Porta para quê?

Portas que atendem as medidas mínimas da norma, podem dificultar o acesso (Foto: Divulgação)

Por: Helena Degreas*

“Quem casa, quer casa”, diz um velho ditado. Como não estavam dispostos a continuar morando na casa dos pais, os dois enamorados decidem investir suas economias num sonho: ter sua própria casa. Rasparam até o último centavo de suas poupanças e contas bancárias; venderam o carro e deram entrada em um financiamento à perder de vista… feitas as contas, vislumbravam o prazo da última prestação – se tudo desse certo, muito provavelmente seus netos estariam dormindo numa casa já quitada…

Móveis comprados, entrega agendada e, com as chaves na mão, foram receber os móveis e organizar os ambientes. Pela porta principal passaram as cadeiras, tapetes, louças… passou até o piano de armário presente de uma tia solteira. O pobre veio deitado de lado no elevador. Desafinou inteiro, mas “tudo bem”, pensou a moça, “depois mando alguém afiná-lo… ele é bonito e quem sabe ela poderia aprender a tocá-lo um dia”.

Chega o sofá. “Doutora, tem um probleminha aqui.” A moça interrompe a arrumação dos armários, e vai de encontro ao rapaz. “Não passa, doutora.” “Não passa o quê?”, pergunta ela. “O sofá, doutora, não passa na porta.” Ela pede para tentar pela porta da sala. Não passava também. Inicia-se o calvário. Atentamente, os dois jovens leem o manual técnico e encontram: 96mm x 292mm x 132mm. Assustados, vão atrás de um conhecido, arquiteto, procurando decifrar o enigma. “Isso mesmo, está correto.” Pergunta o rapaz: “mas como assim, não passa pela porta. Isso é certo”? Reafirma: “As portas atendem as medidas mínimas da norma… ou são de 90mm, ou de 80mm ou de 70mm.… sinto informar, mas tanto o projeto como a construtora estão corretos…”

Percebe então que não só o sofá retrátil de canto (esse era o nome da coisa) não passava pela porta, como também nenhum dos eletrodomésticos profissionais que haviam à duras penas, adquirido. “Quem mandou gostar de cozinhar? Quem mandou gostar de receber pessoas?”, ruminava consigo mesma.

Transtornada, a jovem vai em busca das normas técnicas. Encontra uma norma: a NBR 15930 (2011) – Portas de madeira para edificações. Logo de cara, depara-se com as ‘Definições Gerais’. Pensa: “e precisa definir o que é porta? Será que as pessoas não sabem o que é uma porta? Será que nem todas as culturas do mundo ou povos da terra precisem de portas?”. Mais adiante, lê: “componente construtivo cuja função principal é de permitir ou impedir a passagem de pessoas, animais e objetos entre espaços ou ambientes”. Pois é. Ali estava a resposta. Matou a charada. Se portas tem duas funções principais – permitir a passagem ou impedir a passagem… significava que eles tinham comprado um apartamento cuja função principal das portas era, aparentemente, a de impedir a passagem…

Indignada, foi buscar no porteiro, situação semelhante à que estava passando. Soube então da história de dona Antonieta. Idosa e já com dificuldade de locomoção, passou do uso de bengala, para o uso de muletas e logo depois para o uso do andador rígido. Desta condição, foi direto para a cadeira de rodas. A partir de então, alguns cômodos da casa já não eram mais utilizados por ela e sequer vistos, situação essa que a deixava profundamente incomodada. A reforma tão necessária, fiou para depois, dada a crise econômica brasileira. Estupefata, a jovem questiona: “ela não pode mais usar a casa toda? Pagou por ela e não usa?”

No que responde o porteiro: “parece que não, dona…”, e continua a prosa: “ela só ficava muito, mas muito brava, quando os netos chegavam”. Assustada, a moça pergunta: “brava com os netos? Eram danadinhos? Bagunceiros? Barulhentos?”. “Não”, responde enfaticamente o porteiro. “Ela pegou raiva do apartamento.”

