the research. Concepts and methods were developed with and around the collective work incorporating regional nuances and dealing with cultural differences.

After the annalysis of brazilian cities we think that in order to reach urban spatial quality it is necessary the presence of generous urban open spaces, that is, beyond quantitative aspects, it is necessary that they be diversified, with good projects, answering to the variety of social demands as far as tree coverings, equipments and maintenance procedures. It has been identified that the public environment development is in need of easily accessible open spaces.

The research also considers that open spaces are essential to overcome the major environmental problems facing Brazilian cities and, simultaneously, open spaces are fundamental basis for the building up of a truly just and democratic society.

References

ARENDT, Hannah. A condição humana (1958). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

HABERMAS, Jürgen. The theory of communicative action (1981). Boston: Beacon Press, 1989.

LEFEBVRE, Henri. La Production de L’espace. Paris: Éditions Antrhropos, 1974.

MACEDO, Sílvio; CUSTÓDIO, Vanderli; QUEIROGA, Eugenio; ROBBA, Fábio; GALENDER, Fany; DEGREAS, Helena; SILVA, Jonathas M. P. da. Os sistemas de espaços livres da cidade contemporânea brasileira e a esfera de vida pública – considerações preliminares. In: ENCONTRO DE GEÓGRAFOS DA AMÉRICA LATINA, XII, 2009,  Montevidéu. Anais do XII EGAL, Montevidéu: Universidad de la República, 2009. Espaço de Diálogos.

MACEDO, QUEIROGA, CAMPOS, et al. Considerações preliminares sobre o sistema de espaços livres e a constituição da esfera pública contemporânea no Brasil. In: TÂNGARI V.R., ANDRADE R. de., SCHLEE M.B. (Orgs.). Sistemas de espaços livres:  cotidiano, apropriações e ausências. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009. p. 60-83.

MAGNOLI, Miranda M. E. M. Espaços livres e urbanização: uma introdução a aspectos da paisagem metropolitana. São Paulo: USP,1982. Tese (Livre-docência) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1992.

MAGNOLI, Demétrio. O Protocolo de Kyoto e terceira etapa da “ecodiplomacia.” Revista Pangea Mundo: Quinzenário de Política, Economia e Cultura. Seção: Relações Internacionais, ago. 2001. Disponível em: <http://www.clubemundo.com.br/ revistapangea/show_news.asp?n=56&ed=1> Acesso em: 7 ago. 2007.

MORIN, E. O método 1: a natureza da natureza. Porto Alegre: Sulina, 2008.

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Hucitec, 1996.


[1] The Design Department Laboratory of the Architecture and Urban Planning Faculty, covers issues related to landscaping, as open spaces and landscape studies.

Por um projeto de paisagismo acessível: Revista Casa Projeto & Estilo

Projeto publicado no Espaço Universitário da Revista Casa Projeto & Estilo (ano 3, no. 21)

Alunas:

Daiana Rada
Fátima Dionízio
Juliane Hemmel
Rose Alves

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

vista de várias ambientes à noite

Conceito

Com cerca de 300m², o segundo pavimento da cobertura duplex apresenta um projeto de paisagismo ousado para atender ao programa de necessides bastante extenso e diversificado da família que é composta por uma casal de empresários do ramo de entretenimento, dois filhos universitários (um deles ingressante em medicina e com deficiência funcional motora) e seus avós que apresentam mobilidade reduzida e tem uma intensa atividade social.

Os espaços do apartamento são utilizados praticamente todas as noites e finais de semana pelos filhos e pelos avós concomitantemente, situação esta que gerou a necessidade de setorização da planta.


Programa de Arquitetura

Fitness Room, Espaço das águas, Solarium e Spa, Jardim Vertical: sabores e aromas, Game Room, Área Gourmet, Sala de Degustação, Estar (fire place e mini golfe), Sauna, Sanitários.

Foram estudados e descritos os movimentos e atividades que serão realizados pelos clientes. Com isso, todos os assentos foram adequados à transferência do usuário de cadeira de rodas e também às necessidades de movimentação independente dos idosos alterando-se as alturas, encostos, apoios e densidade das espumas utilizadas nos mobiliários. Acessos, circulação, manobras, áreas de estacionamento e transferência do usuário de cadeira de rodas foram previstos gerando áreas e dimensões adequadas ao uso do cliente com conforto. Para o acesso  entre os andares, optou-se pela manutenção da escada original e também pela incorporação de uma plataforma elevatória elétrica com bateria de reserva que funciona como dispositivo de segurança para a falta de energia.

Espaço das águas

Revestimentos sortidos e atraentes como o vidro e pedras semipreciosas, conferem acabamento luxuoso ao espaço das águas. Muito além da natação, o local criado abriga espelhos d’água com profundidades diversas que, alternados com jardins e repuxos dágua, permitem vivenciar experiências diversas tais como tomar sol e refrescar-se na prainha, conversar entre amigos ou simplesmente relaxar usufruindo dos benefícios da cromoterapia e da massagem dos jatos de água que se encontram numa das paredes atrás dos bancos submersos na piscina. O acesso e a transferência para a área foi especialmente projetado com uma cadeira elevatória (elevador aquático) que permite a imersão na água com conforto e segurança tanto do rapaz quanto do casal de idosos em qualquer profundidade. A piscina foi dotada de corrimãos internamente à água para viabilizar o acesso para os distintas habilidades motoras.

