Pensei muito antes de postar este material. Talvez retire daqui à pouco. Não sei.
Curso uma disciplina em Ead sobre webcolaborativa e seus recursos instrucionais e me deparei com a tarefa de aprender o que é um podcast e como utilizá-lo.
Pois bem. Enquanto estava de péssimo humor na frente de uma banca de jornal em plena tarde de sol na Rua Oscar Freire, vi a capa lindíssima de uma revista. Dava para comer com os olhos! tudo bem: sou chocólatra assumida e “addicted” por açúcar. Luto contra a balança uma vida inteira.
O bolo de festa da capa me encantou. Comprei a revista. Nem pensei duas vezes. No caminho, distraída que sou – dizem que ando sempre no “mundo da lua”, esbarrei num cão-guia que acompanhava uma moça que fazia compras na região. Pedi desculpas.
No caminho de volta surgiu a questão: a moça cega não conseguiria sentir o mesmo prazer que eu senti ao literalmente “comer a revista com olhos”. Não sei se a revista apresenta a versão em audiodescrição.
Chegando em casa a tal tarefa ainda por realizar; gravo ou não? Mas sobre o quê, afinal?
Lembrei-me enquanto folheava a receita da capa , da Dona Dorina Nowill, mulher que é quase mito. Lembrei-me das alegres crianças do Instituo de Cegos Padre Chico que correm pelos corredores e jardins do local. Detalhe: sem bengala. Conhecem cada centímetro de lá. E olhe que o lugar é grande…
Pensei na possibilidade de descrever a capa para quem não vê.
Tenho plena consciência de que não sou profissional em audiodescrição. Exatamente por isso peço desculpas a todos, inclusive aos deficientes visuais que por ventura venham a ouvir o material postado.
O que aprendi:
– a prestar mais atenção nas mídias focadas em educação. Em sua maioria são construídas em papel e atendem aquele que enxerga. Vamos mudar esta realidade.
– a prestar mais atenção aos detalhes. Enxergar a vida, não signica vê-la e compreendê-la em sua totalidade. Ficarei atenta.
– a capa que descrevi apresentava muito mais detalhes e qualidade que eu não havia percebido ainda na banca. Nã me arrependi. Ela é boa mesmo.
– descrevê-la foi dificílimo pois me faltavam as palavras adequadas para expressar um universo imenso de sensações. Não sei se obtive êxito.
Agradeço à minha superfilha (Stepnahie) que “limpou” parcialmente o material postado em arquivo de voz (foram retiradas as malditas vuvuzelas, sons de latidos, telefones., tosse, gagueira… rsrsrs). Infelizmente “a voz” não nasceu para locução e a entonação e dicção… são problemas à parte.
Desafio parcialmente cumprido pois tenho muito ainda para aprender.
Ops! não citei o nome da revista e nem deixo a imagem exposta. Quem quiser participar da minha tarefa teste, ouça o podcast e só depois veja a capa.
🙂
Helena,
Você não tem absolutamente nada do que se desculpar. Podem lhe Faltar algumas técnicas da audiodescrição, mas o seu interesse e, principalmente, sua preocupação em nos fazer “””ver””” a capa da revista, me deixaram emocionado. Quem dera existissem muitas outras pessoas como você! Técnicas qualquer um aprende, mas a empatia é coisa que está no DNA…
Por favor, não tire não esse post do seu blog, vou recomendá-lo a todos que se interessam e lutam pela implementação da audiodescrição no Brasil. Quero que eles também fiquem com agua na boca, assim como você e eu ficamos… risos
Abraços e obrigado pela descrição tão gostosa!
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Olá Helena, muito bom o post!
Estudo audiodescrição para TV e recentemente comecei a ler sobre audiodescrição de revistas. Acho que você conseguiu de forma sucinta dizer o que é o projeto gráfico da revista e ainda conseguiu dar água na boca de quem ouviu.
Parabéns!
Flávia Oliveira Machado
Mestrado em Televisão Digital – UNESP
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Helena, os mais sensíveis enxergam a vida principalmente pelo que sentem, mais do que vêem ou ouvem….Os detalhes é que formam o todo e neles estão o âmago das grandes questões, dos porquês. Seu post revela esta sua sensibilidade tão fundamental para o entendimento e bom relacionamento numa sociedade tão complexa, o que demonstra o quanto você pode estar colaborando para melhora-la.
À Stephanie aqui vai o reconhecimento do trabalho de apoio à sua gravação.
Sergio Mauad – eng° – empresário do mercado imobiliário
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