E continuou: “ela não conseguia dar boa noite direito… como a cadeira não passava pelas portas dos banheiros e ela enganchava nas portas dos quartos, ela não conseguia mais dar beijo de boa noite ou embrulhar os netinhos com as cobertas durante as noites frias…”. Penalizada com a história da vovó Antonieta e já conformada com o desmonte das suas portas, ela pergunta: “e que fim levou a dona Antonieta?”, ansiosa por saber o final da triste história. “A dona Antonieta?”, pergunta o porteiro. “Ela está ótima! Vendeu o apartamento e comprou outro. Ficou esperta! Mandou fazer as portas todas largas! De correr! Agora ela vai pra lá e pra cá na casa toda. Consegue até brincar de pega-pega com as crianças por todos os cômodos.” Um pouco mais animada e já terminando a conversa, a jovem pergunta: “e o apartamento dela? Já foi comprado?”

De pronto, responde o porteiro: “foi sim! pela senhora”.

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, está a arquiteta Helena Degreas em um retrato preto e branco. Helena tem cabelos loiros, ondulados, um pouco abaixo dos ombros. Ela está com o corpo de lado e com os braços cruzados. Helena usa uma blusa branca, com botões.Fim da descrição.
Foto: Divulgação

*Helena Degreas é arquiteta e atua como professora do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário. Leciona nas áreas de Design Universal e Planejamento Urbano.

 

FONTE: ACESSE PORTAL

Políticas Públicas, planos diretores, representação e participação: algumas questões para iniciar nossos trabalhos

Começarei nossa apresentação de hoje com algumas provocações que tem por objetivo iniciar nossas pesquisas, debates e reflexões acerca dos instrumentos regulamentados pelo Estatuto da Cidade e que estabelecem, no âmbito dos Planos Diretores Municipais, as ferramentas necessárias para a gestão democrática, garantindo a participação da população urbana em todas as decisões de interesse público – ou ainda, dos destinos das cidades onde vivemos nossas vidas cotidianas.

A inspiração para o tema de hoje:

“… Em termos gerais, políticas urbanas correspondem ao conjunto das políticas públicas e das ações do poder público sobre processos urbanos. Implicam portanto, um conjunto de metas, objetivos, diretrizes e procedimentos que orientam a ação do poder público em relação a um conjunto de relações, necessidades ou demandas sociais, expresso ou latente nos aglomerados urbanos. Assim, as políticas públicas… tem por objeto as demandas e práticas sociais que se expressam e ocorrem, sobretudo, no nível das questões locais que afetam a vida cotidiana da população…” (ALVIM et al 2010: 13)

A questão:

De que forma você, eu, nossos vizinhos somos representados em nossas vidas urbanas, como cidadão na cidade em que moramos? quais são os instrumentos urbanísticos que temos disponíveis para nos representar e que constam do Plano Diretor de sua cidade? e quando os instrumentos não são capazes de nos representar?

Mais uma inspiração para o dia de hoje:
Essas imagens parecem agradáveis para você? vocês conseguiriam morar nas redondezas desse lugar?
Trata-se de uma área verde no centro da cidade de Goiânia. Chama-se Lago das Rosas e seu entorno está passando por processo de adensamento construtivo como prevê o Plano Diretor da Cidade e que foi consolidado em 201o.

Fonte: Acervo QUAPA-SEL II, Lago das Rosas, Goiânia, 2016.

Eu moraria tranquilamente nesse bairro: as avenidas são largas, há transporte público disponível e pouco utilizado, o lugar tem toda a infraestrutura de uma cidade e tem bons equipamentos públicos como escolas, postos de saúde e afins. Tem a questão do calor que é inviável no verão (pelo menos para mim) mas, um bom programa de arborização das largas calçadas, resolveria parcialmente o problema vez que há centenas de áreas vegetadas na cidade espalhadas de forma igualitária. Os preços por metro quadrado de venda e locação representavam à época 30% daqueles praticados na cidade de São Paulo para localização equivalente e e para padrão construtivo.