Os assentos imersos ao lado do pequeno jardim que, além de local para contemplação da borda infinita e do som das águas em movimento, também foi dotado com jatos de água para hidromassagem. Buscando a harmonia entre corpo e mente, o projeto utiliza a tecnologia para fins também terapêuticos. Por meio do uso de luzes e cores vibrantes e relaxantes, os moradores usufruem dos benefícios da cromoterapia. No deck, os bancos em capitonê tornam o ambiente para conversas mais aconchegante ao som das águas que escoam pelos vasos ou que caem da borda infinita.

vista superior espaço das águas

Corpo e mente: solarium e spa num mesmo espaço

Para melhor atender a todas as idades e necessidades de cada morador, no deck modular foi colocada uma cama de massoterapia sobre uma plataforma elétrica elevatória, permitindo ajuste da altura que se adequa tanto para a massagem e fisioterapia quanto para o banho de sol. O som proveniente da cortina d’água e o perfume das flores plantadas no jardim vertical completam a tranquilidade do ambiente. O acesso se dá pela plataforma elevatória.

solarium e massoterapia

Jardim Vertical: sabores e aromas

Próximo a área gourmet, o jardim vertical além de atender àqueles que estão preparando os alimentos (plantio de diversas especiarias e temperos) na área gourmet, serve como terapia ocupacional para a avó que cultiva pequenas hortaliças em vasos suspensos. As dimensões e alturas da parede verde (entre 0.40m e 1.40m) facilitam tanto o alcance manual frontal da idosa quanto viabilizam o alcance manual lateral do rapaz sentado em cadeira de rodas.

horta vertical e estar ao lado da borda infinita

Estar entre amigos

Espaço multiuso que permite encontros descontraídos entre os jovens ao redor da lareira portátil elétrica para um luau ou simples bate papo. O local apresenta também uma cesta de basquete baixa e área de mini golf para partidas mais intimistas com tacos adaptados cujas dimensões se adequam ao rapaz em cadeira de rodas. No jardim laeral, vasos com espécies frutíferam completam o espaço para diversão. Nas paredes grafite com tema contemporâneo.

vista da área de estar entre amigos noite

Game Room

Com o objetivo de divertir e também colcaborar na redução do risco de declínio das funções cognitivas (memória e raciocínio), foi projetado um espaço com jogos eletrônicos que simulam movimentos de atividades físicas através de mecanismo de realidade virtual e tecnologias de rastreio e atuação. Os movimentos realizados desenvolvem as habilidades motoras melhorando o condicionamento físico, a percepção  e lógica proporcionando momentos de diversão e relaxamento tanto individualmente quanto em grupos sendo acessíveis para qualquer pessoa, tanto para aqueles com mobilidade reduzida quanto para pessoas com deficiências funcionais motoras.

vista estar entre amigos alta resolução noturna

Fitness Room

Com o objetivo de criar um treinamento específico para que o jovem alcance um excelente condicionamento físico por meio da flexibilidade, força, eficiência cardiovascular, resist~encia aeróbica e muscular localizada, o espaço foi dotado de aparelhos que trabalham o alongamento, coordenação motora, musculatira dos membros superiores e abdômen trabalhando bíceps e tríceps. Para os idosos, foram colocados aparelhos que simulam caminhadas além de rodas, eixos, roda de barra, pesos e alavancas que são indicados para o fortalecimento e flexibilidade muscular além da melhoria da coordenação motora.

Sala de Degustação de vinhos e adega

Espaço informal para receber os amigos e amantes de vinhos e queijos do casal de idosos, o local recebeu adega climatizada, gaveteiros refrigerados, pias e bancadas com alturas que atendem tanto ao jovem  em cadeira de rodas quanto aos amigos octagenários que celebram a vida com boas taças de vinho. Para indicar a localização dos vinhos, a adega foi dotada de um sistema automatizado que utiliza iluminação LED e cujos rótulos são dastrados e mapeados, funcionando como vinoteca eletrônica.

adega e sala de degustação vista noturna

Área gourmet

Prático e funcional, o projeto priorizou as manobras, acesso (alcance manual frontal e lateral) e aproximação da cadeira tanto para o rapaz quanto para o casal de idosos para a realização de cada atividade adequando-se alturas e dimensões de bancadas de apoio, gaveteiros refrigerados, churrasqueira, forno elétrico e cooktop.  O sistema de acionamento touch facilita o manuseio para as diversas habilidades dos usuários. Sofás e pufs com revestimento em tecido náutico conferem resistência às variações de tempratura e também charme pelo aspecto rústico.

Sanitários

Além da aproximação e alcance manual frontal previstos, as pias são acopladas a um sistema de barras de parede móvel que permite ajuste de alturas para os diversos usuários. Os misturadores são frontais e o sifão é articulado e flexível. Os espelhos foram inclinados a 10º para garantir a visibilidade do usuário em cadeira de rodas.

