Por um projeto de paisagismo acessível: Revista Casa Projeto & Estilo

Projeto publicado no Espaço Universitário da Revista Casa Projeto & Estilo (ano 3, no. 21)

Alunas:

Daiana Rada
Fátima Dionízio
Juliane Hemmel
Rose Alves

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

vista de várias ambientes à noite

Conceito

Com cerca de 300m², o segundo pavimento da cobertura duplex apresenta um projeto de paisagismo ousado para atender ao programa de necessides bastante extenso e diversificado da família que é composta por uma casal de empresários do ramo de entretenimento, dois filhos universitários (um deles ingressante em medicina e com deficiência funcional motora) e seus avós que apresentam mobilidade reduzida e tem uma intensa atividade social.

Os espaços do apartamento são utilizados praticamente todas as noites e finais de semana pelos filhos e pelos avós concomitantemente, situação esta que gerou a necessidade de setorização da planta.


Programa de Arquitetura

Fitness Room, Espaço das águas, Solarium e Spa, Jardim Vertical: sabores e aromas, Game Room, Área Gourmet, Sala de Degustação, Estar (fire place e mini golfe), Sauna, Sanitários.

Foram estudados e descritos os movimentos e atividades que serão realizados pelos clientes. Com isso, todos os assentos foram adequados à transferência do usuário de cadeira de rodas e também às necessidades de movimentação independente dos idosos alterando-se as alturas, encostos, apoios e densidade das espumas utilizadas nos mobiliários. Acessos, circulação, manobras, áreas de estacionamento e transferência do usuário de cadeira de rodas foram previstos gerando áreas e dimensões adequadas ao uso do cliente com conforto. Para o acesso  entre os andares, optou-se pela manutenção da escada original e também pela incorporação de uma plataforma elevatória elétrica com bateria de reserva que funciona como dispositivo de segurança para a falta de energia.

Espaço das águas

Revestimentos sortidos e atraentes como o vidro e pedras semipreciosas, conferem acabamento luxuoso ao espaço das águas. Muito além da natação, o local criado abriga espelhos d’água com profundidades diversas que, alternados com jardins e repuxos dágua, permitem vivenciar experiências diversas tais como tomar sol e refrescar-se na prainha, conversar entre amigos ou simplesmente relaxar usufruindo dos benefícios da cromoterapia e da massagem dos jatos de água que se encontram numa das paredes atrás dos bancos submersos na piscina. O acesso e a transferência para a área foi especialmente projetado com uma cadeira elevatória (elevador aquático) que permite a imersão na água com conforto e segurança tanto do rapaz quanto do casal de idosos em qualquer profundidade. A piscina foi dotada de corrimãos internamente à água para viabilizar o acesso para os distintas habilidades motoras.

Os assentos imersos ao lado do pequeno jardim que, além de local para contemplação da borda infinita e do som das águas em movimento, também foi dotado com jatos de água para hidromassagem. Buscando a harmonia entre corpo e mente, o projeto utiliza a tecnologia para fins também terapêuticos. Por meio do uso de luzes e cores vibrantes e relaxantes, os moradores usufruem dos benefícios da cromoterapia. No deck, os bancos em capitonê tornam o ambiente para conversas mais aconchegante ao som das águas que escoam pelos vasos ou que caem da borda infinita.

vista superior espaço das águas

Corpo e mente: solarium e spa num mesmo espaço

Para melhor atender a todas as idades e necessidades de cada morador, no deck modular foi colocada uma cama de massoterapia sobre uma plataforma elétrica elevatória, permitindo ajuste da altura que se adequa tanto para a massagem e fisioterapia quanto para o banho de sol. O som proveniente da cortina d’água e o perfume das flores plantadas no jardim vertical completam a tranquilidade do ambiente. O acesso se dá pela plataforma elevatória.

solarium e massoterapia

Jardim Vertical: sabores e aromas

Próximo a área gourmet, o jardim vertical além de atender àqueles que estão preparando os alimentos (plantio de diversas especiarias e temperos) na área gourmet, serve como terapia ocupacional para a avó que cultiva pequenas hortaliças em vasos suspensos. As dimensões e alturas da parede verde (entre 0.40m e 1.40m) facilitam tanto o alcance manual frontal da idosa quanto viabilizam o alcance manual lateral do rapaz sentado em cadeira de rodas.

horta vertical e estar ao lado da borda infinita

Estar entre amigos

Espaço multiuso que permite encontros descontraídos entre os jovens ao redor da lareira portátil elétrica para um luau ou simples bate papo. O local apresenta também uma cesta de basquete baixa e área de mini golf para partidas mais intimistas com tacos adaptados cujas dimensões se adequam ao rapaz em cadeira de rodas. No jardim laeral, vasos com espécies frutíferam completam o espaço para diversão. Nas paredes grafite com tema contemporâneo.

vista da área de estar entre amigos noite

Game Room

Com o objetivo de divertir e também colcaborar na redução do risco de declínio das funções cognitivas (memória e raciocínio), foi projetado um espaço com jogos eletrônicos que simulam movimentos de atividades físicas através de mecanismo de realidade virtual e tecnologias de rastreio e atuação. Os movimentos realizados desenvolvem as habilidades motoras melhorando o condicionamento físico, a percepção  e lógica proporcionando momentos de diversão e relaxamento tanto individualmente quanto em grupos sendo acessíveis para qualquer pessoa, tanto para aqueles com mobilidade reduzida quanto para pessoas com deficiências funcionais motoras.

vista estar entre amigos alta resolução noturna

Fitness Room

Com o objetivo de criar um treinamento específico para que o jovem alcance um excelente condicionamento físico por meio da flexibilidade, força, eficiência cardiovascular, resist~encia aeróbica e muscular localizada, o espaço foi dotado de aparelhos que trabalham o alongamento, coordenação motora, musculatira dos membros superiores e abdômen trabalhando bíceps e tríceps. Para os idosos, foram colocados aparelhos que simulam caminhadas além de rodas, eixos, roda de barra, pesos e alavancas que são indicados para o fortalecimento e flexibilidade muscular além da melhoria da coordenação motora.

Sala de Degustação de vinhos e adega

Espaço informal para receber os amigos e amantes de vinhos e queijos do casal de idosos, o local recebeu adega climatizada, gaveteiros refrigerados, pias e bancadas com alturas que atendem tanto ao jovem  em cadeira de rodas quanto aos amigos octagenários que celebram a vida com boas taças de vinho. Para indicar a localização dos vinhos, a adega foi dotada de um sistema automatizado que utiliza iluminação LED e cujos rótulos são dastrados e mapeados, funcionando como vinoteca eletrônica.

adega e sala de degustação vista noturna

Área gourmet

Prático e funcional, o projeto priorizou as manobras, acesso (alcance manual frontal e lateral) e aproximação da cadeira tanto para o rapaz quanto para o casal de idosos para a realização de cada atividade adequando-se alturas e dimensões de bancadas de apoio, gaveteiros refrigerados, churrasqueira, forno elétrico e cooktop.  O sistema de acionamento touch facilita o manuseio para as diversas habilidades dos usuários. Sofás e pufs com revestimento em tecido náutico conferem resistência às variações de tempratura e também charme pelo aspecto rústico.

Sanitários

Além da aproximação e alcance manual frontal previstos, as pias são acopladas a um sistema de barras de parede móvel que permite ajuste de alturas para os diversos usuários. Os misturadores são frontais e o sifão é articulado e flexível. Os espelhos foram inclinados a 10º para garantir a visibilidade do usuário em cadeira de rodas.