Agora vamos aos fatos:
Consolidado em 2010, no Art. 50 das Normas Genéricas da Edifícação, Capítulo I, o Plano Diretor da Cidade dispõe de alguns parâmetros urbanísticos para edificação a partir de seus afastamentos. Vejam, o que acontece ao local:

Fonte: Acervo QUAPA-SEL II, Lago das Rosas, Goiânia, 2016.

O plano Anteriormente citado é recente e prevê, com alguns vetos (que eu discordo), a participação popular na forma de associações populares e conselhos gestores de políticas públicas. O que é e como funciona? vamos apresentar brevemente, um instrumento previsto no Estatuto das Cidades e que atende ao Art. 182 da Constituição Federal de 1988.

  • Conselhos Participativos Municipais cuja criação atende ao art. 2º, § 1º do Decreto nº 54.156, de 1º de agosto de 2013, diz:

    “O Conselho Participativo Municipal é um organismo autônomo da sociedade civil, reconhecido pelo Poder Público Municipal como instância de representação da população de cada região da Cidade para exercer o direito dos cidadãos ao controle social, por meio da fiscalização de ações e gasto públicos, bem como da apresentação de demandas, necessidades e prioridades na área de sua abrangência” Fonte

  • Outra ações em que a população foi convidada a participar.Entre atividades participativas presenciais é possível desenvolver seminários, oficinas, audiências públicas e diálogos com segmentos e criar, como no caso de São Paulo, as Plataformas Participativas Digitais. Fonte **

E quando as representações existentes no aparato institucional não são suficientes para representar a todos os interesses e demandas existentes?

Vamos apresentar algumas manifestações de coletivos que reivindicam cidades cujas políticas urbanas atendam às demandas de grupos específicos como usuários de bicicletas ou ainda aqueles que defendem cidades caminháveis. Um deles inclusive, foi organizado por alunos de um curso de arquitetura local com a participação de vários atores contra uma situação que incomodava a todos: uma esquina mal cuidada apresentando perigo de atropelamento.

Hoje, dada a questão do tempo, não esgotaremos o assunto vinculado às insurgências urbanas. Entendemos o conceito como manifestações populares presenciais ou digitais ou ambas, com o aparecimento de novos atores e que envolvem questões espaciais, colaborando na ressignificação dos espaços da ruas, calçadas, praças e que se manifestam das mais variadas formas, entre elas protestos em várias cidades contra despejos, gentrificação e violência policial, por moradia, por espaços de lazer, transportes, direitos civis, sociais e ambientais; por vezes virulentas, inclusive, atingindo os centros de poder político e econômico e produzindo efeitos em escala há tempos desconhecidos; em toda parte, corpos nas ruas e formas virtuais de engajamento vêm transformando a cidade em universo altamente disputado. Fonte inspiradora

O papel da Associações Civis sem Fins Lucrativos, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e demais formas de representação de questões de grupos: ONGs, OSCIPs muitas vezes autodenominadas Coletivos Urbanos.
Estudo de caso: Parklets em São Paulo

Quando e Onde Surgiram?

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O que os grupos  organizados em associações diversas conseguiram ao representar a população por meio de ações culturais, urbanismo tático e manifestações diversas na cidade?

Chamar a atenção para condições de caminhabilidade urbana, para a necessidade de criação de extensões sociais nas tão estreitas calçadas brasileiras mesmo que na forma efêmera. Em São Paulo, o Decreto nº55.405 regulamentou a criação dos ‘parklets’ na cidade, espaços temporários de lazer instalados sobre vagas de estacionamento em espaços públicos destinadas aos automóveis.

Para finalizar, deixo aqui o trabalho de alguns alunos que foi realizado em outubro passado e que, juntamente com a subprefeitura Vila Mariana (atual Prefeitura Regional Vila Mariana), residentes do local, instituição de ensino e alunos de vários semestres conseguiram realizar.