Especificação dos móveis e equipamentos utilizados no projeto

capa

Mapas táteis: levantamentos e organização de formulário

Publicado em 05/12/2012por

CENTRO UNIVERSITÁRIO FIAM FAAM
Curso de Arquitetura e Urbanismo: Escritório Modelo
Alunas: Carolina Aparecida de Sousa e Kesley Tonon da Silva
Tutor: Profª Drª Paula Katakura

  1. INTRODUÇÃO

O presente relatório tem por objetivo o levantamento de informações para elaboração da norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a confecção e projeto de mapas táteis para pessoas portadoras de deficiência visual.

Foi realizado o levantamento dos mapas já instalados na cidade de São Paulo e na cidade de Barcelona, a fim de se verificar suas principais características.

Foi realizado formulário para aplicação às empresas que fabricam, fornecem e/ou projetam mapas táteis, a fim de levantar as principais características dos mapas táteis elaborados pela mesma.

Ao término desta pesquisa, o objetivo é possuir informações suficientes para a elaboração da norma técnica, no âmbito do projeto, fabricação e conservação.

2.     APRESENTAÇÃO DO FORMULÁRIO

O formulário tem por objetivo o levantamento de informações junto aos projetistas e/ou fabricantes de mapas táteis.

As perguntas são relacionadas ao processo de fabricação, materiais utilizados e principais características com relação a sua aplicação, local de instalação, dentre outros.

Apresentação do formulário: clique aqui

3.    ANÁLISE DOS MAPAS LEVANTADOS

Foram realizados levantamentos durantes os meses de setembro e outubro de 2012. Os mapas selecionados estão instalados na cidade de São Paulo, no Brasil e na cidade de Barcelona, na Espanha.

Nas páginas a seguir estão apresentadas as principais informações referentes aos mapas analisados, bem como relatório fotográfico com seu atual estado de conservação e instalação.

3.1. Biblioteca de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:       30/09/2012
Localização                1º. Pavimento, Biblioteca Adultos
Acesso                         Difícil acesso, não há orientação e sinalização ao deficiente  de como  o mesmo poderá chegar ao mapa.
Conservação             Regular – faltam algumas letras e pontos do braile.
Material                      Suporte: Vidro; Base: PVC; Letras: Laminado melamínico e Metal (letras em Braille) Posição                       Horizontal
Fabricante                  Informação não disponível

Comentário geral       A biblioteca possui apenas o mapa de um dos seus pavimentos (1º. Andar). O mapa esta localizado próximo ao acesso principal do 1º andar, porém não há qualquer orientação sobre sua localização. Baixo contraste de cores, o que prejudica o seu uso por pessoas com baixa visão. Mapa documentado nas figuras 01, 02, 03 e 04.

Figura 01: Vista geral do mapa. Detalhe para a escada de acesso ao 1º. Pavimento à esquerda e ausência de demarcação e/ou sinalização para deficientes visuais.

Figura 01: Vista geral do mapa. Detalhe para a escada de acesso ao 1º. Pavimento à esquerda e ausência de demarcação e/ou sinalização para deficientes visuais.

Figura 02: Detalhe das letras do mapa. Ausência de algumas letras e pinos em braile.

Figura 02: Detalhe das letras do mapa. Ausência de algumas letras e pinos em braile.

Figura 03: Vista lateral do mapa. Detalhe do suporte de vidro e ausência de letras em caixa alta. Baixo contraste de cores entre a base e detalhes em relevo que representam o pavimento e seus setores.

Figura 03: Vista lateral do mapa. Detalhe do suporte de vidro e ausência de letras em caixa alta. Baixo contraste de cores entre a base e detalhes em relevo que representam o pavimento e seus setores.

Figura 04: Detalhe do pavimento. Baixo contraste dificulta o uso por pessoas de baixa visão. As áreas com placas em laminado inteiriças são vazios ou áreas sem acesso ao público.

Figura 04: Detalhe do pavimento. Baixo contraste dificulta o uso por pessoas de baixa visão. As áreas com placas em laminado inteiriças são vazios ou áreas sem acesso ao público.

3.2. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:          30/09/2012
Localização                   1º. Pavimento, Galeria tátil de esculturas.
Acesso                             Fácil acesso com sinalização tátil no piso do elevador até o mapa tátil (figura 05), porém o deficiente visual precisa de ajuda para chegar ao elevador, pois não há orientação e sinalização até ele.
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Gesso; Base: PVC; Letras: PVC em alto relevo e Metal (letras em Braille) Posição                           Inclinado
Fabricante                      Casa do Braille
Comentário geral       A Pinacoteca possui uma Galeria Tátil de Esculturas onde os deficientes visuais podem apreciar algumas obras (figuras 06), e é neste setor que está localizado o mapa tátil. O mapa apresenta contraste de cores que facilita o uso por pessoas com baixa visão (figura 07 e 08). Além do mapa a Pinacoteca deixa à disposição a maquete tátil do prédio e da sua localização (figuras 09, 10 e 11).