Especificação dos móveis e equipamentos utilizados no projeto

capa

Mapas táteis: levantamentos e organização de formulário

Publicado em 05/12/2012por

CENTRO UNIVERSITÁRIO FIAM FAAM
Curso de Arquitetura e Urbanismo: Escritório Modelo
Alunas: Carolina Aparecida de Sousa e Kesley Tonon da Silva
Tutor: Profª Drª Paula Katakura

  1. INTRODUÇÃO

O presente relatório tem por objetivo o levantamento de informações para elaboração da norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a confecção e projeto de mapas táteis para pessoas portadoras de deficiência visual.

Foi realizado o levantamento dos mapas já instalados na cidade de São Paulo e na cidade de Barcelona, a fim de se verificar suas principais características.

Foi realizado formulário para aplicação às empresas que fabricam, fornecem e/ou projetam mapas táteis, a fim de levantar as principais características dos mapas táteis elaborados pela mesma.

Ao término desta pesquisa, o objetivo é possuir informações suficientes para a elaboração da norma técnica, no âmbito do projeto, fabricação e conservação.

2.     APRESENTAÇÃO DO FORMULÁRIO

O formulário tem por objetivo o levantamento de informações junto aos projetistas e/ou fabricantes de mapas táteis.

As perguntas são relacionadas ao processo de fabricação, materiais utilizados e principais características com relação a sua aplicação, local de instalação, dentre outros.

Apresentação do formulário: clique aqui

3.    ANÁLISE DOS MAPAS LEVANTADOS

Foram realizados levantamentos durantes os meses de setembro e outubro de 2012. Os mapas selecionados estão instalados na cidade de São Paulo, no Brasil e na cidade de Barcelona, na Espanha.

Nas páginas a seguir estão apresentadas as principais informações referentes aos mapas analisados, bem como relatório fotográfico com seu atual estado de conservação e instalação.

3.1. Biblioteca de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:       30/09/2012
Localização                1º. Pavimento, Biblioteca Adultos
Acesso                         Difícil acesso, não há orientação e sinalização ao deficiente  de como  o mesmo poderá chegar ao mapa.
Conservação             Regular – faltam algumas letras e pontos do braile.
Material                      Suporte: Vidro; Base: PVC; Letras: Laminado melamínico e Metal (letras em Braille) Posição                       Horizontal
Fabricante                  Informação não disponível

Comentário geral       A biblioteca possui apenas o mapa de um dos seus pavimentos (1º. Andar). O mapa esta localizado próximo ao acesso principal do 1º andar, porém não há qualquer orientação sobre sua localização. Baixo contraste de cores, o que prejudica o seu uso por pessoas com baixa visão. Mapa documentado nas figuras 01, 02, 03 e 04.

Figura 01: Vista geral do mapa. Detalhe para a escada de acesso ao 1º. Pavimento à esquerda e ausência de demarcação e/ou sinalização para deficientes visuais.

Figura 01: Vista geral do mapa. Detalhe para a escada de acesso ao 1º. Pavimento à esquerda e ausência de demarcação e/ou sinalização para deficientes visuais.

Figura 02: Detalhe das letras do mapa. Ausência de algumas letras e pinos em braile.

Figura 02: Detalhe das letras do mapa. Ausência de algumas letras e pinos em braile.

Figura 03: Vista lateral do mapa. Detalhe do suporte de vidro e ausência de letras em caixa alta. Baixo contraste de cores entre a base e detalhes em relevo que representam o pavimento e seus setores.

Figura 03: Vista lateral do mapa. Detalhe do suporte de vidro e ausência de letras em caixa alta. Baixo contraste de cores entre a base e detalhes em relevo que representam o pavimento e seus setores.

Figura 04: Detalhe do pavimento. Baixo contraste dificulta o uso por pessoas de baixa visão. As áreas com placas em laminado inteiriças são vazios ou áreas sem acesso ao público.

Figura 04: Detalhe do pavimento. Baixo contraste dificulta o uso por pessoas de baixa visão. As áreas com placas em laminado inteiriças são vazios ou áreas sem acesso ao público.

3.2. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:          30/09/2012
Localização                   1º. Pavimento, Galeria tátil de esculturas.
Acesso                             Fácil acesso com sinalização tátil no piso do elevador até o mapa tátil (figura 05), porém o deficiente visual precisa de ajuda para chegar ao elevador, pois não há orientação e sinalização até ele.
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Gesso; Base: PVC; Letras: PVC em alto relevo e Metal (letras em Braille) Posição                           Inclinado
Fabricante                      Casa do Braille
Comentário geral       A Pinacoteca possui uma Galeria Tátil de Esculturas onde os deficientes visuais podem apreciar algumas obras (figuras 06), e é neste setor que está localizado o mapa tátil. O mapa apresenta contraste de cores que facilita o uso por pessoas com baixa visão (figura 07 e 08). Além do mapa a Pinacoteca deixa à disposição a maquete tátil do prédio e da sua localização (figuras 09, 10 e 11).

Figura 05: Vista da sinalização tátil entre o elevador e o mapa tátil

Figura 05: Vista da sinalização tátil entre o elevador e o mapa tátil

Figura 6Figura 06: Escultura presente na Galeria Tátil

Figura 07: Contraste de cores que facilita o uso do mapa pelas pessoas com baixa visão

Figura 07: Contraste de cores que facilita o uso do mapa pelas pessoas com baixa visão

Figura 08: Detalhe do Mapa Tátil

Figura 08: Detalhe do Mapa Tátil

Figura 9

Figura 09: Vista da maquete tátil do prédio da Pinacoteca

Figura 10

Figura 10: Vista da maquete de implantação do prédio da Pinacoteca

Figura 11

Figura 11: Detalhe da legenda tátil das maquetes

3.3. Mercado Municipal de São Paulo, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:     30/09/2012
Localização               Térreo, entrada pela Rua da Cantareira.
Acesso                         Fácil acesso, porém está localizado em uma entrada pouco utilizada.
Conservação             Bom.
Material                      Suporte: Metal; Base: Acrílico e PVC; Letras: Relevo das letras são recortes do PVC e Metal (letras em Braille)
Posição                       Vertical
Fabricante                  FMU
Comentário geral    O mapa tátil não é do prédio do Mercado Municipal e sim da sua localização (figura 12).Apresenta contraste de cores que facilita o uso por pessoas com baixa visão. Como as letras são formadas através de recortes no PVC não correm risco de descolarem, facilitando a manutenção (figura 13).

Figura 12: Vista do mapa tátil localizado no Mercado Municipal

Figura 12: Vista do mapa tátil localizado no Mercado Municipal

Figura 13: Detalhe do contraste de cores e dos recortes que formam as letras

Figura 13: Detalhe do contraste de cores e dos recortes que formam as letras


3.4. Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:         30/09/2012
Localização                  Recepção
Acesso                            Através de requisição na recepção.
Conservação               Bom
Material                         Suporte: não aplicável; Base: papel; Letras: não aplicável
Posição                           não aplicável
Fabricante                      Museu de Arte Moderna
Comentário geral       O mapa é um caderno que deve ser solicitado à recepção do museu. Ele apresenta um mapa geral do museu, indicando as diversas áreas, porém não há um mapa para cada exposição.  Além disso, o museu possui um jardim de esculturas que tem caderno com mapa tátil específico (Anexo I). O mapa possui contraste de cores, porém estas cores são utilizadas para definir a setorização do museu. O relevo é efetuado com equipamento braile e indica os contornos das paredes (figuras 14 e 15).

Figura 14: Página do mapa tátil no caderno.

Figura 14: Página do mapa tátil no caderno.

Figura 15: Página da legenda do mapa tátil no caderno.

Figura 15: Página da legenda do mapa tátil no caderno.