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Se vocês quiserem conhecer mais sobre ações de urbanismo tático em ambiente acadêmico leiam:

A cidade como sala de aula

* Como surgiram os conselhos
A Constituição de 1988 (CF/1988), por meio de diversos artigos, definiu a participação social como necessária em algumas políticas específicas, e abriu espaço para a reinvindicação da partilha de poder nas mais diferentes áreas
  • Alguns dos conselhos foram criados a partir da regulamentação destas políticas constitucionalmente previstas, como o de saúde, assistência social e direitos da criança e do adolescente.
  • Outros conselhos são resultado de demandas por participação em políticas para as quais ainda não tinham sido construídos sistemas nem institucionalidades específicas, como é o caso da segurança pública.
O que são os conselhos?
  • Os conselhos de políticas públicas são aqui entendidos como espaços públicos vinculados a órgãos do Poder Executivo, tendo por finalidade permitir a participação da sociedade na definição de prioridades para a agenda política, bem como na formulação, no acompanhamento e no controle das políticas públicas.
Quais as escalas de atuação?
  • Estes conselhos são constituídos em âmbito nacional, estadual e municipal, nas mais diversas áreas
O que fazem esses conselhos?
  • Além disso, é importante ressaltar que eles permitem a inserção de novos temas e atores sociais na agenda política.
Como se constituem e qual o seu poder?
  • Os conselhos podem ser considerados instituições híbridas, visto que Estado e sociedade civil partilham o poder decisório e se constituem como fóruns públicos, que captam demandas e pactuam interesses específicos de diversos grupos envolvidos em determinada área de política (Avritzer e Pereira, 2005). Os conselhos são espaços permanentes em que as reuniões ocorrem com certa regularidade e há a continuidade dos trabalhos.
**Tal processo envolveu para o caso de São Paulo 114 audiências públicas, que contaram com a participação de 25.692 pessoas e 10.147 contribuições para o aprimoramento do plano. Foram 5.684 propostas feitas nos encontros presenciais e outras 4.463 feitas pela internet em ferramentas como o site Gestão Urbana, sendo 1.826 por fichas online, 902 pelo mapa colaborativo, 1.204 na minuta participativa disponibilizada na rede e 531 no site da Câmara.

Arte à Vista: um presente dos alunos do Instituto de Cegos Padre Chico e do FIAM-FAAM para a cidade!

E não é que podemos fazer arte pública¹ coletiva por meio da integração e do exercício da solidariedade² para o bem comum?   Alunos do curso fundamental do Instituto de Cegos Padre Chico utilizaram…

Fonte: Arte à Vista: um presente dos alunos do Instituto de Cegos Padre Chico e do FIAM-FAAM para a cidade!

Active Design & Projetos Urbanos: promovendo espaços públicos para a mobilidade à pé – experiências do escritório modelo de arquitetura e urbanismo

Neste semestre, o escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo  desenvolveu uma série de diagnósticos (etapa 1) utilizando os conceitos Active Design e Observações Urbanas (Jan Gehl) ao longo dos meses de setembro e outubro. Ainda em outubro com finalização em novembro, serão realizadas propostas de projetos (etapa 2) inspiradas no concurso público Áreas 40 promovido pela Prefeitura do Município de São Paulo e que premiou projetos que buscavam a convivência pacífica e segura (reduzindo acidentes e atropelamentos por meio do projeto urbano) entre a mobilidade motorizada e não motorizada (pedestres, ciclistas e outros) nas ruas de São Paulo.

Com o apoio da organização social Cidade Ativa, foi realizado um workshop que teve por objetivo apresentar as ferramentas e instrumentos para a realização de pesquisas (Safari Urbano, medições geométricas, painéis interativos) bem como os diagnósticos das áreas de estudo. O resultado da primeira etapa encontra-se disponibilizado nesse post.