Figura 05: Vista da sinalização tátil entre o elevador e o mapa tátil

Figura 05: Vista da sinalização tátil entre o elevador e o mapa tátil

Figura 6Figura 06: Escultura presente na Galeria Tátil

Figura 07: Contraste de cores que facilita o uso do mapa pelas pessoas com baixa visão

Figura 07: Contraste de cores que facilita o uso do mapa pelas pessoas com baixa visão

Figura 08: Detalhe do Mapa Tátil

Figura 08: Detalhe do Mapa Tátil

Figura 9

Figura 09: Vista da maquete tátil do prédio da Pinacoteca

Figura 10

Figura 10: Vista da maquete de implantação do prédio da Pinacoteca

Figura 11

Figura 11: Detalhe da legenda tátil das maquetes

3.3. Mercado Municipal de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:     30/09/2012
Localização               Térreo, entrada pela Rua da Cantareira.
Acesso                         Fácil acesso, porém está localizado em uma entrada pouco utilizada.
Conservação             Bom.
Material                      Suporte: Metal; Base: Acrílico e PVC; Letras: Relevo das letras são recortes do PVC e Metal (letras em Braille)
Posição                       Vertical
Fabricante                  FMU
Comentário geral    O mapa tátil não é do prédio do Mercado Municipal e sim da sua localização (figura 12).Apresenta contraste de cores que facilita o uso por pessoas com baixa visão. Como as letras são formadas através de recortes no PVC não correm risco de descolarem, facilitando a manutenção (figura 13).

Figura 12: Vista do mapa tátil localizado no Mercado Municipal

Figura 12: Vista do mapa tátil localizado no Mercado Municipal

Figura 13: Detalhe do contraste de cores e dos recortes que formam as letras

Figura 13: Detalhe do contraste de cores e dos recortes que formam as letras


3.4. Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:         30/09/2012
Localização                  Recepção
Acesso                            Através de requisição na recepção.
Conservação               Bom
Material                         Suporte: não aplicável; Base: papel; Letras: não aplicável
Posição                           não aplicável
Fabricante                      Museu de Arte Moderna
Comentário geral       O mapa é um caderno que deve ser solicitado à recepção do museu. Ele apresenta um mapa geral do museu, indicando as diversas áreas, porém não há um mapa para cada exposição.  Além disso, o museu possui um jardim de esculturas que tem caderno com mapa tátil específico (Anexo I). O mapa possui contraste de cores, porém estas cores são utilizadas para definir a setorização do museu. O relevo é efetuado com equipamento braile e indica os contornos das paredes (figuras 14 e 15).

Figura 14: Página do mapa tátil no caderno.

Figura 14: Página do mapa tátil no caderno.

Figura 15: Página da legenda do mapa tátil no caderno.

Figura 15: Página da legenda do mapa tátil no caderno.

3.5. Metro Santa Cruz, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:       07/11/2012
Localização                Próximo ao bloqueio de entrada do Metrô.
Acesso                          Fácil acesso.
Conservação              Regular, algumas letras estão apagadas.
Material                       Suporte: Inox; Base: Acrílico e PVC; Letras: Tinta e Metal (letras em Braille).
Posição                        Horizontal
Fabricante                   Informação não disponível
Comentário geral     Como ocorre com o mapa tátil do Mercado Municipal, este apresenta a localização do Metrô na região e não os ambientes do prédio. Também apresenta um bom contraste de cores, as letras foram pintadas no mapa, e com a utilização estão sendo apagadas. Mapa documentado nas figuras 16, 17, 18 e 19.

Figura 16: Vista geral do mapa tátil do Metrô Santa Cruz

Figura 16: Vista geral do mapa tátil do Metrô Santa Cruz

Figura 17: Detalhe do mapa tátil com as ruas e quarteirões ao redor do Metrô Santa Cruz

Figura 17: Detalhe do mapa tátil com as ruas e quarteirões ao redor do Metrô Santa Cruz

Figura 18: Detalhe do contraste de cores e das letras

Figura 18: Detalhe do contraste de cores e das letras

3.8.          Caixa Forum, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:       13/10/2012
Localização                1º pavimento.
Acesso                         Fácil acesso.
Conservação               Excelente
Material                         Suporte: Metal; Base: Acrílico; Letras: Metal (letras em Braille).
Posição                           Inclinado
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Diretório tátil, apresenta descrição do Museu em letras do dicionário Braille.  Documentado nas figuras 20 e 21.

                                             

Figura 20: Detalhe do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 20: Detalhe do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 21: Detalhe do suporte do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 21: Detalhe do suporte do mapa tátil da Caixa Forum

3.9. Casa Batlló, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:          14/10/2012
Localização                    1º. pavimento
Acesso                             Difícil acesso
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Madeira; Base: Acrílico; Letras: Acrílico e Metal (letras em Braille). Posição                           Horizontal
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Não há contrastes de cores para utilização por pessoas de baixa visão, bem como texto em alto relevo, exceto braile. Além da planta do pavimento há o relevo da fachada principal. Com relação à localização, o mapa esta enclausurado em uma das salas do primeiro pavimento e não há sinalização tátil que leve o deficiente até o ambiente.  Não existem mapas de todos os andares. Mapa documentado nas figuras 22 e 23.