3.5. Metro Santa Cruz, São Paulo, Brasil

Data da vistoria:       07/11/2012
Localização                Próximo ao bloqueio de entrada do Metrô.
Acesso                          Fácil acesso.
Conservação              Regular, algumas letras estão apagadas.
Material                       Suporte: Inox; Base: Acrílico e PVC; Letras: Tinta e Metal (letras em Braille).
Posição                        Horizontal
Fabricante                   Informação não disponível
Comentário geral     Como ocorre com o mapa tátil do Mercado Municipal, este apresenta a localização do Metrô na região e não os ambientes do prédio. Também apresenta um bom contraste de cores, as letras foram pintadas no mapa, e com a utilização estão sendo apagadas. Mapa documentado nas figuras 16, 17, 18 e 19.

Figura 16: Vista geral do mapa tátil do Metrô Santa Cruz

Figura 16: Vista geral do mapa tátil do Metrô Santa Cruz

Figura 17: Detalhe do mapa tátil com as ruas e quarteirões ao redor do Metrô Santa Cruz

Figura 17: Detalhe do mapa tátil com as ruas e quarteirões ao redor do Metrô Santa Cruz

Figura 18: Detalhe do contraste de cores e das letras

Figura 18: Detalhe do contraste de cores e das letras

3.8.          Caixa Forum, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:       13/10/2012
Localização                1º pavimento.
Acesso                         Fácil acesso.
Conservação               Excelente
Material                         Suporte: Metal; Base: Acrílico; Letras: Metal (letras em Braille).
Posição                           Inclinado
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Diretório tátil, apresenta descrição do Museu em letras do dicionário Braille.  Documentado nas figuras 20 e 21.

                                             

Figura 20: Detalhe do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 20: Detalhe do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 21: Detalhe do suporte do mapa tátil da Caixa Forum

Figura 21: Detalhe do suporte do mapa tátil da Caixa Forum

3.9. Casa Batlló, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:          14/10/2012
Localização                    1º. pavimento
Acesso                             Difícil acesso
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Madeira; Base: Acrílico; Letras: Acrílico e Metal (letras em Braille). Posição                           Horizontal
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Não há contrastes de cores para utilização por pessoas de baixa visão, bem como texto em alto relevo, exceto braile. Além da planta do pavimento há o relevo da fachada principal. Com relação à localização, o mapa esta enclausurado em uma das salas do primeiro pavimento e não há sinalização tátil que leve o deficiente até o ambiente.  Não existem mapas de todos os andares. Mapa documentado nas figuras 22 e 23.

Figura 22: Mapa do primeiro pavimento. Indicação do percurso da exposição em alto relevo.

Figura 22: Mapa do primeiro pavimento. Indicação do percurso da exposição em alto relevo.

Figura 23: Vista do mapa tátil da fachada do prédio

Figura 23: Vista do mapa tátil da fachada do prédio

                                              

3.10. La Pedrera, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:       14/10/2012
Localização                 Pavimento térreo: Mapa 01,Ático: Mapa 02 e Maquete volumétrica
Acesso                             Fácil acesso
Conservação                 Bom.
Material                          Suporte: Metal; Base: Gesso; Letras: PVC em alto relevo e Metal (letras em Braille). Posição                           Mapas inclinados e Maquete horizontal
Fabricante                      Informação não disponível
Comentário geral       Os mapas estão localizados nos acessos principais dos pavimentos e indicam todas as entradas e saídas, bem como o programa de cada um dos pavimentos. Todos os desníveis são indicados com relevo no mapa. As cores são contrastantes em apenas no mapa 02 (figura 25). A maquete da fachada permite que o deficiente possa através do tato identificar a volumetria do edifício (figura 26). Mapa 01 documentado na figura 24.

Figura 24: Mapa 01 - Mapa tátil do pavimento térreo.

Figura 24: Mapa 01 – Mapa tátil do pavimento térreo.

Figura 25: mapa 02 - Mapa tátil do ático, detalhe para as cores contrastantes.

Figura 25:mapa 02 – Mapa tátil do ático, detalhe para as cores contrastantes.

Figura 26: Maquete volumétrica do edifício.

Figura 26: Maquete volumétrica do edifício.

3.11. Parques, Barcelona, Espanha

Data da vistoria:           15/10/2012
Localização                     Entrada dos parques:
Acesso                               Fácil acesso
Conservação                   Parc de L’ Estació Del Nord: Bom; Parc Del Centre Del Poblenou: Regular, apresenta sinais de vandalismo; Park Guell: Bom
Material                           Suporte: ConcretoBase: Metal e PVC; Letras: PVC em alto relevo e Metal (; letras em Braille). Posição                            Vertical
Fabricante                       Informação não disponível
Comentário geral        Há uma padronização dos mapas táteis para os parques da cidade de Barcelona. O mapa tátil possui contraste de cor adequado e apresenta a localização dos ambientes dentro do parque (figuras 27, 28, 29 e 30).

Figura 27: Vista do mapa tátil do Parc de L’ Estació Del Nord

Figura 27: Vista do mapa tátil do Parc de L’ Estació Del Nord

Figura 28: Vista do mapa tátil do Parc Del Centre Del Poblenou

Figura 28: Vista do mapa tátil do Parc Del Centre Del Poblenou

Figura 29: Vista do mapa tátil do Park Güell

Figura 29: Vista do mapa tátil do Park Güell

Figura 30: Detalhe do mapa tátil

Figura 30: Detalhe do mapa tátil

CONCLUSÃO

Avaliando as condições dos mapas instalados no Brasil, constatamos em muitos deles um processo artesanal de fabricação e uma grande diversidade de materiais empregados em sua confecção.

Os mapas táteis na Espanha, já apresentam uma padronização, principalmente quando são elaborados por órgãos do governo.

Com relação à conservação, o estado de conservação é adequando na maioria dos casos analisados. Com relação à resistência a intempéries, nenhum mapa levantado na cidade de São Paulo apresenta resistência.

Chegaram os novos blogfólios da turma de Design de Interiores FIAMFAAM: 2012

A cada ano, nossos alunos são convidados a incorporar novidades aos seus portfólios acadêmicos. Desta vez, além da apresentação de uma série de documentos que retratam sua trajetória profissional ainda na faculdade, alguns widgets tais como “Minha TV”, Twitter e Página profissional no Facebook destacaram-se.

Com essas novidades, além de alavancar a visibilidade de seus trabalhos em função dos novos pontos de conexão da rede, seu perfil profissiográfico ficou mais completo com os vídeos criados por eles mesmos no youtube associados à busca de assuntos correlatos no twitter e nas comunidades da facebook .

Se você tiver interesse sobre o assunto, acesse também:

Como iniciar seu blogfolio
Com que avatar eu vou?

Relação de alunos:

Aline Santos Interiores

Amanda Goncalves

Ana Julia Ribeiro

Ana Paula Novaes

Andrea Ligia

Barbara Cabral

Barbara Petry

Bruna Lisboa
Bruna

Criscia Pedrosa

Isabel Corsoimg_8588a

Isabela Friches

JBranptomJP

Karoline Gaiardo

Santeinteriores

Cristina Saraiva e Vanessa Ely

Algumas reflexões sobre valores, comportamentos e projeto para pessoas com deficiências funcionais

Não é muito do meu feitio, mas achei que seria importante postar algumas reflexões que fiz sobre algumas questões que permeiam meu cotidiano de aulas e que, de certa forma, foram objeto de entrevista de um jornalista, (cujo trabalho respeito e admiro muitíssimo) que escreve sobre o universo de pessoas com deficiências.

Logo “de cara”, ele afirmava que as pessoas estão “acostumadas” a determinadas arquiteturas sem pensar nas pessoas com deficiências que, por sua vez, passam despercebidas na sociedade. Logo depois, pedia para que eu discorresse sobre o assunto.

Homem Vitruviano (Leonardo da Vinci)

Não vou negar: empaquei na hora.

Como assim, estão “acostumadas”? Como assim, “despercebidas” por nós? Arquitetos? Desde quando?