Os projetos deverão atender aos princípios de projeto para Cidades Seguras que objetivam a promoção de espaços públicos destinados à caminhabilidade do cidadão e também que atendam às necessidades de segurança para a mobilidade não motorizada.

As ações desenvolvidas são parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do Programa de Mestrado Profissional em Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 1 – etapa 1

Diagnóstico da Rua Taguá, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Erika Lima Lopes, Rafaella Ayumi Kaneko e Vitor Zadra sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 2 – etapa 1



Aplicação dos instrumentos de análise do Active Design de Observação Urbana (Jan Gehl) para a realização de projetos urbanos com foco em mobilidade não motorizada do ambiente urbano. Pesquisa realizada em parceria com a OnG Cidade Ativa para a Rua 25 de março, SP.

Equipe 3 – etapa 1


Análise e diagnóstico da Avenida Deputado Cantídio Sampaio junto à intersecção com a Avenida Fernando Mendes de Almeida, bairro do Jaraguá na cidade de São Paulo, apresentado ao Escritório Modelo do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa. Alunos: Ligia Frediani da Silva, Kristie Yuka Yokoyama, Renan F. Ribeiro Zupelli, Wagner Godoy

Equipe 4 – etapa 1

Diagnóstico da Rua Agostinho Rodrigues Filho, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Ana Paula Gusmão, Fernanda Jimenez, Marcella Crosato e Priscila Ibacache sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 5 – etapa 1

Diagnóstico da área de canteiro central localizada entre a Rua Domingos de Morais e a Avenida Professor Noé de Azevedo, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Amanda Abreu, Rafael Prado, Carolina Dias Gloeden, Vinicius Zoia, Guilherme Menegatti e Leonardo Baciga Menotti sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Acessibilidade: siga essa ideia!

https://youtu.be/sfktCgSPE88

TROTE SOLIDÁRIO: mais uma reforma relâmpago!!!

O Trote Solidário 2015 será realizado no INSTITUTO DA CRIANÇA – HOSPITAL DAS CLÍNICAS/SP por uma ação voluntária dos alunos e professores do curso de Design de Interiores da FIAM FAAM.

Objetivo: Desenvolver uma ação social e educativa, envolvendo estudantes e professores de Design de Interiores no processo de reforma de dois ambientes no Instituto da Criança, para juntos proporem soluções de melhorias adequadas aos frequentadores do local, familiares e médicos.

Proposta: Reformar a SALA DOS ACOMPANHANTES e a SALA DOS MÉDICOS localizados no 4° andar do INSTITUTO DA CRIANÇA – HOSPITAL DAS CLÍNICAS/SP.

Organização Renata Mello, co-organização Rafael Jun Mabe (vídeo e projeto),Lu Traldi e Skarlen Fialho Soria Galvarro Francine Trevisan Mancini
Alunos: Ma Simões, Carol Postacchini Luciana Alves Zanoni Karolina Martins, Ana Carol, Caroline Queiroz, Su Hee Oh, Bruna Santos, Jussara Oliveira, Aline Cofan, Jacqueline Felix de Lima, Thuyanne Monteiro, Caroline Queiroz. Enill Avalle

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 56.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 21 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Bicicletas em São Paulo: pesquisa sobre a influência do traçado das ruas na implantação do sistema cicloviário

Helena Napoleon DEGREAS¹; Paula KATAKURA²; Maria Isabel
IMBRONITO³
¹Prof. Dra. Centro Universitário FIAMFAAM
Av. Lins de Vasconcelos, 3406 – São Paulo, SP, Brasil
helena.degreas@fiamfaam.br
²Prof. Dra. Centro Universitário FIAMFAAM
Av. Lins de Vasconcelos, 3406 – São Paulo, SP, Brasil
pkatakura@fmu.br
³Prof. Dra. Centro Universitário FIAMFAAM
Av. Lins de Vasconcelos, 3406 – São Paulo, SP, Brasil
imbronito@gmail.com

Palavras-chave: mobilidade urbana, forma urbana, São Paulo, sistema
cicloviário, transporte.