Figura 22: Mapa do primeiro pavimento. Indicação do percurso da exposição em alto relevo.

Figura 22: Mapa do primeiro pavimento. Indicação do percurso da exposição em alto relevo.

Figura 23: Vista do mapa tátil da fachada do prédio

Figura 23: Vista do mapa tátil da fachada do prédio

                                              

3.10. La Pedrera, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:       14/10/2012
Localização                 Pavimento térreo: Mapa 01,Ático: Mapa 02 e Maquete volumétrica
Acesso                             Fácil acesso
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Metal; Base: Gesso; Letras: PVC em alto relevo e Metal (letras em Braille). Posição                           Mapas inclinados e Maquete horizontal
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Os mapas estão localizados nos acessos principais dos pavimentos e indicam todas as entradas e saídas, bem como o programa de cada um dos pavimentos. Todos os desníveis são indicados com relevo no mapa. As cores são contrastantes em apenas no mapa 02 (figura 25). A maquete da fachada permite que o deficiente possa através do tato identificar a volumetria do edifício (figura 26). Mapa 01 documentado na figura 24.

Figura 24: Mapa 01 - Mapa tátil do pavimento térreo.

Figura 24: Mapa 01 – Mapa tátil do pavimento térreo.

Figura 25: mapa 02 - Mapa tátil do ático, detalhe para as cores contrastantes.

Figura 25:mapa 02 – Mapa tátil do ático, detalhe para as cores contrastantes.

Figura 26: Maquete volumétrica do edifício.

Figura 26: Maquete volumétrica do edifício.

3.11. Parques, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:           15/10/2012
Localização                     Entrada dos parques:
Acesso                               Fácil acesso
Conservação                   Parc de L’ Estació Del Nord: Bom; Parc Del Centre Del Poblenou: Regular, apresenta sinais de vandalismo; Park Guell: Bom
Material                           Suporte: ConcretoBase: Metal e PVC; Letras: PVC em alto relevo e Metal (; letras em Braille). Posição                            Vertical
Fabricante                       Informação não disponível
Comentário geral        Há uma padronização dos mapas táteis para os parques da cidade de Barcelona. O mapa tátil possui contraste de cor adequado e apresenta a localização dos ambientes dentro do parque (figuras 27, 28, 29 e 30).

Figura 27: Vista do mapa tátil do Parc de L’ Estació Del Nord

Figura 27: Vista do mapa tátil do Parc de L’ Estació Del Nord

Figura 28: Vista do mapa tátil do Parc Del Centre Del Poblenou

Figura 28: Vista do mapa tátil do Parc Del Centre Del Poblenou

Figura 29: Vista do mapa tátil do Park Güell

Figura 29: Vista do mapa tátil do Park Güell

Figura 30: Detalhe do mapa tátil

Figura 30: Detalhe do mapa tátil

CONCLUSÃO

Avaliando as condições dos mapas instalados no Brasil, constatamos em muitos deles um processo artesanal de fabricação e uma grande diversidade de materiais empregados em sua confecção.

Os mapas táteis na Espanha, já apresentam uma padronização, principalmente quando são elaborados por órgãos do governo.

Com relação à conservação, o estado de conservação é adequando na maioria dos casos analisados. Com relação à resistência a intempéries, nenhum mapa levantado na cidade de São Paulo apresenta resistência.

Chegaram os novos blogfólios da turma de Design de Interiores FIAMFAAM: 2012

A cada ano, nossos alunos são convidados a incorporar novidades aos seus portfólios acadêmicos. Desta vez, além da apresentação de uma série de documentos que retratam sua trajetória profissional ainda na faculdade, alguns widgets tais como “Minha TV”, Twitter e Página profissional no Facebook destacaram-se.

Com essas novidades, além de alavancar a visibilidade de seus trabalhos em função dos novos pontos de conexão da rede, seu perfil profissiográfico ficou mais completo com os vídeos criados por eles mesmos no youtube associados à busca de assuntos correlatos no twitter e nas comunidades da facebook .

Se você tiver interesse sobre o assunto, acesse também:

Como iniciar seu blogfolio
Com que avatar eu vou?

Relação de alunos:

Aline Santos Interiores

Amanda Goncalves

Ana Julia Ribeiro

Ana Paula Novaes

Andrea Ligia

Barbara Cabral

Barbara Petry

Bruna Lisboa
Bruna

Criscia Pedrosa

Isabel Corsoimg_8588a

Isabela Friches

JBranptomJP

Karoline Gaiardo

Santeinteriores

Cristina Saraiva e Vanessa Ely

Algumas reflexões sobre valores, comportamentos e projeto para pessoas com deficiências funcionais

Não é muito do meu feitio, mas achei que seria importante postar algumas reflexões que fiz sobre algumas questões que permeiam meu cotidiano de aulas e que, de certa forma, foram objeto de entrevista de um jornalista, (cujo trabalho respeito e admiro muitíssimo) que escreve sobre o universo de pessoas com deficiências.