Com o objetivo de responder de forma o “mais soft possível”, decidir “ir a fundo” no significado da palavrinha “acostumadas”. Isso significa que fui, de forma breve, contextualizar valores sociais vinculados às ações e comportamentos para com as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência funcional.

Deixo aqui, parte do material que pesquisei. É uma forma de me colocar sobre o assunto e expor aos meus alunos o que penso.

Contextualização das questões

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que cada pessoa é reflexo do mundo onde se encontra. Materializamos em nossos pensamentos, em nosso jeito de ser, decisões, atitudes e comportamentos que refletem os valores inerentes ao local e à época em que vivemos. Podemos até não concordar, mas aprendemos a ser humanos junto com outros humanos.

A despeito do caráter ou do livre arbítrio, nossas decisões são pautadas pelas tradições e valores morais, intelectuais e até espirituais dos grupos dos quais fazemos parte. Se algo não está no nosso foco de atenção ou não é prioridade, ou não é, provavelmente, um problema direto que nos afete: isso quer dizer que não será sequer notado, pois não tem significado palpável, concreto nem para o indivíduo e nem para o grupo social predominante.

Somos sensibilizados apenas por aquilo que somos capazes de compreender como problema. Estamos imersos numa cultura, num contexto social.

Neste momento, faço uma nova pergunta: quando foi que a acessibilidade para pessoas com distintas características físicas (alta e baixa estatura, com obesidade mórbida ou anorexia, grávidas ou idosos) e também com deficiências funcionais ou estruturais do corpo (aquelas que limitam ou ainda restringem o desenvolvimento de atividades e a participação da pessoa) transformou-se em pauta que permeia as discussões contemporâneas brasileiras e mundiais? Porque isso aconteceu?

O final do século XX foi palco de um conjunto de ações sociais que levaram a mudanças de paradigmas e por conseqüência, revisão de várias posturas, conceitos e ideologias em especial ao que diz respeito às premissas do desenvolvimento:

Mudança na maneira de pensar sobre o desenvolvimento: economista e planejadores de desenvolvimento acreditavam que o crescimento econômico seria o princípio para a erradicação da pobreza mundial.

Primeiro porque com o crescimento das forças de mercado, haveria geração de empregos, salários, consumo, entre outros e a riqueza se distribuiria inevitavelmente.

Segundo porque os Estados, com maior arrecadação, iriam concentrar seus esforços no atendimento das necessidades básicas dos pobres ampliando seus benefícios;

Terceiro porque acreditava-se que o destino dos pobres não deveria ser a preocupação principal de mercado e governos pois, com o acúmulo do capital, e construção de infraestruturas associados à capacidade produtiva do mercado ocorreria naturalmente uma melhoria posterior na situação dos pobres.

O modelo do capitalismo pautado na eficiência, eficácia e geração de lucros não se mostrou suficiente para responder às desigualdades sociais. A revisão do modelo de desenvolvimento ocorre ao longo da década de 80.

O desenvolvimento deixa de ser um fim em si mesmo e passa a ser medido a partir do ser humano. Surge o conceito de desenvolvimento humano cujo enfoque pautava-se na melhoria das condições humanas.

A década de 90 presenciou a publicação do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. O desenvolvimento humano foi definido como um processo de ampliação das escolhas humanas, não limitado apenas a diferentes tipos de produtos como utensílios domésticos, roupas, etc., mas a escolhas mais importantes, tais como de empregos, educação e lazer.

O desenvolvimento humano tem por princípio a formação das potencialidades humanas, tais como saúde, conhecimento e habilidades, e o uso destas potencialidades pelas pessoas por meio de suas habilidades e vontades aplicadas em atividades políticas, sociais ou de lazer como exemplos. Questões associadas aos direitos civis, políticos e equidade, permeiam todos esses fatores. Para que o desenvolvimento humano possa ocorrer é preciso associar fatores tais como crescimento econômico, desenvolvimento de recursos humanos, direitos humanos, paz e segurança além de sustentabilidade.

– A partir da nova premissa, o Desenvolvimento Humano cria a demanda por equidade, ou ainda, a busca por justiça e igualdade a partir de critérios que levam em conta os valores morais vigentes, o regime político e os princípios gerais do Direito de cada país.

– A disseminação da informação, agora mais rápida e abrangente, facilitou a disseminação de conteúdos globais no âmbito dos direitos humanos e cidadania.

– A maior mudança social ainda na década de 80 foi a revisão do conceito de cidadania que passa a reivindicar não apenas o direito á habitação, saúde, trabalho, lazer, etc., como também direitos políticos e o direito da autorrealização, incluindo nos debates contemporâneos questões ligadas aos direitos sociais.

– Mudaram também os agentes sociais. Se até pouco tempo as decisões públicas e de cidadania eram tomadas pelos governos e Estados, verdadeiros monopólios, hoje essas mesmas decisões são compartilhadas com novos agentes oriundos do terceiro setor (sociedade civil organizada) a partir de um exercício coletivo, disperso, fragmentado com ideais muitas vezes difíceis de serem alcançados. Trata-se de uma construção social ampla, cuja necessidade do diálogo, da tolerância, do respeito às diferenças tornam-se mais imperativas, buscando mitigar possíveis efeitos adversos a determinados grupos, mas com soluções cada vez mais consensuais e democráticas.

A pessoa com deficiência: uma contextualização necessária das problemáticas que envolvem o tema

É nesse contexto, na busca pela autorrealização e também dos direitos políticos, civis, é que se expressam as várias minorias não atendidas em suas necessidades nem pelos Governos e Estados (primeiro setor) e nem pelos mercados (serviços, comércios, indústrias, agriculturas, etc.): surgem como novos agentes sociais, as pessoas com deficiência que, organizados em ONGs, institutos, fundações, etc., buscam a equidade lutando por seus direitos civis e sociais.

Ações pontuais para atendimento das pessoas com deficiência sempre ocorreram de forma fragmentada até praticamente o final do século XX. As décadas de 70 e 80 presenciaram a mudança no entendimento social e no tratamento das pessoas com deficiência. Num primeiro momento, a sociedade associava os conceitos de deficiência e doença como se fossem sinônimos.

A própria OMS – Organização Mundial da Saúde, com o objetivo de conhecer mais sobre as conseqüências das doenças publicou em meados da década de 70 a Classificação Internacional de Deficiências,Incapacidades e Desvantagens (CIDID), título este que carrega uma conotação negativa. Paralelamente a esta fase, a visão assistencialista de conotação religiosa gerava sentimentos os mais diversos nas pessoas: as ações vinculadas à caridade eram alimentadas predominantemente pelos sentimentos de piedade e dó.

Mais recentemente, a OMS revisou vários dos conceitos da CID substituindo-a pela CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade. Nela, a incapacidade e a deficiência são avaliadas a partir do contexto ambiental onde as pessoas vivem. Significa que um local de vida pode, a partir das suas características físicas, por exemplo, impor limitações ou restrições a usuários com algum tipo de deficiência estrutural ou funcional do corpo interferindo na qualidade de vida e no relacionamento social do indivíduo. Arquitetura deficiente, como diria minha querida Thais Frota.

Questões e problemáticas vinculadas à pessoa com deficiência passaram a incorporar a agenda de discussões sociais há poucas décadas, embora ações pontuais tivessem permeado todo o século XX tanto no Brasil como no mundo. De maneira mais sistemática e no bojo de reivindicações por uma cidadania mais ampla para além do atendimento das necessidades básicas, vários grupos sociais não atendidos pelas políticas públicas dos Governos e do mercado, fizeram-se agentes de sua própria mudança buscando a equidade, lutando por seus direitos civis e sociais.

Muito se fala da falta de “sensibilidade” dos diversos segmentos sociais para as causas que envolvem pessoas com deficiência. Causas mais do que justas e cujo atendimento é premente, pois afetam diretamente a autorrealização, o desenvolvimento de atividades cotidianas de vida e a participação social do indivíduo.