 Corte Via parque- estudo para a adequação Viária da marginal Tietê-Projeto de sinalização da ciclovia autora: Paula Katakura

Foto 1: Corte Via parque- estudo para a adequação Viária da marginal Tietê-Projeto de sinalização da ciclovia autora: Paula Katakura

Resumo

Este texto é parte integrante da linha de pesquisa Mobilidade Urbana e Infraestrutura do Mestrado Profissionalizante em Urbanismo vinculado ao programa de pós-graduação do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM.

Com o objetivo de contribuir para a discussão sobre o tema mobilidade urbana, alunos vinculados ao Escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo vem desenvolvendo pesquisas que consistem no levantamento da legislação, dados, estatísticas, estudos de caso para o planejamento cicloviário no município de São Paulo. Paralelamente, foram elaboradas fichas de avaliação das ciclovias (separação física isolando os ciclistas dos demais veículos), ciclorrotas (trechos (sinalizados ou não), que representam a rota recomendada aos ciclistas) e ciclofaixas (faixa pintada da rua/avenida reservada aos ciclistas), ciclofaixas operacionais de lazer (fechamento de faixas nas ruas e avenidas em caráter temporário para uso exclusivo de ciclistas) e bicicletários (local de estacionamento exclusivo de bicicletas), no que concerne aos aspectos espaciais (projetos implantados, inclinações, morfologia do terreno e declividades, qualidade do piso, barreiras construtivas, existência de equipamentos e mobiliários, contexto urbano entre outros), de inserção junto ao sistema estrutural viário e de transportes e também quanto à qualidade da sinalização implantada para a orientação e segurança do ciclista, do pedestre e do motorista.  Identificados e mapeados os espaços e rotas destinados aos usuários de bicicletas na cidade, os alunos iniciaram a aplicação das fichas e a redação dos relatórios de visitas técnicas. Este material vem subsidiando a elaboração de um diagnóstico pelos pesquisadores do programa de pós-graduação, gerando diretrizes para o planejamento cicloviário associado a um plano de mobilidade urbana do município.

 

texto original: ATAS PNUM2013

Atividade Complementar: Levantamento de praças (subprefeitura Vila Mariana)

Prezadíssimos alunos dos primeiros semestres do curso de arquitetura e urbanismo,

Vamos recrutar voluntários para colaborar no levantamento que estamos realizando para a subprefeitura de Vila Mariana.
Trata-se de uma Atividade Complementar que pretende mapear as condições de acessibilidade, manutenção , uso e projeto de TODAS (sim, meus caros, TODAS) as praças do bairro de Vila Mariana. Esse trabalho é importantíssimo pois permitirá a compreensão e diagnóstico do que existe no bairro onde a sua faculdadae se encontra.

Se você é um aluno interessado, destemido ou simplesmente quer “queimar” as horas das Atividades Complementares com um trabalho exaustivo em boa companhia, aliste-se!

(sim, nossos veteranos são super receptivos e simpáticos…rs)

Deixe seu nome e email para contato no ítem Comentários. Saibam: os meninos do escritório estão ansiosamente aguardando por vocês, calouros…

sorte a todos,

Helena Degreas
Tutora do Escritório

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 17,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

 

In 2010, there were 48 new posts, growing the total archive of this blog to 69 posts. Fez upload de 519 imagens, ocupando um total de 417mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por dia.

The busiest day of the year was 9 de setembro with 226 views. The most popular post that day was Parques: solicitação de pesquisas.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, gostei.abril.com.br, google.com.br, facebook.com e mail.live.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por helena degreas, design universal, desenho universal, praças brasileiras e praça victor civita

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Parques: solicitação de pesquisas agosto, 2010
1 comentário

2

Acessibilidade Universal: trabalhos acadêmicos novembro, 2009

3

Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios março, 2010
2 comentários

4

Design de Interiores: projetos de paisagismo dezembro, 2009

5

Praças do ecletismo: a linha clássica de projeto março, 2010