Logo “de cara”, ele afirmava que as pessoas estão “acostumadas” a determinadas arquiteturas sem pensar nas pessoas com deficiências que, por sua vez, passam despercebidas na sociedade. Logo depois, pedia para que eu discorresse sobre o assunto.

Homem Vitruviano (Leonardo da Vinci)

Não vou negar: empaquei na hora.

Como assim, estão “acostumadas”? Como assim, “despercebidas” por nós? Arquitetos? Desde quando?

Com o objetivo de responder de forma o “mais soft possível”, decidir “ir a fundo” no significado da palavrinha “acostumadas”. Isso significa que fui, de forma breve, contextualizar valores sociais vinculados às ações e comportamentos para com as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência funcional.

Deixo aqui, parte do material que pesquisei. É uma forma de me colocar sobre o assunto e expor aos meus alunos o que penso.

Contextualização das questões

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que cada pessoa é reflexo do mundo onde se encontra. Materializamos em nossos pensamentos, em nosso jeito de ser, decisões, atitudes e comportamentos que refletem os valores inerentes ao local e à época em que vivemos. Podemos até não concordar, mas aprendemos a ser humanos junto com outros humanos.

A despeito do caráter ou do livre arbítrio, nossas decisões são pautadas pelas tradições e valores morais, intelectuais e até espirituais dos grupos dos quais fazemos parte. Se algo não está no nosso foco de atenção ou não é prioridade, ou não é, provavelmente, um problema direto que nos afete: isso quer dizer que não será sequer notado, pois não tem significado palpável, concreto nem para o indivíduo e nem para o grupo social predominante.

Somos sensibilizados apenas por aquilo que somos capazes de compreender como problema. Estamos imersos numa cultura, num contexto social.

Neste momento, faço uma nova pergunta: quando foi que a acessibilidade para pessoas com distintas características físicas (alta e baixa estatura, com obesidade mórbida ou anorexia, grávidas ou idosos) e também com deficiências funcionais ou estruturais do corpo (aquelas que limitam ou ainda restringem o desenvolvimento de atividades e a participação da pessoa) transformou-se em pauta que permeia as discussões contemporâneas brasileiras e mundiais? Porque isso aconteceu?

O final do século XX foi palco de um conjunto de ações sociais que levaram a mudanças de paradigmas e por conseqüência, revisão de várias posturas, conceitos e ideologias em especial ao que diz respeito às premissas do desenvolvimento:

Mudança na maneira de pensar sobre o desenvolvimento: economista e planejadores de desenvolvimento acreditavam que o crescimento econômico seria o princípio para a erradicação da pobreza mundial.

Primeiro porque com o crescimento das forças de mercado, haveria geração de empregos, salários, consumo, entre outros e a riqueza se distribuiria inevitavelmente.

Segundo porque os Estados, com maior arrecadação, iriam concentrar seus esforços no atendimento das necessidades básicas dos pobres ampliando seus benefícios;

Terceiro porque acreditava-se que o destino dos pobres não deveria ser a preocupação principal de mercado e governos pois, com o acúmulo do capital, e construção de infraestruturas associados à capacidade produtiva do mercado ocorreria naturalmente uma melhoria posterior na situação dos pobres.

O modelo do capitalismo pautado na eficiência, eficácia e geração de lucros não se mostrou suficiente para responder às desigualdades sociais. A revisão do modelo de desenvolvimento ocorre ao longo da década de 80.

O desenvolvimento deixa de ser um fim em si mesmo e passa a ser medido a partir do ser humano. Surge o conceito de desenvolvimento humano cujo enfoque pautava-se na melhoria das condições humanas.

A década de 90 presenciou a publicação do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. O desenvolvimento humano foi definido como um processo de ampliação das escolhas humanas, não limitado apenas a diferentes tipos de produtos como utensílios domésticos, roupas, etc., mas a escolhas mais importantes, tais como de empregos, educação e lazer.

O desenvolvimento humano tem por princípio a formação das potencialidades humanas, tais como saúde, conhecimento e habilidades, e o uso destas potencialidades pelas pessoas por meio de suas habilidades e vontades aplicadas em atividades políticas, sociais ou de lazer como exemplos. Questões associadas aos direitos civis, políticos e equidade, permeiam todos esses fatores. Para que o desenvolvimento humano possa ocorrer é preciso associar fatores tais como crescimento econômico, desenvolvimento de recursos humanos, direitos humanos, paz e segurança além de sustentabilidade.

– A partir da nova premissa, o Desenvolvimento Humano cria a demanda por equidade, ou ainda, a busca por justiça e igualdade a partir de critérios que levam em conta os valores morais vigentes, o regime político e os princípios gerais do Direito de cada país.

– A disseminação da informação, agora mais rápida e abrangente, facilitou a disseminação de conteúdos globais no âmbito dos direitos humanos e cidadania.