Mudanças de comportamentos sociais, de atitudes e mentalidades construídas culturalmente ao longo de várias gerações, demandam educação e, portanto, tempo para sua compreensão, assimilação e conseqüente geração de mudanças.

A inclusão hoje encontra-se no âmbito dos direitos civis e da cidadania. Com a revisão do conceito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a deficiência sai da Classificação Internacional de Deficiências,Incapacidades e Desvantagens e vai para a Classificação Internacional de Funcionalidade. Nessa nova classificação, a incapacidade e a deficiência são avaliadas a partir do contexto ambiental onde as pessoas vivem. Significa que um local de vida pode, a partir das suas características físicas, por exemplo, impor limitações ou restrições a usuários com algum tipo de deficiência estrutural ou funcional do corpo interferindo na qualidade de vida e no relacionamento social do indivíduo.

Todo este quadro aponta para a necessidade de adaptação mas abrangente.

Se Governos, mercados e sociedade precisam de tempo para assimilação dos direitos civis e políticos da pessoa com deficiência, nossas arquiteturas também precisam de tempo (edificações e espaços anteriormente construídos) para passar por adaptações para novas e tão necessárias demandas dos novos agentes, cidadãos conscientes de seus direitos sociais.

O espaço físico é apenas um dos ítens que deve ser tratado, como exposto anteriormente.

Apesar do senso comum contemporâneo apontar arquitetos e demais profissionais da construção civil como vilões da acessibilidade, podemos afirmar que que a responsabilidade pelo situação que hoje encontramos encontra-se compatilhada em diversos agentes e setores.

Todos os projetos para edificações, atendem obrigatoriamente a normas, códigos e legislações edilícias, padrões de ocupação e construção previstos em legislações urbanístcas, normas de segurança contra incêndios, além de responder conceitual e espacialmente à demanda do contratante seja ele instituição pública ou privada das épocas em que foram projetados e construídos. Projetamos sonhos, é bem verdade.

Arquiteturas belíssimas… mas sem o atendimento às leis , normas e códigos nenhuma edificação tem a autorização de funcionamento chancelada pela fiscalização pública responsável.

Isso precisa ser dito.

 

Levantamento e diagnóstico: praças de Vila Mariana

Este trabalho é parte de um acordo de cooperação técnica realizado entre a subprefeitura Vila Mariana e o escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM (2011/2012/2013) e prevê o levantamento, diagnóstico e proposta de projeto para um conjunto de logradouros públicos do bairro. Os levantamentos foram realizados a partir de planilha fornecida pela PMSP e também pela ficha de visita técnica do projeto QUAPA-SEL – Quadro do Paisagismo no Brasil chefiado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo (Laboratório da Paisagem, FAUUSP).

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Praça Adib Zarzur

Praça Alexander Robert Gate

Praça dos Aranas

Praça Benajmim Reginato

Praça Caetano Manzi Sobrinho

Praça Comunitária

Praça Cõnego Olavo Braga Scardigno

Praça Cora Coralina

Praça Coreia

Praça Damásio Paulo

Praça Emilinha Borba

Praça Eng. Costa Gama

Praça Etienne Alegrain

Praça Francisco Perseguim

Praça Dona Júlia (ainda sem nome oficial)

Praça Giordano Bruno

Praça Guacunduva

Praça Guaraci

Praça Yolanda Poyares, Praça Dr. Alfredo Ramos (Relatório: Praças  Vila Mariana e Tabela: localização das praças)

Praça Kant

Praça Kenishi Nakagawa

Praça Lasar Segall

Praça Lions Club

Praça Lucinha Mendonça

Praça Menotti Del Picchia

Praça Michie Akama

Praça Moises Kuhlmann

Praça Mokiti Okada

Praça Monteiro dos Santos

Praça Nossa Senhora Aparecida

Praça Otávio Braga

Praça Osvaldo Cruz

Praça Pascoal Rodrigues

Praça Péricles Maciel

Praça Prof. Jairo de ALmeida Ramos

Praça Prof. Rossini Tavares de Lima

Praça Renato Ynama

Praça Riolândia

Praça Ronald Golias

Praça Rosa Alves da Silva

Praça Salan Saliby

Praça Santa Margarida Maria

Praça São Franscisco da Glória

Praça Vicente Rao

Praça Waldemar Marchetti

Praça Washington Gomes Campos

Largo da Batalha

Largo do Infante

Largo Mestre de Aviz

Largo Senador Raul Cardoso

Revista Casa: Projeto & Estilo – Hotéis acessíveis

Antes de iniciar a apresentação, quero agradecer Revista Casa: Projeto & Estilo a oportunidade dada aos jovens das várias instituições de ensino superior deste imenso Brasil. Mostrar suas ideias, apresentar propostas, apontar soluções que dão mais qualidade de vida aos usuários por meio do uso dos princípios do Desenho Universal e do uso de tecnologias assistivas (muitas vezes inovadoras, criadas pelos próprios alunos para atender deficiências funcionais específicas) é muito importante para a conscientização de todos e para a mudança de cultura. Parabéns aos editores!





Centro Universitário FIAMFAAM

Curso: Design de Interiores

Disciplina: Acessibilidade Universal

Aluno: Caroline Almeida, Cássia Sybille , Margarete Brito, Nadia Valencia, Willian Guimarães

Orientador: Profª Drª Helena Degreas

Introdução

Em 2014, doze cidades das cinco regiões brasileiras receberão a Copa do Mundo. Bilhões de reais serão investidos na remodelação, ampliação e construção de infraestrutura das capitais para atender aos milhares de turistas que virão ao evento. Trata-se de garantir o acesso a todas as oportunidades de lazer, cultura e entretenimento do país. Os resultados preliminares da amostra do Censo Demográfico 2010 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística expressam o crescimento do número de pessoas que declarou algum tipo de incapacidade ou deficiência permanente visual, auditiva, motora e intelectual de acordo com o grau de severidade. De 14,5% em 2000, os novos questionários apontaram para a existência de uma população de 35.792.488 ou ainda, 23,9%  dos cerca de 190 milhões de brasileiros. Ao seguir as recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde na coleta de dados, o Brasil incorpora ao universo de deficientes aqueles que apresentam alguma dificuldade de enxergar, ouvir, andar e compreender diagnosticando graus diferenciados de deficiência funcional.

Hospitalidade e deficiências funcionais

A infraestrutura voltada à hospitalidade deve garantir não apenas condições de acesso e mobilidade bem como oferecer condições equitativas funcionais, estéticas e de usabilidade das acomodações hoteleiras. A partir de uma pesquisa qualitativa, foram avaliadas as opções de alojamento para pessoas com deficiência em diferentes hotéis procurando-se identificar a existência dos requisitos necessários para a adequação às condições específicas para o uso dos espaços propostos além dos recursos e serviços existentes para as deficiências auditiva, visual e motora.

Uma primeira observação aponta para a existência de apartamentos standart, ou ainda, padrão, não havendo nenhuma menção quanto à oferta de unidades adaptadas maiores ou com serviços diferenciados para os diversos perfis sócioeconômicos e culturais deste segmento.

As adaptações atendem parcialmente às condições de mobilidade de pessoas com deficiência funcional motora. A distribuição do mobiliário nas unidades e das peças sanitárias nos banheiros desconsidera as necessidades de manobra, estacionamento e transferência. Armários, tomadas, bancadas, arandelas, locação de secadores de cabelo, altura de roupões e toalhas são apenas alguns dos itens que encontravam-se em alturas incompatíveis com as condições de acesso manual frontal ou lateral da pessoa em cadeira de rodas e de idosos.