– A maior mudança social ainda na década de 80 foi a revisão do conceito de cidadania que passa a reivindicar não apenas o direito á habitação, saúde, trabalho, lazer, etc., como também direitos políticos e o direito da autorrealização, incluindo nos debates contemporâneos questões ligadas aos direitos sociais.

– Mudaram também os agentes sociais. Se até pouco tempo as decisões públicas e de cidadania eram tomadas pelos governos e Estados, verdadeiros monopólios, hoje essas mesmas decisões são compartilhadas com novos agentes oriundos do terceiro setor (sociedade civil organizada) a partir de um exercício coletivo, disperso, fragmentado com ideais muitas vezes difíceis de serem alcançados. Trata-se de uma construção social ampla, cuja necessidade do diálogo, da tolerância, do respeito às diferenças tornam-se mais imperativas, buscando mitigar possíveis efeitos adversos a determinados grupos, mas com soluções cada vez mais consensuais e democráticas.

A pessoa com deficiência: uma contextualização necessária das problemáticas que envolvem o tema

É nesse contexto, na busca pela autorrealização e também dos direitos políticos, civis, é que se expressam as várias minorias não atendidas em suas necessidades nem pelos Governos e Estados (primeiro setor) e nem pelos mercados (serviços, comércios, indústrias, agriculturas, etc.): surgem como novos agentes sociais, as pessoas com deficiência que, organizados em ONGs, institutos, fundações, etc., buscam a equidade lutando por seus direitos civis e sociais.

Ações pontuais para atendimento das pessoas com deficiência sempre ocorreram de forma fragmentada até praticamente o final do século XX. As décadas de 70 e 80 presenciaram a mudança no entendimento social e no tratamento das pessoas com deficiência. Num primeiro momento, a sociedade associava os conceitos de deficiência e doença como se fossem sinônimos.

A própria OMS – Organização Mundial da Saúde, com o objetivo de conhecer mais sobre as conseqüências das doenças publicou em meados da década de 70 a Classificação Internacional de Deficiências,Incapacidades e Desvantagens (CIDID), título este que carrega uma conotação negativa. Paralelamente a esta fase, a visão assistencialista de conotação religiosa gerava sentimentos os mais diversos nas pessoas: as ações vinculadas à caridade eram alimentadas predominantemente pelos sentimentos de piedade e dó.

Mais recentemente, a OMS revisou vários dos conceitos da CID substituindo-a pela CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade. Nela, a incapacidade e a deficiência são avaliadas a partir do contexto ambiental onde as pessoas vivem. Significa que um local de vida pode, a partir das suas características físicas, por exemplo, impor limitações ou restrições a usuários com algum tipo de deficiência estrutural ou funcional do corpo interferindo na qualidade de vida e no relacionamento social do indivíduo. Arquitetura deficiente, como diria minha querida Thais Frota.

Questões e problemáticas vinculadas à pessoa com deficiência passaram a incorporar a agenda de discussões sociais há poucas décadas, embora ações pontuais tivessem permeado todo o século XX tanto no Brasil como no mundo. De maneira mais sistemática e no bojo de reivindicações por uma cidadania mais ampla para além do atendimento das necessidades básicas, vários grupos sociais não atendidos pelas políticas públicas dos Governos e do mercado, fizeram-se agentes de sua própria mudança buscando a equidade, lutando por seus direitos civis e sociais.

Muito se fala da falta de “sensibilidade” dos diversos segmentos sociais para as causas que envolvem pessoas com deficiência. Causas mais do que justas e cujo atendimento é premente, pois afetam diretamente a autorrealização, o desenvolvimento de atividades cotidianas de vida e a participação social do indivíduo.

Mudanças de comportamentos sociais, de atitudes e mentalidades construídas culturalmente ao longo de várias gerações, demandam educação e, portanto, tempo para sua compreensão, assimilação e conseqüente geração de mudanças.

A inclusão hoje encontra-se no âmbito dos direitos civis e da cidadania. Com a revisão do conceito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a deficiência sai da Classificação Internacional de Deficiências,Incapacidades e Desvantagens e vai para a Classificação Internacional de Funcionalidade. Nessa nova classificação, a incapacidade e a deficiência são avaliadas a partir do contexto ambiental onde as pessoas vivem. Significa que um local de vida pode, a partir das suas características físicas, por exemplo, impor limitações ou restrições a usuários com algum tipo de deficiência estrutural ou funcional do corpo interferindo na qualidade de vida e no relacionamento social do indivíduo.

Todo este quadro aponta para a necessidade de adaptação mas abrangente.

Se Governos, mercados e sociedade precisam de tempo para assimilação dos direitos civis e políticos da pessoa com deficiência, nossas arquiteturas também precisam de tempo (edificações e espaços anteriormente construídos) para passar por adaptações para novas e tão necessárias demandas dos novos agentes, cidadãos conscientes de seus direitos sociais.

O espaço físico é apenas um dos ítens que deve ser tratado, como exposto anteriormente.

Apesar do senso comum contemporâneo apontar arquitetos e demais profissionais da construção civil como vilões da acessibilidade, podemos afirmar que que a responsabilidade pelo situação que hoje encontramos encontra-se compatilhada em diversos agentes e setores.