Quanto ao acesso às informações e comunicação em folders referentes aos serviços de hospedagem tais como cardápios, uso da lavanderia, concierge, informações de segurança (planta tátil da rota de fuga) entre outros, encontravam-se apenas em mídia impressa restringindo o acesso apenas aos videntes. Telefones e interfones, além de campainhas e alarmes adaptados aos deficientes auditivos inexistiam nas unidades avaliadas. Estas são apenas algumas das situações identificadas nas avaliações e que foram estudadas quando do desenvolvimento dos projetos. Para este trabalho, os alunos selecionaram dois tipos de unidades: a standart e outra maior e com mais serviços identificada como “luxo” com espaços que se adéquam a um cliente diferenciado. Para os dois projetos de design, os alunos adaptaram os espaços internos existentes para pessoas com deficiência funcional motora, auditiva e visual priorizando o uso de mobiliários e equipamentos existentes no mercado brasileiro.

Conceito

O desafio do projeto foi construir dois dormitórios (um standart e outro luxo) cuja ambientação clássica, sóbria e com uso
de materiais nobres atenda às necessidades de clientes com deficiências visual, auditiva e motora com o conforto, aconchego e elegância esperados de um hotel. Os dois dormitórios foram revestidos com papel de parede em estampa floral, Roda Meio em MDF com acabamento na cor branca, carpete com estampa miúda e moldura nas paredes em estilo clássico. Piso, paredes e bancadas dos dois banheiros foram revestidos em mármore Niwala Yellow.


Apartamentos: standart e luxo

Com cerca de 34m² o dormitório standart (banheiro:1.60 m x 3.40 m – dormitório: 6.00 m x 3.80 m e closet: 2.60 m x 1.65 m) passou por uma reformulação de seus espaços. Para atender clientes com deficiência funcional motora, o projeto definiu os ambientes (local para dormir, comer ou trabalhar, vestir-se, ler, assistir TV, descansar, área de closet e banheiro), sua localização e distribuição nas dependências do dormitório para posteriormente identificar as manobras da cadeira de rodas, muletas e andador (os acessos, as circulações com ou sem deslocamento, as transferências e o estacionamento). A partir daí, foram dimensionadas as portas e os corredores de circulação. Para o tipo standart, as duas camas de solteiro utilizadas tem alturas compatíveis para transferência e seu estrado é motorizado permitindo movimento anatômico, articulado e duplo (cabeceira e pés). A área de leitura (que também serve como área para troca de roupas) posiciona-se ao lado de uma das camas e é composta por uma poltrona chaise longue motorizada com movimento também articulado e duplo. O uso do suporte articulado para a TV com movimentos laterais (cerca de 45°) e inclinação de até 15° permite que o cliente assista seus programas favoritos confortavelmente a partir de vários ambientes. Para o apartamento do tipo Luxo (cerca de 36 m², banheiro – 1.80 m x 3.40 m; dormitório – 6.00 m x 4.20 m; closet – 2.60 m x 1.85 m), as duas camas de solteiro foram juntadas e o criado mudo transferido para uma das laterais. A chaise longue foi substituída por um Puff que também atende à troca de roupa. Para a leitura, o usuário poderá utilizar as poltronas (sem braço) da pequena sala de estar.

Para o local de trabalho e alimentação, foi construído um móvel com altura e dimensões para o alcance manual de atividades por tempo prolongado além da aproximação frontal de um cliente em cadeira de rodas. Para maior conforto de todos os clientes, todas as tomadas foram alocadas em frente à bancada ou com altura mínima de 0.90 m. Em uma das laterais, foi previsto um tampo extensível que permite melhor distribuição tanto dos objetos e equipamentos do cliente quanto do conjunto de folders e demais amenidades disponibilizadas pelo hotel.

O closet foi totalmente adaptado. Gaveiteiros, sapateiros e local para a guarda de malas foram colocados prevendo a aproximação lateral de uma cadeira de rodas. Apesar da instalação em pontos mais altos, os cabideiros são basculantes e o varão tem altura compatível para o alcance manual lateral. Tanto o frigobar quanto o cofre encontram-se na área de alcance manual ou ainda entre 0.45 e 1.40 m a partir do chão. A profundidade do armário atende o alcance manual lateral sem esforço.

As adaptações realizadas para os deficientes visuais (cegos e baixa visão) priorizaram a comunicação das informações e também a iluminação do ambiente. Luminárias, lustres e arandelas tem foco de luz direcionado para a realização das tarefas previstas em cada ambiente do quarto. Destacam-se a iluminação do rodapé em fita de led e também com spots que permitem a circulação à noite com segurnaça sem acender luzes. Folders, avisos, comunicados, cardápios, sacos plásticos de lavanderia ou ainda o conjunto de amenidades que se encontram sobre a mesa de trabalho ou bancada de banheiro deverão ser identificadas em Braille e nos idiomas praticados pelo serviço de hospedagem do hotel. O mesmo ocorre com o atendimento dos requisitos de segurança tais como mapas táteis indicando as rotas de fuga em situações de incêncio e demais informativos que foram fixados atrás da porta do apartamento em altura compatível para a leitura de uma pessoa em cadeira de rodas.

Para os deficientes auditivos, as adaptações necessárias referem-se à substituição das informações sonoras por sinais luminosos e vibratórios. Nas camas, o criado mudo apoia um telefone adaptado (sinal de luz para toque, modo vibratório associado, tela para digitação e leitura das informações) e um relógio-despertador com sinal vibratório. Foram colocadas no teto (do quarto, área de closet e banheiro) campainhas com sinal de luz.

O banheiro

Com o objetivo de atender pessoas com diferentes estaturas e mobilidades, a cuba, os apoios para os braços tanto na cadeira de banho quanto no vaso sanitário foram conectados a um sistema de barras de parede que se ajustam horizontal e verticalmente de acordo com as especificidades de cada cliente. O sifão utilizado é articulado e flexível garantindo segurança. Os misturadores encontram-se em frente à bancada de mármore, garantindo maior conforto no uso. A temperatura da água está identificada em Braille. O espelho que cobre toda a parede está inclinado a 10° facilitando a visualização de quem se encontra sentado. O vaso é suspenso com altura igualada à cadeira de rodas. O mesmo ocorre com a cadeira de banho que se encontra no box. Para os dois casos, os braços laterais são articulados e também ajustáveis e servem de apoio para os movimentos de transferência do usuário. Os trilhos das portas de vidro blindadas foram embutidos no piso facilitando o ingresso, se necessário, de cadeira de rodas. Uma ducha higiênica foi instalada ao lado do vaso sanitário em substituição ao bidê ampliando e facilitando a circulação e as manobras da cadeira de rodas. O banheiro recebeu interfone com tela para leitura e digitação de textos e sinal vibratório para campainha. Para a suíte Luxo, a cadeira de banho foi substituída por uma banheira que é motorizada e apresenta uma porta lateral deslizante que permite a transferência lateral para o assento embutido. Os dois banheiros tem na área do box, tanto um chuveiro de parede como também uma ducha para banho. Tomadas e barras de apoio encontram-se em alturas compatíveis para uma pessoa sentada, ou ainda, acima da bancada da cuba. O mesmo ocorre com a disposição de  toalhas, roupões, secadores de cabelo, porta shampoo, saboneteiras e demais amenidades oferecidas pelo hotel.

Cão-guia

Para os dois apartamentos, foi criado um ambiente para a permanência e descanso de cão-guia. Trata-se de um futon forrado com tecido lavável e impermeabilizado. Ao lado da cama do animal, o hotel oferece como parte do pacote de amenidades, louça adequada para alimentação do leal companheiro.


ilustração 1 e 2: apto standart

Ilustrações do apartamento luxo

Ficha Técnica com especificações de produtos e empresas

Praça Adib Zarzur (Vila Mariana)

O trabalho foi realizado por alunos do escritório modelo Digital do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM como parte do acordo informal de cooperação junto à subprefeitura de Vila Mariana.

A proposta tem o objetivo de avaliar as condições de acessibilidade para deficientes funcionais motores a partir da análise da legislação vigente sobre o assunto e sua aplicação em logradouros públicos.

Local: Praça Adib Zarzur (Vila Mariana)
Aluno: Taiany Pires Ferreira (RA5349394), Rosangela Bosenbecker (RA 5255556)
Tutor: Drª Helena Degreas
Cliente: subprefeitura Vila Mariana
junho de 2012

Diagnóstico

Planta: situação atual

Projeto: vegetação

Planta técnica

Corte

Revista Casa: Projeto & Estilo – Loft acessível

O estudo da teoria, dos princípios e métodos de projeto associados ao entendimento das interações entre seres humanos ao meio em que vivem e que visam otimizar o bem-estar humano e o seu desempenho de toda a gama de ações nas distintas atividades da vida sempre foi princípio de projeto para todos os profissionais envolvidos com criação, produção e projeto em especial, arquitetos e designers. Projetamos para atender as necessidades de desenvolvimento do ser humano contribuindo para a construção de objetos e lugares compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas viando à eficiência, eficácia e satisfação. Acessibilidade, portanto foi, é e sempre será premissa de projeto. Os cursos de graduação nestas áreas constroem seus projetos político-pedagógicos a partir das diretrizes curriculares nacionais que estão inseridas em políticas públicas educacionais de âmbito federal (MEC).  Os conteúdos vinculados à velha ergonomia são obrigatórios e encontram-se distribuídos em disciplinas de projeto da edificação, urbanismo, paisagismo, tecnologias e desgin entre outros. A grande novidade encontra-se na lufada de ar fresco que proporciona a revista Casa: Projeto & Estilo sobre o debate da equidade no acesso às condições de auto-realização por meio da liberdade que ambientes confortavelmente construídos podem proporcionar aos usuários com ou sem deficiências. Considero uma atitude corajosa e também pioneira. Corajosa por abrir espaço para a apresentação de projetos acessíveis em um mercado editorial onde o belo associado ao inatingível mundo da perfeição impera. Para além do desenho universal que atende pessoas como eu e você leitor, a revista insere em suas páginas espaços que incorporam tecnologias assistivas que proporcionam ou ainda ampliam habilidades funcionais de clientes com deficiências distintas colaborando na viabilização de demandas comumente solicitadas em ambientes domésticos e sociais com estilo, elegância e conforto. Por fim pioneira, pois pretende ampliar a discussão ouvindo o que tem a dizer por meio de projetos nossos jovens e futuros profissionais. Oxalá a atitude da Ciranda Cultural Editora se amplie, espalhe e frutifique país afora disseminando boas práticas de projeto! Parabéns!

Alunas:

Camila Bueno de Freitas (camilabuenodesign@gmail.com)
Carolina Aratani (carolinaaratani@gmail.com)
Leticia Herbas (leticia.herbas@hotmail.com)
Tamiris Herculano Godoy (tamirisherculanogodoy@gmail.com)

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

O Cliente

Diretor comercial de uma multinacional com sede na França, nosso cliente divide seu tempo entre reuniões de negócios, viagens e a administração de duas residências: uma em São Paulo e outra em Paris. Com cerca de trinta e poucos anos, é solteiro, financeiramente estável e divide o escasso tempo ocioso que tem de duas formas: na companhia de colegas de trabalho que, na condição de enólogos amadores como ele, apreciam um bom vinho e, também, jogando voleibol, esporte que praticou no final da adolescência representando o Brasil nas paraolimpíadas como paraplégico.

O Conceito

O projeto foi idealizado com o objetivo de viabilizar com eficiência e eficácia a realização das tarefas cotidianas de um ambiente doméstico atendendo às especificidades de um cliente com habilidades funcionais motoras reduzidas, associando autonomia no acesso aos espaços, conforto no uso dos mobiliários, facilidade de manutenção e estética compatível com o repertório sóbrio, elegante e cosmopolita do cliente.

A arquitetura

O loft não precisou sofrer alterações drásticas, pois apenas a área do banheiro apresentava paredes. Fluidez, integração física e visual marcaram a concepção dos ambientes propostos. Foram estudados e descritos todos os movimentos e atividades que serão realizados pelo cliente em cada um dos espaços previstos. Em paralelo, os acessos, a circulação, as manobras, as áreas de estacionamento e a formas de transferência da cadeira de rodas para os mobiliários tais como camas, cadeiras, poltronas e sofás foram analisados gerando áreas com as dimensões adequadas ao uso do cliente com conforto.

Ambientes propostos para o loft

Cozinha

Prática e funcional, a cozinha foi divida em setores. O projeto priorizou as manobras e o acesso às áreas previstas, a forma mais adequada de aproximação da cadeira para a realização de cada atividade e as alturas dos equipamentos, gaveteiros e bancadas de apoio. A área de circulação interna da cozinha permite um giro de 360º (garantido por largura e comprimento superior a 1,50 m), viabilizando manobras sem deslocamento. O uso da pia, da bancada de preparo, do fogão com micro-ondas e o acionamento da elegante coifa de parede foram previstos com aproximação frontal, portanto, livre de barreiras e encontram-se a 0,85 m do chão. Ao lado da pia, garantindo alcance manual frontal, foi colocada uma torneira em arco flexível e ducha spray facilitando os movimentos quando da lavagem de utensílios e alimentos. O sifão da pia, articulado e flexível, foi posicionado junto à parede com o objetivo de evitar o contato com a cadeira e as pernas. Em frente ao cooktop elétrico com mesa vitrocerâmica em cor preta que encontra-se sobre a bancada, está posicionada a coifa de parede em aço inox. Os dois apresentam tecnologia touch que facilita o manuseio e permitem alcance manual frontal de 0,50 m. No setor de estoque a 0,40 m do chão, foi colocado um gaveteiro refrigerado em aço inox e um armário com abertura frontal de correr para a guarda de alimentos secos cuja aproximação é lateral. Sobre os dois e, a 1, 15 de altura, fica uma bancada que além de dar acabamento adequado aos equipamentos embutidos, serve de apoio para objetos diversos de decoração ou ainda para cafeteira elétrica, processadores de alimentos, entre outros. Do lado oposto, a bancada tem utilidade dos dois lados: na parte interna à cozinha e com aproximação lateral (profundidade de alcance manual lateral de 0,40 m) foram embutidos a máquina de lavar louças e um gaveteiro para a guarda de utensílios e talheres cujo fundo está a 0,40 m do chão e altura de 0,85 m. Do lado da sala, a bancada em vidro serve de apoio às refeições e tem espaço para duas poltrona giratórias e uma cadeira de rodas com aproximação frontal e alcance manual com profundidade de 0,50 m. Tomadas de chão encontram-se posicionadas a 0,60m de altura e tomadas de pia encontram-se a 1.10 m de altura.

Banheiro

O acesso se dá por uma porta de 0.90 m de vão. A área do banheiro permite um giro de 360º viabilizando manobras sem deslocamento e acesso aos ambientes propostos. A pia foi projetada prevendo uma cuba fixa com altura de 0,85 m. A torneira inclinada em aço inox tem design contemporâneo e parece uma escultura. Seus misturadores foram colocados em frente à bancada do lado direito (o cliente é destro) facilitando o manuseio. O sifão articulado é flexível e está posicionado junto à parede permitindo aproximação frontal com segurança. Em frente e inclinado a 10º, foi posicionado um espelho que toma toda a parede permitindo a visão do usuário em sua totalidade. De um dos lados e, com aproximação lateral para transferência e previsão de área de estacionamento da cadeira de rodas, encontra-se o box onde foi embutido um chuveiro quadrado com luz e fixada na parede uma cadeira de banho com braços móveis. Do lado oposto, foi colocada uma banheira com hidromassagem. A aproximação é lateral e a transferência é viabilizada pela altura do assento e pela porta deslizante (sobe e desce) que permite entrada e saída com facilidade. Os misturadores estão próximos à parede e com alcance manual lateral distante cerca de 0,20 m. O vaso sanitário suspenso a 0.46 m tem altura igualada à da cadeira de rodas e em sua lateral tem um braço móvel. Na outra bancada da pia, foi prevista aproximação lateral pois sob esse espaço, foi colocada uma máquina de lavar e secar roupas compacta cuja abertura é frontal. Ao seu lado, um gaveteiro para a guarda de roupas usadas.