Todos os projetos para edificações, atendem obrigatoriamente a normas, códigos e legislações edilícias, padrões de ocupação e construção previstos em legislações urbanístcas, normas de segurança contra incêndios, além de responder conceitual e espacialmente à demanda do contratante seja ele instituição pública ou privada das épocas em que foram projetados e construídos. Projetamos sonhos, é bem verdade.

Arquiteturas belíssimas… mas sem o atendimento às leis , normas e códigos nenhuma edificação tem a autorização de funcionamento chancelada pela fiscalização pública responsável.

Isso precisa ser dito.

 

Levantamento e diagnóstico: praças de Vila Mariana

Este trabalho é parte de um acordo de cooperação técnica realizado entre a subprefeitura Vila Mariana e o escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM (2011/2012/2013) e prevê o levantamento, diagnóstico e proposta de projeto para um conjunto de logradouros públicos do bairro. Os levantamentos foram realizados a partir de planilha fornecida pela PMSP e também pela ficha de visita técnica do projeto QUAPA-SEL – Quadro do Paisagismo no Brasil chefiado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo (Laboratório da Paisagem, FAUUSP).

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Praça Adib Zarzur

Praça Alexander Robert Gate

Praça dos Aranas

Praça Benajmim Reginato

Praça Caetano Manzi Sobrinho

Praça Comunitária

Praça Cõnego Olavo Braga Scardigno

Praça Cora Coralina

Praça Coreia

Praça Damásio Paulo

Praça Emilinha Borba

Praça Eng. Costa Gama

Praça Etienne Alegrain

Praça Francisco Perseguim

Praça Dona Júlia (ainda sem nome oficial)

Praça Giordano Bruno

Praça Guacunduva

Praça Guaraci

Praça Yolanda Poyares, Praça Dr. Alfredo Ramos (Relatório: Praças  Vila Mariana e Tabela: localização das praças)

Praça Kant

Praça Kenishi Nakagawa

Praça Lasar Segall

Praça Lions Club

Praça Lucinha Mendonça

Praça Menotti Del Picchia

Praça Michie Akama

Praça Moises Kuhlmann

Praça Mokiti Okada

Praça Monteiro dos Santos

Praça Nossa Senhora Aparecida

Praça Otávio Braga

Praça Osvaldo Cruz

Praça Pascoal Rodrigues

Praça Péricles Maciel

Praça Prof. Jairo de ALmeida Ramos

Praça Prof. Rossini Tavares de Lima

Praça Renato Ynama

Praça Riolândia

Praça Ronald Golias

Praça Rosa Alves da Silva

Praça Salan Saliby

Praça Santa Margarida Maria

Praça São Franscisco da Glória

Praça Vicente Rao

Praça Waldemar Marchetti

Praça Washington Gomes Campos

Largo da Batalha

Largo do Infante

Largo Mestre de Aviz

Largo Senador Raul Cardoso

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – 2012

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – 2012

Literalmente COPIADO na íntegra com a ciência e anuência da LARISSA SANTOS :)))

Oi, gente!

Estamos comemorando uma data bem especial e representativa nas nossas atividades: o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência!

Celebrado no dia 21 de setembro, esse dia existe para nos fazer refletir sobre a verdadeira batalha que as pessoas com deficiência passam todos os dias com privação dos seus direitos. Não é difícil de imaginar se fizermos uma busca interna e nos perguntarmos: quantas vezes paramos “rapidamente” em uma vaga de estacionamento exclusiva? Quantas vezes reformamos os buracos e tiramos as plantas do meio da nossa calçada? Quantas vezes vimos semáforos com sinal sonoro para que um cego atravesse a rua com segurança? E, o pior, quantas vezes olhamos para essas pessoas e ignoramos completamente qualquer potencial de inteligência, força e beleza delas?

Nunca é tarde, nossa luta ainda é recente, mas está avançando bravamente! Ainda dá tempo de conscientizar, respeitar e procurar novas formas de incluir todas as pessoas nas atividades comuns do nosso cotidiano. Os motivos para lutar são muitos: acessibilidade, medicamentos, educação… Enfim, quanto mais propagarmos nossos ideais, mais chances tempos de alcançar nossos objetivos. Contamos com você, divulgue nossa luta. Conheça mais neste vídeo que preparamos com carinho, junto com o Blog  Acessibilidade na Prática, para comemorar o dia 21 de setembro.

Este vídeo possui uma versão com audiodescrição. Se precisar, acesse o link Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (com audiodescrição). O vídeo também dispõe de legenda oculta para ativação, caso necessite.

Assista aqui o vídeo pelo youtubeem seu navegador.

No dia 21, às 20h00, faremos um twittaço para colocar #DiaDeLutaDaPcD nos TT’s do twitter. Com a ajuda de vocês a sociedade vai enxergar essa luta e perceber que precisa respeitar o direito de TODOS. Vamos participar!!! Podemos twittar o vídeo ou qualquer chamada durante todo o dia com essa hashtag. Então, nos encontraremos pelo #DiaDeLutaDaPcD

Contamos com vocês!!!

:)