Dormitório e Closet

O conceito de loft permeou todo o projeto, resultando na integração do dormitório à área do closet facilitando a circulação e as manobras realizadas para o deslocamento da cadeira de rodas. Os dois espaços vazios posicionados ao lado da cama motorizada viabilizam o posicionamento lateral da cadeira de rodas e a transferência. Ajustes de tensão, controle individual das posições e massageador proporcionam relaxamento ao morador quando estiver sentado, recostado ou mesmo deitado. Luminárias com foco dirigido ao lado da cama foram alocadas atendendo aos alcances manuais laterais do cliente. Cama e cadeira apresentam a mesma altura gerando conforto e segurança na transferência. Em frente à cama, um painel drywall foi posicionado. No centro e numa altura adequada ao alcance visual do usuário posicionado sobre a cama, foi colocado um aparelho de TV LED de 55” fixado em painel giratório que atende aos dois ambientes; quarto e sala. Com o objetivo de gerar praticidade e conforto para o manuseio de objetos, roupas e acessórios, os armários do closet tem os gaveteiros e demais componentes com alturas variáveis entre 0,40 m e 1,40 m e previsão de aproximação lateral. O espelho do teto ao chão foi colocado com porta única de correr no closet. Iluminação embutida nos armários facilita na visualização interna. A profundidade dos armários é de 0,60 m. Para viabilizar o alcance manual lateral do usuário ( que é de 0,43 m), as prateleiras são deslizantes permitindo acesso inclusive às áreas mais profundas. Os cabideiros são basculantes e mesmo instalados em pontos mais altos, são acessados pelo varão que, mais longo, é puxado para baixo permitindo a descida por inteiro. Com o objetivo de viabilizar a troca de roupas fora da cadeira de rodas, foi colocado um recamier com apenas um encosto lateral.

Sala

As circulações entre a cozinha e a sala são largas, livres de fios, objetos e os móveis apresentam cantos arredondados. Com o objetivo de dar um toque mais acolhedor ao ambiente da sala de estar, o piso de madeira corrida recebeu um recorte que serviu para embutir e fixar um tapete evitando com isso desníveis que poderiam causar acidentes durante a circulação e manobras da cadeira de rodas. Os sofás e as cadeiras Swan que ficam em frente à bancada de refeições tem altura de 0,46 m e atendem tanto à bancada de refeições quanto a sala permitindo integração maior entre os amigos apreciadores de bons vinhos. Em frente à área de estar, encontra-se um aparador com acabamento em laca branca e detalhes em pastilhas de côco resinado com 0,90 m, altura suficiente para encaixar uma adega climatizada que comporta 40 garrafas. Ao lado, dois puffs com acabamento em couro ecológico e pés de madeira embuia na cor branca completam o ambiente.

Varanda

Os módulos que compõem o ambiente de estar na varanda tem espuma de alta densidade e altura nivelada à cadeira de rodas. A aproximação para transferência é lateral e poderá ocorrer a partir do estacionamento da cadeira de rodas ao lado dos sofas. O acesso para a pia e para o setor de apoio para preparo e limpeza de alimentos será frontal. Quanto à área de gaveteiros e uso da churrasqueira, o acesso da cadeira de rodas será lateral.

 

Acessibilidade Universal: projetos de alunos 2012

Estes projetos mostram o resultado de um semestre de exercícios e trabalhos desenvolvidos pelos alunos da disciplina de Acessibilidade Universal do curso de Design de Interiores do Centro Universitário FIAMFAAM. Com quarenta horas, a disciplina aborda temas vinculados aos direitos humanos, conceitos diversos vinculados ao tema, desenho universal, deficiências funcionais e tecnologias assistivas associando-os à ergonomia do ambiente e dos objetos contextualizando as discussões, seminários e projetos nas linguagens e estéticas contemporâneas. Os objetos utilizados pelos alunos são vendidos em lojas e empresas em muitos casos, não especializados em tecnologias assistivas. Esta situação demonstra que, com a compreensão das medidas, comportamentos e necessidades de clientes com deficiências funcionais, designer são capazes de compor ambientes funcionais que também atendem aos padrões estéticos mais refinados.

No início do semestre, nossos alunos foram convidados a criar um programa de atividades para um cliente especial. Trata-se de um apartamento cuja planta é bastante grande e deve atender a uma casal com dois filhos. Ela jornalista renomada de uma rede de TV, é paraplégica e deseja poder percorrer todos os ambientes da casa sem restrições e gozando de autonomia e liberdade de uso. Para a viabilização dos projetos, todos os comportamentos, movimentos e usos dos ambientes foram estudados. Os movimentos da cadeira de rodas, suas manobras e estacionamentos foram previstos em cada cômodo, ambiente e situação incluindo todos os locais da casa viabilizando uso e transferência quando necessário.

Estes são alguns dos trabalhos encaminhados pelos alunos. Os objetos utilizados e empresas encontram-se nas fichas técnicas que estão nos links abaixo das fotos.

Projeto:
Camila Bueno, Tamiris Herculano e Thatiane Pinheiro
Proposta completa

Projeto:
Caroline Almeida, Cássia Sybille, Margarete Brito, Nadia Padilla

Proposta completa

Projeto :
Ana Paula Lopes Dias, Marina Moreira, Will Guimarães

Projeto Completo

Projeto:
Carolina Mayumi, Michele Soaino, Rafaela Perton

Projeto completo

Projeto
Antônia Régia, Maiara Oliveira, Maria Adenice, Rosilene Alves
Projeto :
Amanda Domiciano , Nathalia Toral e Leticia Herbas.

Projetos de turmas anteriores 2010 2

Chegaram os novos blogfólios da turma de Design de Interiores 2012!

A cada ano, nossos alunos são convidados a incorporar novidades aos seus portfólios acadêmicos. Desta vez, além da apresentação de uma série de documentos que retratam sua trajetória profissional ainda na faculdade, alguns widgets tais como “Minha TV”, Twitter e Página profissional no Facebook destacaram-se.

Com essas novidades, além de alavancar a visibilidade de seus trabalhos em função dos novos pontos de conexão da rede, seu perfil profissiográfico ficou mais completo com os vídeos criados por eles mesmos no youtube associados à busca de assuntos correlatos no twitter e nas comunidades da facebook .

Se você tiver interesse sobre o assunto, acesse também:
Como iniciar seu blogfolio
Com que avatar eu vou?

Relação de alunos:

Caio Augusto Santos Ribeiro

Fátima Aparecida Guedes Fernandez Dionísio

Juliane de Camargo Hemmel

Vinicius Reimberg Santos

Aline Cazon dos Santos
Camila Rosa Nyimi
Daiana Alexandra Ramirez
Joyce Romualdo Correa
Leticia da Silva Pereira
Maria Eduarda de Araújo Talarico
Maria Laurelina do Nascimento
Natalia Monteiro Pauletti
Tamires Lopes da Silva
Venessa Ximenes
Lourival Roberto Silva

Turma 2011

Ana Paula Dias

Amanda Domiciano

Nathália Toral

post em construção